04 Fevereiro 2010

Horário de Verão 2010

Já é possível ter uma ideia de como será o horário do aeroporto do Pico para o Verão IATA deste ano, que se inicia em Abril. Como seria de esperar, a grande novidade é a introdução dos Q400 na frota da SATA.


Das mudanças em relação ao ano passado, a que mais se nota, é o desaparecimento de 4 frequências semanais nos voos da SATA Air Açores, durante o pico do verão. A chegada dos Q400, com os seus 80 lugares, já deixava adivinhar uma situação destas. Numa mudança, não se pode esperar que tudo sejam melhorias e este é o principal defeito que aponto à renovação da frota da SATA. O aumento da capacidade dos aviões vai de facto ter repercussões no número de frequências disponíveis, o que é prejudicial para os Açorianos, que ficam com uma escolha mais limitada nos horários dos voos.
Por outro lado, o número de lugares oferecidos cresce cerca de 200 lugares por semana durante Julho e Agosto. Nos restantes meses do verão IATA, são disponibilizados mais de 500 lugares além da oferta do ano passado, uma vez que, nestes meses, se mantêm as mesmas frequências. Estes são aumentos da ordem dos 10 e 25%.
Julgo que, para já, não haverá mercado para absorver tanta oferta, mas esperemos para ver como as coisas correm. De referir ainda que este cenário não se limita aos voos para o aeroporto do Pico.
Quanto aos voos da TAP, à um ligeiro aumento no número dos voos extra previstos, uma resposta já esperada tendo em conta a evolução da rota, mas, ainda não conseguimos o voo directo, muito por culpa da falta do combustível.

03 Fevereiro 2010

CS-TRD já chegou a S. Miguel





29 Janeiro 2010

Estado da Região, transporte aéreo.

A RTP Açores emitiu ontem o programa Estado da Região que se debruçou sobre os transportes aéreos para os Açores.
Como seria de esperar o debate centrou-se nos preços que os Açorianos pagam por uma viagem ao continente Português. Mais uma vez fica a ideia que muita gente só fala no preço mais baixo que é praticado por low costs para outros destinos, sem perceber o que está por detrás dessas tarifas e que são sempre referentes a um número de lugares limitado. Sobre isso gostei especialmente do último mail que foi lido, onde se fazia uma comparação interessante: junte-se ao preço do bilhete que se vê nas publicidades para a Madeira (aplicável a outros destinos low cost) os 22 euros que se cobra por cada bagagem de porão mais os 12 euros de embarque prioritário, para ter uma hipótese de escolher o seu lugar, e já estamos a falar de valores equiparáveis às tarifas promocionais para os Açores. Pode-se dizer que estes últimos 12 euros são supérfluos, mas há outros custos extra que não o são. Muito poucos açorianos voam sem bagagem de porão, e não são poucos os que levam mais do que uma, que também terá de ser paga... Ou até imaginem que não reservam bagagem de porão mas, à última da hora, é preciso leva-la, são logo mais 44 euros...
Estes são só alguns exemplos do que esperar dos serviços low cost. Não estou a dizer que são maus, são o que são e os preços estão bem explícitos nos seus sites, mas pelo que tenho visto, o que as pessoas querem é preços de saldo mas com todas as regalias a que estão habituados. Isso simplesmente não é possível.
Resumindo, é caro voar para os Açores, mas as pessoas também não têm a noção dos direitos que lhes são concedidos neste modelo. E penso que ficou claro que ninguém defende a liberalização dos voos para os Açores, quer por se sentir a necessidade de garantir pelo menos parte dessas regalias que tomamos por garantidas, quer por causa da pluralidade dos Açores que impedem que num ambiente liberalizado todos os Açorianos tivessem direito às mesmas tarifas.
Ficou certo também que é necessário mudar o actual modelo para permitir tarifas mais baratas. Neste campo achei interessante uma proposta que foi feita: Separar o transporte de carga do de passageiros.
A ideia em teoria é boa, mas é um bom exemplo de como é difícil conciliar as coisas. Passo a expor o meu ponto de vista, se existissem obrigações de serviço público de passageiros e de carga separadas, é possível que se diminuíssem os custos da operação de passageiros, por via da diminuição da capacidade da carga das aeronaves, possibilitando uma melhor gestão de frota. Essas poupanças poderiam ser então passadas para o preço do bilhete. Mas depois para a carga teria que vir outro avião. E esse voo continuaria a precisar de subsidio para existir. Lá teríamos todos que pagar esses voos, indirectamente, através dos impostos. Será que no fim de contas, fazer 2 voos diferenciados em vez de 1 saía mais barato? Além disso, a carga é um complemento às recitas das SATA e da TAP nas rotas para os Açores, não vejo que estejam dispostas a abdicar do seu transporte. Se estas duas companhias continuassem a escoar carga, será que continuaria a haver uma quantidade mínima para justificar os voos cargueiros?
Penso que por aqui se pode ficar com uma ideia da grande complexidade deste assunto. Todos queremos pagar menos, mas devemos ter a noção das dificuldades que existem nestes voos e perceber que o que temos não é assim tão mau como se vai dizendo por aí. Queremos melhor sim senhor, mas é preciso valorizar o que já temos.

28 Janeiro 2010

Q200 em acção nas Flores

As Flores dão sempre uns vídeos interessantes em dias mais ventosos! Os Spotters Florentinos lá nos vão presenteando com imagens como estas:




27 Janeiro 2010

Evolução do tráfego no Aeroporto do Pico II

Já estão disponíveis as estatísticas referentes ao tráfego aéreo no ano de 2009 no site do serviço regional de estatística.
Num ano em que o número total de passageiros nos Açores desceu 2,16% o aeroporto do Pico manteve uma tendência de subida, com mais 2,68% passageiros em relação a 2008. Este aumento foi suportado pelo crescimento de 35,1% no número de passageiros embarcados e desembarcados no voo para Lisboa, já que o tráfego inter-ilhas, que representa 79,5% do tráfego deste aeroporto, caiu 2,08%.
A evolução desde 2003 está representada no gráfico abaixo.


Em termos absolutos, passaram pelo aeroporto do Pico 59504 passageiros, 2235 deles em trânsito.

Muito foi dito sobre a "teimosia" dos Picarotos quando tentávamos mudar o voo da TAP para um dia mais propício a um melhor serviço e, por conseguinte, a uma melhor ocupação. Muito gozo se fez à nossa custa nessa altura. Agora já podemos falar com números, 2009 foi o primeiro ano em que a ligação se manteve ao Sábado (A mudança foi em Novembro de 2008). Este aumento de 35% não pode ser coincidência. E vem mostrar que estávamos certos quando muitos nos diziam que mudar o voo não traria mais passageiros. Pois está aqui também a prova que se está a lidar com uma realidade diferente que precisa ser encarada de forma diferente. Agora o gozo continua quando falamos de mais 1 voo. Veremos se conseguimos calar esses também...

26 Janeiro 2010

Cerimónia do 1º Q400


Já temos uma chave, o avião não deve tardar!

17 Janeiro 2010

CS-TRD


Já circula pela net, e foi primeira página no Açoriano Oriental a foto do novo DASH 8-Q402 na fábrica da Bombardier. O CS-TRD fez o seu primeiro voo dia 14 e está para breve a sua entrega à SATA Air Açores. Antes do início do Verão IATA já devem estar as 4 aeronaves encomendadas nos Açores.