30 Junho 2009
Está feito!
Finalmente está o curso tirado! Acabei hoje com a defesa da minha tese que pode ser vista por quem quiser dar uma vista de olhos aqui.
27 Junho 2009
Spotting no Pico XIII
Este ano as minhas férias de Verão no Pico já estão a acabar. Ficam aqui as melhores fotos que consegui no aeroporto estes dias:














20 Junho 2009
Fly Azores
Pois é, por mais simbolismo com que a "pomba" possa estar carregada a verdade é que lá apareceu o Fly Azores por cima do SATA. Já passou algum tempo desde a primeira aparição da nova imagem e finalmente vi os Dash ao vivo. De facto esta pintura não está má e os tons de azul assentam muito bem na fuselagem do Q200, mas o logo continua a não me cativar. O regresso do Fly Azores vem reforçar a ideia de que todo o simbolismo com que foi apresentado é muito bonito, mas na prática não é suficiente para realçar a identidade Açoriana da companhia.

A idade dos Dash foi também amplamente discutida esta semana. É verdade que não são aviões novos, mas dados os programas de manutenção em vigor não estamos perante um factor crítico. Ao nível de conforto para o passageiro há uma melhoria em relação ao ATP e em termos de vantagens operacionais para a SATA também não há duvidas de que é um avião mais versátil que o Dornier, uma vez que este último acaba por ser muito pequeno para ser eficiente noutras rotas para além do Corvo. A questão da segurança nem vale a pena discutir porque nunca pode ser comprometida, nem o é só porque uma aeronave já vai a metade da sua vida operacional, ou mesmo nas que estão em fim de vida.
Acredito que os ATR também fariam um bom trabalho nos Açores mas considero que, tendo ainda em conta as novas aspirações para a SATA Air Açores, os Dash foram mesmo a melhor opção.
Quanto à concentração da frota em S. Miguel, temos de ver que o Dornier só faz os voos para o Corvo. Os horários da SATA com excepção dos voos para o Corvo já estão todos programados considerando uma única base em Ponta Delgada. Assim, apenas os voos para o Corvo sofrem uma verdadeira alteração com a saída do Dornier, que não será tão significativa como se quer fazer parecer. A questão da melhoria nas ligações do grupo central não se põe porque os horários actuais permitem boas ligações a S. Miguel que podiam ser prejudicadas com o Dash a voar só no grupo central. Assim, possíveis vantagens nas ligações à Terceira resultariam em piores ligações a S. Miguel.
Por outro lado, quando se fala na necessidade de ter um avião na Terceira para assegurar voos em dias que o aeroporto de S. Miguel esteja inoperacional, eu pergunto o que é que o Dornier Resolve hoje em dia? E em caso de catástrofe quem trata dos serviços de protecção civil é a FAP e não a SATA.
Deste modo, embora pudesse ser interessante ter mais do que uma base nos Açores, a verdade é que os custos que isso acarreta não justificam as vantagens que daí possam surgir. A única razão que vejo para a descentralização da frota é a questão do desenvolvimento harmonioso de todas as ilhas e a distribuição de valências por todas elas, mas é engraçado ver que quando se reclama da tri-polaridade, que ainda se consegue sentir, não vemos qualquer reacção da Terceira, mas assim que são os pés deles trincados... É a barulheira que se vê, utilizando alguns argumentos que são no mínimo questionáveis.

A idade dos Dash foi também amplamente discutida esta semana. É verdade que não são aviões novos, mas dados os programas de manutenção em vigor não estamos perante um factor crítico. Ao nível de conforto para o passageiro há uma melhoria em relação ao ATP e em termos de vantagens operacionais para a SATA também não há duvidas de que é um avião mais versátil que o Dornier, uma vez que este último acaba por ser muito pequeno para ser eficiente noutras rotas para além do Corvo. A questão da segurança nem vale a pena discutir porque nunca pode ser comprometida, nem o é só porque uma aeronave já vai a metade da sua vida operacional, ou mesmo nas que estão em fim de vida.
Acredito que os ATR também fariam um bom trabalho nos Açores mas considero que, tendo ainda em conta as novas aspirações para a SATA Air Açores, os Dash foram mesmo a melhor opção.
Quanto à concentração da frota em S. Miguel, temos de ver que o Dornier só faz os voos para o Corvo. Os horários da SATA com excepção dos voos para o Corvo já estão todos programados considerando uma única base em Ponta Delgada. Assim, apenas os voos para o Corvo sofrem uma verdadeira alteração com a saída do Dornier, que não será tão significativa como se quer fazer parecer. A questão da melhoria nas ligações do grupo central não se põe porque os horários actuais permitem boas ligações a S. Miguel que podiam ser prejudicadas com o Dash a voar só no grupo central. Assim, possíveis vantagens nas ligações à Terceira resultariam em piores ligações a S. Miguel.
Por outro lado, quando se fala na necessidade de ter um avião na Terceira para assegurar voos em dias que o aeroporto de S. Miguel esteja inoperacional, eu pergunto o que é que o Dornier Resolve hoje em dia? E em caso de catástrofe quem trata dos serviços de protecção civil é a FAP e não a SATA.
Deste modo, embora pudesse ser interessante ter mais do que uma base nos Açores, a verdade é que os custos que isso acarreta não justificam as vantagens que daí possam surgir. A única razão que vejo para a descentralização da frota é a questão do desenvolvimento harmonioso de todas as ilhas e a distribuição de valências por todas elas, mas é engraçado ver que quando se reclama da tri-polaridade, que ainda se consegue sentir, não vemos qualquer reacção da Terceira, mas assim que são os pés deles trincados... É a barulheira que se vê, utilizando alguns argumentos que são no mínimo questionáveis.
07 Junho 2009
Dash no Pico amanhã
O Q200 deve fazer a sua primeira passagem pelo Pico amanhã por volta das 11:45. Algum voluntário para Spotter de serviço? :P
24 Maio 2009
A última novidade do projecto CLIMAAT
Uma webcam em cima do Pico! Já foi possível ver imagens do topo do Pico em tempo real através do site da Pico-Nare, mas infelizmente não têm havido updates recentemente e esta nova webcam parece ter uma vista muito melhor, aparentando estar situada na beira norte da cratera apontada a oeste!
Podem ver as imagens em tempo real aqui.
Podem ver as imagens em tempo real aqui.
15 Maio 2009
Nova imagem da SATA IV
Chegaram esta manhã a Ponta Delgada os dois Q200 da SATA vindos de St Johns! Podem ver algumas fotos aqui.
07 Maio 2009
Voar Q200 e Q400 ao mesmo tempo
Veio recentemente nos jornais que os Pilotos da SATA enviaram uma carta ao seu Sindicato onde mostram preocupações em voar as duas versões ao mesmo tempo, isto é, tanto fazerem voos com uma ou outra versão consoante as necessidades da empresa.
Entretanto a SATA já veio dizer que não há problema.
É bem verdade que o Q200 e o Q400 partilham o mesmo type rating, mas também é verdade que muitas companhias que utilizam os dois aviões os tratam como frotas separadas.
O Q400 é um avião relativamente mais avançado que o Q200 e com uma performance superior. Durante a sua concepção foram-lhe introduzidas algumas limitações, que para alguns o impedem de ser um avião excepcional, com o intuito de manter o mesmo type rating dos Q200 e Q300. Esta foi uma decisão comercial que em muito ajudou às vendas da nova versão e foi uma das vantagens chave apontadas pela SATA na sua escolha para a renovação da frota. Mas lá porque a Bombardier conseguiu fazer aprovar o mesmo type rating para os dash 8 não quer dizer que não existam diferenças que saltam à vista nos vários modelos, basta olharmos para o cockpit:


