22 novembro 2015

CS-TKJ

Com o TKJ a passar uns dias extra no Pico, não foi difícil apanhar uns ângulos diferentes do habitual e uma placa mais composa:

07 outubro 2015

Cambalhotas para trás

Com o anúncio da TUI da inclusão do Pico nos voos da Holanda para os Açores no próximo verão IATA, uma das primeiras coisas que me disseram foi que ia haver gente a dar “cambalhotas para trás”.

E com essa expressão na cabeça, pensei nos que teimam em chamar internacional ao aeroporto da Horta.

Pensei ainda no comentador inglês que nos diz que prefere que não se melhorem as acessibilidades ao Pico, porque desta forma só cá vem quem realmente quer vir e evitam-se os problemas do turismo massificado (and he has a point).

Mas afinal quem está a dar “cambalhotas para trás” é a Terceira (ou pelo menos quem escreve o editorial do Diário Insular).

Este voo da TUI não foi criado para o Pico, foi criado porque existe o triângulo, não é uma invenção de ninguém. Invenção terá sido a promoção nesses moldes, e aos seus promotores devemos dar os parabéns por esta conquista.

Viagens de barco de quase 4 horas para a Terceira não comparam com os 60 e 30 minutos das viagens no triângulo. É dessa proximidade que surgem as ligações marítimas que movimentaram 351 mil passageiros em 2014 só no canal Pico-Faial, ou por outras palavras, 72,5% de todos os passageiros movimentados por via marítima inter-ilhas, segundo o SREA. Não é invenção, é um fato geográfico.

Será que se a TUI anunciasse a segunda escala na Terceira em vez de no Pico todo o grupo central estaria melhor servido e esses turistas visitariam tantas ilhas como vão visitar aterrando no Pico?

Mais cambalhotas estão a dar os que vem alertar que é preciso novas valências para acolher estes turistas. Sim, há margem para evolução no triângulo, mas não é porque a TUI aparece com cerca de 60 a 70 lugares semanais no triângulo que temos de fazer mega hotéis e restaurantes. Não temos lugar para mais 20 pessoas no Pico, Faial e São Jorge? Não acredito. Estamos a falar de um acréscimo potencial de 0,9% relativamente ao número de chegadas por via aérea a estas 3 ilhas em agosto de 2015, ou de menos oferta adicional do que se a SATA decidisse fazer mais uma frequência semanal em Q400 para o triângulo.

De fato o anúncio da TUI foi uma novidade inesperada, mas julgo que passado o impacto inicial da notícia, não existem motivos para estas e outras “acrobacias”.

05 outubro 2015

WOW!

WOW! E depois desta reacção inicial à notícia do açoriano oriental, acrescento que sites holandeses já estão a divulgar este voo que será à segunda feira via São Miguel.

28 setembro 2015

Noruega

Para mim, a Noruega sempre foi um país interessante no que toca à sua rede de aeródromos regionais, já era tempo de ir lá acima ver como funcionam! A viagem começou logo bem em Trondheim, onde o meu quarto tinha esta vista:


Em Tromsø, ainda apanhei pela janela do terminal o LN-RNO que me trouxe de Trondheim via Bodø e o LN-WSB que me levou para Hammerfest via Sørkjosen.

Hammerfest é uma base de helicópteros que operam para as plataformas petrolíferas e é servido por até 20 frequências diárias para várias cidades do norte da Noruega pela Widerøe.






Fui ainda até Honningsvåg onde se pode apreciar até onde se pode operar com os devidos procedimentos e equipamentos. É impressionante aterrar aqui de noite, mas para a Widerøe é rotina!




Este aeroporto movimenta menos de 15 mil passageiros anualmente, mas conta com até 4 frequências diárias, também sobre obrigações de serviço público. Isto num sítio que até tem ligação por estrada ao resto do país (pelo menos quando não neva a sério) e escala diária da Hurtigruten que faz o serviço de ferry/cruzeiro pela costa da Noruega.
Se já tinha a Noruega em boa consideração volto com uma perceção ainda melhor deste país.

14 setembro 2015

C-GLXC, CS-TRG e CS-TKP

A sessão de spotting de sábado passado foi diferente do habitual, muito por causa do Falcon 7X que nos visitou e teve a honra de ficar para a história do Aeródromo como o primeiro voo internacional com origem no Pico!





