09 maio 2015

CS-TKK, TKP e TRF







04 abril 2015

SP2437

Estava à espera de fotografar o meu primeiro S4 no Pico hoje, mas afinal houve SP's de noite! Em vez do S44043 vieram, a altas horas da noite, o SP2438/7 e o SP2436/9. As fotos são do primeiro.


A310 a voar para o Pico?


Não é o que parece, devido a irregularidades a SATA foi obrigada a fazer um LIS-PDL com um A310 e depois continuar com o PDL-PIX-TER-LIS no A320! Ou era esse o plano inicial, segundo me dizem, afinal o PDL-PIX será em Q400.

30 março 2015

S44043

Aí está o primeiro voo da SATA Internacional para o Pico!



28 março 2015

TP3902

Ontem a TAP efetuou o seu último voo extra para o Pico, no que terá sido a última partida direta do Pico para Lisboa dos próximos tempos.

 

 Como bónus ficam as aterragens da SATA com vento SW. 


24 março 2015

Últimos TAP no Pico

Provavelmente já não vejo mais TAP's no Pico, pelo que no último sábado aproveitei para "spotar" os Airbus vermelhos e verdes mais uma vez.
Mais A320's hão de vir, mas ficarão melhor camuflados nos tons de azul do Mar, Céu e Aerogare!

10 março 2015

Os "loopholes" dos encaminhamentos.

O Parlamento Regional discutiu hoje acessibilidades, tendo sido um dos temas principais a questão dos encaminhamentos de passageiros para ilhas onde possam encontrar bilhetes mais baratos, melhores ligações a Lisboa, ou simplesmente a chegada até ás gateways para as ilhas que não contam com ligações "diretas" a Lisboa.

Confirma-se que a partir da próxima segunda feira, a SATA Air Açores vai ter condições para emitir passagens a 0 euros para dar ligação a gateways com ligação a Lisboa, desde que se apresente um documento comprovativo da compra do bilhete de/para Lisboa.

Abre-se aqui um "loophole" interessante. Em teoria, passa a ser possível comprar um bilhete na Ryanair LIS-PDL-LIS a 70 euros, apresentar esse bilhete para emitir na SATA Air Açores um bilhete a custo 0 PDL-outra ilha-PDL, fazer "now show" no voo da Ryanair (que não tem as suas reservas nos mesmos sistemas que a SATA Air Açores, pelo que esta não saberá desse "no show") perdendo esse bilhete na Ryanair, mas  voando de Ponta Delgada para o outras ilhas pelos 70 euros, o que equivale a até metade do preço do que se comprasse um bilhete diretamente na SATA Air Açores. 

Não está também ainda bem explicado o que acontecerá a um passageiro que compre um bilhete na Ryanair, peça um bilhete na SATA Air Açores a 0 euros e depois não consiga chegar a São Miguel a tempo de apanhar o voo da Ryanair por mau tempo ou outros atrasos na SATA Air Açores, efectivamente fazendo no show ao voo da Ryanair, o que na politica desta companhia implica simplesmente ter de comprar um novo bilhete para puder viajar. Será assim um risco escolher viajar via São Miguel numa companhia que não tenha um acordo de interline com a SATA Air Açores.

09 março 2015

Como o novo modelo de OSP’s pode ser o fim das gateways do Pico e Santa Maria.

De acordo com as afirmações do Secretário Regional do Turismo e Transportes, o novo modelo de obrigações de serviço público entre Lisboa e o Pico, Faial e Santa Maria, associado à liberalização das rotas para São Miguel e Terceira, faz com que os Açores sejam como um aeroporto único, com todas as gateways a competir entre si. Supostamente, haverá liberdade absoluta na escolha do aeroporto por onde se pode apanhar um voo para o Continente. Por exemplo, um Picaroto poderá, mesmo nos dias em que há ligação a partir do aeroporto do Pico para Lisboa, escolher viajar via São Miguel e seguir viagem em qualquer das companhias que lá operem. A viagem Pico – São Miguel terá custo 0, o preço a pagar será o do bilhete PDL-LIS-PDL.

Embora ainda existam questões por esclarecer, neste cenário, a confirmar-se, levantam-se dúvidas sobre a subsistência dos voos de Lisboa para o Pico e Santa Maria. Com as novas OSP deixa de existir uma compensação financeira atribuída à companha aérea que opere para estas Ilhas, passando a mesma a ser atribuída aos passageiros que paguem mais do que 134 euros pelo seu bilhete, pelo que a companhia terá de cobrar pelos bilhetes o suficiente para cobrir todos os custos operacionais da rota. Como a taxa de ocupação para estes aeroportos não é alta, o custo destes voos terá de ser repartido por menos passageiros, logo cada bilhete será mais caro do que os bilhetes disponíveis para as gateways mais movimentadas. Se o bilhete é mais caro do que os bilhetes disponíveis via São Miguel e nos oferecem ligação a São Miguel a 0 euros, é natural que menos passageiros escolham viajar nos voos “diretos” disponíveis no Pico e Santa Maria, o que por sua vez contribui para uma taxa de ocupação ainda mais baixa, o que por sua vez aumenta o custo da operação por lugar vendido, o que por sua vez aumenta o preço dos bilhetes que as companhias podem oferecer para não perder dinheiro nessa rota. Tudo isto, aliado a uma maior oferta de lugares no inverno, favorece uma diminuição nas estatísticas dos voos “diretos” para estas ilhas, números que podem muito bem justificar um futuro abandono das gateways.

Segundo o SREA a TAP transportou em 2014 de e para o Pico 11376 passageiros. Considerando 66 frequências anuais estamos a falar de 86 passageiros por voo ou 65% de taxa de ocupação utilizando como referência um A319. Só a mudança para um A320 baixa este número para 52%.

Segundo o SREA a SATA internacional transportou em 2014 de e para Santa Maria 6274 passageiros. Considerando 52 frequências anuais estamos a falar de 60 passageiros por voo, ou 37% de taxa de ocupação num A320.

Num cenário hipotético em que a TAP optasse por utilizar o Fokker 100 da PGA nestas rotas, os mesmos números de passageiros equivaleriam a 89% de taxa de ocupação na rota do Pico e 63% na rota de Santa Maria.

Estes números demonstram que não é só o “mercado” que influencia as estatísticas mas também as escolhas que se podem fazer na definição das OSP, que são da responsabilidade dos nossos governantes.