Por isso compreende-se que os pilotos possam estar "de pé atrás" face a esta nova situação. Por outro lado, relatos de pilotos que voam em companhias onde operam mais do que uma versão dos dash 8 dizem que não há grandes dificuldades em o fazer desde que existam bons procedimentos e treinos nas diferentes versões.
Assim, seria muito estranho que a SATA não aproveitasse esta vantagem para reduzir custos operacionais, terá é que criar procedimentos que ajudem os pilotos a lidar com as duas versões sem qualquer problema. As entidades aeronáuticas de todo o mundo, ao aprovarem o type rating comum, estão a certificar que isso não põe em causa a segurança da operação. Os Açores podem ter algumas especificidades no que toca à operação de aeronaves devido à meteorologia caprichosa aliada a pistas relativamente curtas em encostas de elevações e às poucas ajudas à navegação, mas a SATA tem isso em conta no treino das suas tripulações e penso que será uma questão de tempo até se habituarem à ideia.
No entanto este continua a ser um tema que divide a comunidade aeronáutica gerando mesmo alguma polémica, é certamente mais fácil e simples operar as duas versões como frotas separadas com pilotos dedicados a cada uma das versões, mas perde-se alguma flexibilidade operacional e aumentam-se os custos. A segurança, como sempre na aviação, é que nunca pode ser posta em causa.
Entretanto a SATA já veio dizer que não há problema.
É bem verdade que o Q200 e o Q400 partilham o mesmo type rating, mas também é verdade que muitas companhias que utilizam os dois aviões os tratam como frotas separadas.
O Q400 é um avião relativamente mais avançado que o Q200 e com uma performance superior. Durante a sua concepção foram-lhe introduzidas algumas limitações, que para alguns o impedem de ser um avião excepcional, com o intuito de manter o mesmo type rating dos Q200 e Q300. Esta foi uma decisão comercial que em muito ajudou às vendas da nova versão e foi uma das vantagens chave apontadas pela SATA na sua escolha para a renovação da frota. Mas lá porque a Bombardier conseguiu fazer aprovar o mesmo type rating para os dash 8 não quer dizer que não existam diferenças que saltam à vista nos vários modelos, basta olharmos para o cockpit:


Por isso compreende-se que os pilotos possam estar "de pé atrás" face a esta nova situação. Por outro lado, relatos de pilotos que voam em companhias onde operam mais do que uma versão dos dash 8 dizem que não há grandes dificuldades em o fazer desde que existam bons procedimentos e treinos nas diferentes versões.
Assim, seria muito estranho que a SATA não aproveitasse esta vantagem para reduzir custos operacionais, terá é que criar procedimentos que ajudem os pilotos a lidar com as duas versões sem qualquer problema. As entidades aeronáuticas de todo o mundo, ao aprovarem o type rating comum, estão a certificar que isso não põe em causa a segurança da operação. Os Açores podem ter algumas especificidades no que toca à operação de aeronaves devido à meteorologia caprichosa aliada a pistas relativamente curtas em encostas de elevações e às poucas ajudas à navegação, mas a SATA tem isso em conta no treino das suas tripulações e penso que será uma questão de tempo até se habituarem à ideia.
No entanto este continua a ser um tema que divide a comunidade aeronáutica gerando mesmo alguma polémica, é certamente mais fácil e simples operar as duas versões como frotas separadas com pilotos dedicados a cada uma das versões, mas perde-se alguma flexibilidade operacional e aumentam-se os custos. A segurança, como sempre na aviação, é que nunca pode ser posta em causa.
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