22 novembro 2010

As "dormidas" na Terceira

Sem querer associar-me a discussões políticas, mas que raio é que se passa com os voos que ficam na Terceira uma noite?
Este ano saiu o horário de inverno sem qualquer permanência nocturna na Terceira, mas quando o mesmo foi anunciado, já se falou em duas estadias semanais, para não mudar em relação ao que se fazia com os ATP’s.
Essas paragens até teriam algum sentido se o último PDL-TER fosse a altas horas da noite e o primeiro TER-PDL logo pelas primeiras horas do dia. Mas na prática verifica-se que o último voo sai de PDL às 18:50 e sai no dia seguinte da Terceira para PDL às 10:30! Existe mesmo um voo anterior a este!
Estas desobrigações políticas só vêm aumentar custos com ajudas de custo e alojamento das tripulações, sem trazer quaisquer benefícios para as populações. Que se decidam de vez, ou deixam um avião na Terceira ou deixam tudo em S. Miguel, destes meios-termos é que ninguém precisa.
Depois há a questão do estudo dos custos que parece que não existe. Ok, não deviam brincar com essas coisas, mas será que é assim tão difícil de ver que com os quadros das tripulações devidamente compostos, basear uma aeronave noutra base implica pagar ajudas de custo e acomodações às existentes ou contratar outras, o que resultaria num excesso de pessoal? Só por aí já temos custos a curto prazo significativos, outros certamente surgirão de uma análise mais aprofundada ao caso.
A verdade é que todos nós gostaríamos de uma maior disponibilidade de frequências nos voos inter-ilhas, mas isso não implica novas bases. É possível que um avião na Terceira até possa prejudicar outras ilhas do grupo central. Se de inverno há apenas um voo por dia para ilhas como o Pico e S. Jorge, ter um avião na Terceira que faça essa ligação, implicaria troca de avião e possíveis esperas para quem queira dessas ilhas voar até S. Miguel. Na prática, esta questão é muito mais complexa do que o simples basear de um avião aqui ou ali. Na minha opinião, as forças da Terceira estão a lutar pelo motivo errado. Que se faça barulho por mais e melhores ligações, não pelo avião em si, até porque esse tiro pode-lhes sair pela culatra.

P.S.: Com os Q400 a voar meio cheios/vazios (caso seja optimista ou pessimista) não vejo como será possível melhorar as ligações inter-ilhas, com a frota como está.

19 novembro 2010

Continua mais caro voar pelo Pico

Estava a ver uns voos do Pico para Lisboa em Janeiro, utilizando a pesquisa disponível no site da SATA para datas flexíveis e foi com algum espanto, inicial, que reparei que o dia do voo directo é precisamente o dia em que o bilhete sai mais caro. E não estamos a falar em 2 ou três euros, voar no sábado custa 260 euros e noutro qualquer dia da semana as tarifas não ultrapassam os 170 euros, chegando o bilhete a custar 155 euros.
Mas as coisas ainda ficam mais interessantes! Se voarmos no sábado do Faial para Lisboa, ainda existem tarifas de 157 euros disponíveis e nem há voo directo nesse dia!
Isto acontece porque com apenas um voo semanal era de esperar que os bilhetes das tarifas promocionais se esgotem rapidamente. Mas não deixa de ser caricato.
E depois vem dizer que não há mercado? Pudera, posso ser muito ferranho, mas com preços destes não posso negar que ir pelo Faial se torna muito apelativo. Ninguém no seu perfeito juízo paga mais 100 euros com outras opções a 1 hora de distância.
Serve isto para reforçar que 1 voo semanal não nos serve. Troquem de aviões para mais pequenos, deixem mesmo de fazer o directo desde que nos garantam boas ligações… Seja o que for. Não nos deixem eternamente com este único favor obrigado porque tem de haver maneira de se servir melhor os interesses da companhia e dos Picarotos.

03 novembro 2010

Voando no Pico

Deixo aqui algumas imagens resultado de umas experiências com uma mini camera de vídeo e com o aerobird extreme do meu irmão.