10 setembro 2015

CS-TGL

Há 10 anos, visto da torre do Pico, na altura ainda em construção.

15 agosto 2015

S42141 com bónus


07 agosto 2015

Novas OSP's inter-ilhas, pior serviço?

Gostava que alguém explicasse a lógica por detrás das obrigações de serviço público que devem entrar em vigor no fim de outubro nas ligações aéreas inter-ilhas. É que eu não estou a perceber qual é o critério que embora permita uma oferta de 12 ligações semanais à ilha Graciosa, apenas justifica 9 para o Pico e São Jorge. 

Não deve ser a utilização de aviões de capacidades diferentes, uma vez que para a Graciosa estão previstos 7 voos em Q200 e 5 em Q400, que comparam com 4 em Q200 e 5 em Q400 para o Pico, e 5 em Q200 e 4 em Q400 para São Jorge, o que se resume numa oferta semanal de 659 lugares para a Graciosa, 548 para o Pico e 505 para São Jorge. 

Também não deve ser a procura, porque utilizando os dados do inverno passado chegaram à Graciosa 6880 passageiros, a São Jorge 7580 e ao Pico 8625, nos voos inter-ilhas. 

Então porque é que uma ilha com menos 9,3% de passageiros chegados que São Jorge e menos 20,2% de passageiros chegados que o Pico, tem uma oferta prevista para o inverno de 2015/2016 de mais 30,5% lugares do que São Jorge e 20,3% do que o Pico? 

A Graciosa vai ainda puder contar com 2 voos diários de segunda a sexta, mas Pico e São Jorge apenas têm direito a 2 voos diários 2 dias da semana. Provavelmente não há problema, talvez seja por causa das reduzidas frequências que também vão existir obrigações de serviço público nos barcos que os vão obrigar a articular horários com os aviões. Ou será o contrário? O que é certo é que se as frequências não fossem tão escassas, pelo menos alguns voos e barcos dariam ligação sem esforços destes… 

Mas voltando ao início, o que eu queria que me explicassem é que sendo preciso aumentar as taxas de ocupação para permitir a redução dos preços dos bilhetes como anunciado, mantêm-se aceitável a taxa projetada de 47.4% na Graciosa, mas Pico e São Jorge terão de ter menos oferta para chegar aos 71,5% e 68,2%, respetivamente. (Esta projeção foi obtida dividindo o número de passageiros chegados no inverno anterior pela oferta prevista para este inverno.)

P.S. Dados SREA e dos horários disponíveis na internet.

19 junho 2015

RNAV GNSS RWY12

Hoje vi pela primeira vez uma aproximação por instrumentos à pista 12 em São Miguel:

04 junho 2015

Channel Islands

E se eu disser que fui às Ilhas do Canal, Guernsey e Alderney para ser mais específico, praticamente só para dizer que já voei num Trislander?





Agora já voei de Trislander, e aprendi que uma ilha com menos de 2000 habitantes pode ser servida com mais de 5 ligações diárias! Também não é barato voar inter-ilhas, mas há uma conectividade que não se vê nos Açores, bem como aviões e aeroportos à escala! É outro modelo.

09 maio 2015

CS-TKK, TKP e TRF







04 abril 2015

SP2437

Estava à espera de fotografar o meu primeiro S4 no Pico hoje, mas afinal houve SP's de noite! Em vez do S44043 vieram, a altas horas da noite, o SP2438/7 e o SP2436/9. As fotos são do primeiro.


A310 a voar para o Pico?


Não é o que parece, devido a irregularidades a SATA foi obrigada a fazer um LIS-PDL com um A310 e depois continuar com o PDL-PIX-TER-LIS no A320! Ou era esse o plano inicial, segundo me dizem, afinal o PDL-PIX será em Q400.

30 março 2015

S44043

Aí está o primeiro voo da SATA Internacional para o Pico!



28 março 2015

TP3902

Ontem a TAP efetuou o seu último voo extra para o Pico, no que terá sido a última partida direta do Pico para Lisboa dos próximos tempos.

 

 Como bónus ficam as aterragens da SATA com vento SW. 


