12 março 2010

Estão aí todos!


Bem, não na foto (TRE TRF e TRC) mas já chegaram os 4 Q400 da SATA. O último, CS-TRG, chegou ontem por volta das 22 e passou o dia de hoje no hangar pelo que ainda não lhe tirei uma foto.
E assim está a SATA Air Açores com 10 aviões. Será recorde?

08 março 2010

Mais um...

Por volta das 8:20 lá chegou o futuro CS-TRF.


Espera-se que o último Q400 chegue ainda esta semana, completando assim a renovação da frota da SATA Air Açores. Entretanto os ATP's vão parando, já só estão a voar o TFJ e o TGN, sendo que se prevê que a meados de Abril já não façam mais voos comerciais ao serviço da SATA. Spotters, está na altura de lhes tirar as últimas fotos... Para mais tarde recordar...

04 março 2010

Concentração da frota da SATA

O mau tempo da última segunda feira serviu de pretexto para relembrar a discussão sobre a concentração da frota da SATA Air Açores em Ponta Delgada. Parece que estavam à espera de um dia destes há algum tempo para puderem mandar esta boca, que, a meu ver, é um tiro ao lado.
Dizem: "Se estivesse um avião na Terceira os voos para o Pico, S. Jorge, Graciosa, Flores e Corvo ter-se-iam realizado". Pois bem, estava um avião na Terceira... Um Q200 saiu nessa manhã de Ponta Delgada, ainda fez o voo para a Graciosa mas até teve de cancelar para S. Jorge por causa do vento Norte... E um avião não conseguiria fazer todos esses voos numa manhã. A partir daqui, tudo o que se diga que teria corrido melhor se a SATA mantivesse um avião estacionado na Terceira não é válido, afinal estava lá um avião e não se conseguiu resolver as coisas melhor. Mau tempo é mau tempo e não é um avião estacionado na Terceira que resolve esse problema, até porque neste caso específico em que o aeroporto fechado é Ponta Delgada vão sempre existir muitos passageiros afectados.
Outra questão que se tem vindo a colocar, é a da necessidade de os aviões terem de voltar da Terceira para Ponta Delgada para mudar de tripulações e continuar com o turno da tarde, alegando-se até má gestão de frota.
Eu não vejo nada disso, a rota que necessita de mais voos aqui nos Açores é TER-PDL, esses voos não voltam vazios como se quer fazer passar e se o avião estivesse baseado na Terceira teriam que continuar a realiza-los porque há necessidade disso. Esses voos são exactamente o contrário do que se diz, são uma boa gestão da frota que, em épocas de baixa ocupação, além de transportarem passageiros das outras ilhas do grupo central para S. Miguel, aproveitam para servir também a Terceira melhorando a ocupação geral.
No verão, são mais comuns os voos directos para PDL sem escala na Terceira, os tempos são outros, à 10 anos é que se parava sempre na Terceira vindo do Pico, S. Jorge e até Faial. Rotações como PDL-PIX-TER-SJZ-PDL-TER-PDL são exemplo disso, o avião volta à Terceira porque há necessidade de realizar esse voo, não estamos perante um cenário de voos de posição quase sem passageiros como se quer fazer parecer.
E chamemos as coisas pelos nomes, esta situação não é nova, convêm lembrar que o Dornier que ficava na Terceira só voava regularmente 3 vezes por semana e apenas na ligação ao Corvo. Não servia para regularizar as situações de que se queixam agora nem estava a SATA com uma melhor gestão de frota por causa disso. Afinal só transportava 18 passageiros, e exigia tripulações e programas de manutenção próprios só para voar nesses dias. Quando se quer reivindicar um avião estacionado na Terceira não se pode comparar um Renault clio com um autocarro... O que reivindicam é uma coisa nova e, na minha opinião, a estrutura de rotas da SATA já não o justifica, especialmente no Verão.
Falta ainda dizer que a SATA vai ter 1 Q200 na Madeira, 1 Q400 a fazer 4 vezes por semana os voos PDL-FNC-LPA e PDL-FNC-FAO, restando, assim por alto, 1 Q200 e 3 Q400 para os voos inter-ilhas. Logo, é muito fácil falar em mais frequências com os Q200 no lugar dos Q400 nas rotas do grupo central, mas isso não é possível com a nova frota da SATA. Também eu gostava de ver mais frequências com aviões mais pequenos ao invés de poucas com um avião grande. Se bem que, isso sim, seria servir as populações, não nos podemos alhear dos custos extra de fazer 2 voos em vez de 1. Se o transporte aéreo nos Açores realmente "não pode ser gerido com base numa filosofia centralista e economicista", o que eu quero são aviões pequenos para puder escolher ir a uma ilha de manhã ou de tarde, ou até ir e voltar no mesmo dia, e não uma base na Terceira.
Dito isto devo acrescentar que acho que a base da SATA devia ter sido na Terceira, especialmente desde a década de 80, por todas as questões relacionadas com a centralidade e distribuição de tráfego, mas a partir do momento que historicamente nunca foi assim, quer pela força de S. Miguel, quer pelas dificuldades levantadas pelo facto do aeroporto Terceirense ter raízes militares, já não faz sentido mudar a nossa realidade. Hoje em dia os voos do grupo central para PDL têm por norma mais procura que os voos para a Terceira...