24 março 2015

Últimos TAP no Pico

Provavelmente já não vejo mais TAP's no Pico, pelo que no último sábado aproveitei para "spotar" os Airbus vermelhos e verdes mais uma vez.
Mais A320's hão de vir, mas ficarão melhor camuflados nos tons de azul do Mar, Céu e Aerogare!

10 março 2015

Os "loopholes" dos encaminhamentos.

O Parlamento Regional discutiu hoje acessibilidades, tendo sido um dos temas principais a questão dos encaminhamentos de passageiros para ilhas onde possam encontrar bilhetes mais baratos, melhores ligações a Lisboa, ou simplesmente a chegada até ás gateways para as ilhas que não contam com ligações "diretas" a Lisboa.

Confirma-se que a partir da próxima segunda feira, a SATA Air Açores vai ter condições para emitir passagens a 0 euros para dar ligação a gateways com ligação a Lisboa, desde que se apresente um documento comprovativo da compra do bilhete de/para Lisboa.

Abre-se aqui um "loophole" interessante. Em teoria, passa a ser possível comprar um bilhete na Ryanair LIS-PDL-LIS a 70 euros, apresentar esse bilhete para emitir na SATA Air Açores um bilhete a custo 0 PDL-outra ilha-PDL, fazer "now show" no voo da Ryanair (que não tem as suas reservas nos mesmos sistemas que a SATA Air Açores, pelo que esta não saberá desse "no show") perdendo esse bilhete na Ryanair, mas  voando de Ponta Delgada para o outras ilhas pelos 70 euros, o que equivale a até metade do preço do que se comprasse um bilhete diretamente na SATA Air Açores. 

Não está também ainda bem explicado o que acontecerá a um passageiro que compre um bilhete na Ryanair, peça um bilhete na SATA Air Açores a 0 euros e depois não consiga chegar a São Miguel a tempo de apanhar o voo da Ryanair por mau tempo ou outros atrasos na SATA Air Açores, efectivamente fazendo no show ao voo da Ryanair, o que na politica desta companhia implica simplesmente ter de comprar um novo bilhete para puder viajar. Será assim um risco escolher viajar via São Miguel numa companhia que não tenha um acordo de interline com a SATA Air Açores.

09 março 2015

Como o novo modelo de OSP’s pode ser o fim das gateways do Pico e Santa Maria.

De acordo com as afirmações do Secretário Regional do Turismo e Transportes, o novo modelo de obrigações de serviço público entre Lisboa e o Pico, Faial e Santa Maria, associado à liberalização das rotas para São Miguel e Terceira, faz com que os Açores sejam como um aeroporto único, com todas as gateways a competir entre si. Supostamente, haverá liberdade absoluta na escolha do aeroporto por onde se pode apanhar um voo para o Continente. Por exemplo, um Picaroto poderá, mesmo nos dias em que há ligação a partir do aeroporto do Pico para Lisboa, escolher viajar via São Miguel e seguir viagem em qualquer das companhias que lá operem. A viagem Pico – São Miguel terá custo 0, o preço a pagar será o do bilhete PDL-LIS-PDL.

Embora ainda existam questões por esclarecer, neste cenário, a confirmar-se, levantam-se dúvidas sobre a subsistência dos voos de Lisboa para o Pico e Santa Maria. Com as novas OSP deixa de existir uma compensação financeira atribuída à companha aérea que opere para estas Ilhas, passando a mesma a ser atribuída aos passageiros que paguem mais do que 134 euros pelo seu bilhete, pelo que a companhia terá de cobrar pelos bilhetes o suficiente para cobrir todos os custos operacionais da rota. Como a taxa de ocupação para estes aeroportos não é alta, o custo destes voos terá de ser repartido por menos passageiros, logo cada bilhete será mais caro do que os bilhetes disponíveis para as gateways mais movimentadas. Se o bilhete é mais caro do que os bilhetes disponíveis via São Miguel e nos oferecem ligação a São Miguel a 0 euros, é natural que menos passageiros escolham viajar nos voos “diretos” disponíveis no Pico e Santa Maria, o que por sua vez contribui para uma taxa de ocupação ainda mais baixa, o que por sua vez aumenta o custo da operação por lugar vendido, o que por sua vez aumenta o preço dos bilhetes que as companhias podem oferecer para não perder dinheiro nessa rota. Tudo isto, aliado a uma maior oferta de lugares no inverno, favorece uma diminuição nas estatísticas dos voos “diretos” para estas ilhas, números que podem muito bem justificar um futuro abandono das gateways.

Segundo o SREA a TAP transportou em 2014 de e para o Pico 11376 passageiros. Considerando 66 frequências anuais estamos a falar de 86 passageiros por voo ou 65% de taxa de ocupação utilizando como referência um A319. Só a mudança para um A320 baixa este número para 52%.

Segundo o SREA a SATA internacional transportou em 2014 de e para Santa Maria 6274 passageiros. Considerando 52 frequências anuais estamos a falar de 60 passageiros por voo, ou 37% de taxa de ocupação num A320.

Num cenário hipotético em que a TAP optasse por utilizar o Fokker 100 da PGA nestas rotas, os mesmos números de passageiros equivaleriam a 89% de taxa de ocupação na rota do Pico e 63% na rota de Santa Maria.

Estes números demonstram que não é só o “mercado” que influencia as estatísticas mas também as escolhas que se podem fazer na definição das OSP, que são da responsabilidade dos nossos governantes. 

04 março 2015

Adeus TAP

Está confirmado, é o adeus da TAP ao Pico e Faial. Mas não há motivos para preocupação, diz o Secretário de Estado dos Transportes, a TAP sai mas a SATA reforça.
Se bem que isto é verdade no horário de inverno, a verdade sem esconder nada ou atirar areia para os nossos olhos, é que no verão vão existir menos frequências. Ou seja, quando há procura, oferece-se menos lugares! Acho que vamos no bom caminho, de facto sem motivos para preocupações. E para não referir que os voos diretos do Pico para Lisboa acabam, quiçá alguém pretende fechar o parque de combustíveis do aeroporto que tanto custou a certificar.
Voltando aos números, no Inverno a SATA vai oferecer para o Pico e Faial em conjunto mais 42 frequências que no ano transato. Já no verão, a oferta será inferior em 54 frequências.
Num inverno com mais 42 frequências e com o A320 da SATA em vez do A319 da TAP a taxa de ocupação só poderá descer, pois estamos a falar de uma oferta de pelo menos mais 6930 lugares em cada sentido. Será que é essa descida que se procura para mais tarde se justificar coisas ainda piores?
No verão, a quebra de 54 frequências equivale a menos 7128 lugares em ambos os sentidos, utilizando como referência a capacidade de um A319, pelo que pode ser ainda maior.
Somando tudo são menos 12 frequências anuais. No meu vocabulário, isto não é um reforço… 

26 fevereiro 2015

TAP vai sair do Pico e Faial?

Segundo notícia da RDP Açores, o mau presságio do comentador anónimo que perguntou a 17 de janeiro se a TAP estava para abandonar rotas nos Açores, quando apareceram horários da SATA Internacional para o Pico no infame plano que era suposto ser confidencial, parece que se vai confirmar.
Mau presságio porque, a acreditar que serão aplicados os horários patentes no tal documento da SATA, o Pico vai perder os voos diretos Pico - Lisboa que estavam previstos na TAP a partir de junho e o Faial perde frequências no horário de verão, quebra que atinge os 6 voos semanais em julho e agosto.
A confirmar-se, este é um cenário negro para o triângulo. Enquanto se promovem na BTL novos voos em companhias de baixo custo para os Açores, afinal vai-se tornando mais difícil visitar os Açores, porque os Açores não são S. Miguel, essa Ilha sim, destino das 4 companhias aéreas convidadas a se fazerem representar no stand Açoriano da Bolsa de turismo.
É claro que ainda nem sabemos como vão na prática funcionar os supostos encaminhamentos nem os horários dos voos inter-ilhas (que têm ainda potencial para melhorar esta situação) nem se esta notícia se confirma, mas os céus parecem estar a escurecer para os lados do canal...

17 fevereiro 2015

Spotting em Innsbruck III

Já começa a ser tradição de inverno deixar aqui umas fotos de Innsbruck. Desta vez passei no aeroporto no sábado, quando há mais movimentos, depois de sair dos "slopes" um pouco mais cedo para ainda apanhar luz no vale.

 





As fotos não fazem justiça ao que é mesmos estar lá no meio dos Alpes a ver 757's a seguir os vales visualmente. Se houver próxima vez, tenho de considerar mais do que 20 minutos com luz no aeroporto!