06 dezembro 2010

Horários de Inverno

Nos últimos comentários desafiaram-me a tentar "desencantar" um horário de Inverno para a SATA que melhor servisse os Açores. Confesso que ainda peguei num papel e rabisquei umas coisas, mas como já tenho dito, não é nada fácil atender aos pedidos específicos de 9 ilhas com um orçamento limitado.
Pego de novo no assunto porque vi esta notícia, que me pôs a pensar que não deve haver nenhum Açoriano que esteja contente com a oferta de ligações aéreas que tem ao seu dispor. Mas, por outro lado, as reivindicações chegam a ser, no mínimo, irrealistas, tendo em conta o número de pessoas que voam pelos nossos céus.
Por isso, numa de nem tanto ao mar, nem tanto à terra, lembrei-me de deixar aqui uma ideia que me passou pela cabeça, quando tentava encontrar a formula mágica para os voos inter-ilhas, de modo a tentar perceber qual seria a reacção do público a uma reestruturação de rotas nesse sentido.
Então é assim:
O que diriam se, por exemplo, os voos para o Pico e S. Jorge, no horário de Inverno, passassem a ser do tipo PDL-PIX-SJZ-TER-SJZ-PIX-PDL?
A ideia por de trás desta sugestão é o aproveitamento do tráfego gerado por duas ilhas de/para os 2 grandes pólos das nossas ilhas, possibilitando a realização de 2 toques diários ao invés de apenas 1, em ilhas como o Pico e S. Jorge. Optando por utilizar o Q200 até se podia aumentar os toques para 4, com uma rotação de manhã e outra à tarde. E claro que se poderiam fazer variações trocando o PIX e SJZ por GRW ou HOR e alternando as posições das escalas na rotação, de modo a que os directos a PDL e TER não tenham sempre origem e destino à mesma ilha. Teríamos, assim, uma verdadeira possibilidade de aumentar as frequências, com uma consequente melhoria nas ligações até outros destinos como Lisboa, o que a meu ver seria uma verdadeira melhoria no serviço de transporte aéreo inter-ilhas.
A principal questão é: será que o público aceitaria a regresso às escalas nos voos inter-ilhas?

22 novembro 2010

As "dormidas" na Terceira

Sem querer associar-me a discussões políticas, mas que raio é que se passa com os voos que ficam na Terceira uma noite?
Este ano saiu o horário de inverno sem qualquer permanência nocturna na Terceira, mas quando o mesmo foi anunciado, já se falou em duas estadias semanais, para não mudar em relação ao que se fazia com os ATP’s.
Essas paragens até teriam algum sentido se o último PDL-TER fosse a altas horas da noite e o primeiro TER-PDL logo pelas primeiras horas do dia. Mas na prática verifica-se que o último voo sai de PDL às 18:50 e sai no dia seguinte da Terceira para PDL às 10:30! Existe mesmo um voo anterior a este!
Estas desobrigações políticas só vêm aumentar custos com ajudas de custo e alojamento das tripulações, sem trazer quaisquer benefícios para as populações. Que se decidam de vez, ou deixam um avião na Terceira ou deixam tudo em S. Miguel, destes meios-termos é que ninguém precisa.
Depois há a questão do estudo dos custos que parece que não existe. Ok, não deviam brincar com essas coisas, mas será que é assim tão difícil de ver que com os quadros das tripulações devidamente compostos, basear uma aeronave noutra base implica pagar ajudas de custo e acomodações às existentes ou contratar outras, o que resultaria num excesso de pessoal? Só por aí já temos custos a curto prazo significativos, outros certamente surgirão de uma análise mais aprofundada ao caso.
A verdade é que todos nós gostaríamos de uma maior disponibilidade de frequências nos voos inter-ilhas, mas isso não implica novas bases. É possível que um avião na Terceira até possa prejudicar outras ilhas do grupo central. Se de inverno há apenas um voo por dia para ilhas como o Pico e S. Jorge, ter um avião na Terceira que faça essa ligação, implicaria troca de avião e possíveis esperas para quem queira dessas ilhas voar até S. Miguel. Na prática, esta questão é muito mais complexa do que o simples basear de um avião aqui ou ali. Na minha opinião, as forças da Terceira estão a lutar pelo motivo errado. Que se faça barulho por mais e melhores ligações, não pelo avião em si, até porque esse tiro pode-lhes sair pela culatra.

P.S.: Com os Q400 a voar meio cheios/vazios (caso seja optimista ou pessimista) não vejo como será possível melhorar as ligações inter-ilhas, com a frota como está.

19 novembro 2010

Continua mais caro voar pelo Pico

Estava a ver uns voos do Pico para Lisboa em Janeiro, utilizando a pesquisa disponível no site da SATA para datas flexíveis e foi com algum espanto, inicial, que reparei que o dia do voo directo é precisamente o dia em que o bilhete sai mais caro. E não estamos a falar em 2 ou três euros, voar no sábado custa 260 euros e noutro qualquer dia da semana as tarifas não ultrapassam os 170 euros, chegando o bilhete a custar 155 euros.
Mas as coisas ainda ficam mais interessantes! Se voarmos no sábado do Faial para Lisboa, ainda existem tarifas de 157 euros disponíveis e nem há voo directo nesse dia!
Isto acontece porque com apenas um voo semanal era de esperar que os bilhetes das tarifas promocionais se esgotem rapidamente. Mas não deixa de ser caricato.
E depois vem dizer que não há mercado? Pudera, posso ser muito ferranho, mas com preços destes não posso negar que ir pelo Faial se torna muito apelativo. Ninguém no seu perfeito juízo paga mais 100 euros com outras opções a 1 hora de distância.
Serve isto para reforçar que 1 voo semanal não nos serve. Troquem de aviões para mais pequenos, deixem mesmo de fazer o directo desde que nos garantam boas ligações… Seja o que for. Não nos deixem eternamente com este único favor obrigado porque tem de haver maneira de se servir melhor os interesses da companhia e dos Picarotos.

03 novembro 2010

Voando no Pico

Deixo aqui algumas imagens resultado de umas experiências com uma mini camera de vídeo e com o aerobird extreme do meu irmão.

29 outubro 2010

Ainda o horário de Inverno

A SATA anunciou a entrada em vigor do horário de Inverno com um press release onde destaca o reforço da capacidade de carga e do número de lugares oferecidos.
Não percebi muito bem se era para ficarmos espantados com esta notícia ou festejar a melhoria do serviço, quando o aumento de que agora se faz notícia é consequência directa da substituição dos ATP’s pelos Q400 e não vem necessariamente melhorar a vida aos Açorianos.
Digo isto porque as frequências matem-se exactamente as mesmas que no ano passado, pelo menos para o Pico, só que no lugar de um avião com 64 lugares, temos um com 80. Uau, um aumento de oferta na ordem dos 25%! E numa época IATA em que os ATP’s já eram grandes e andavam com baixas ocupações! De que nos serve mais lugares se não há procura? De repente, para o ano ainda se queixam das taxas de ocupação a baixar e cortam nas frequências…
Como já aqui disse, para mim, uma verdadeira boa notícia no anúncio dos horários de Inverno, seria o aumento das frequências, mesmo que isso implicasse uma redução na oferta dos lugares. Claro está que com a actual configuração da frota da SATA isto não é praticável.
Mas espero estar enganado e que, pelo menos, se consigam manter as taxas de ocupação do ano passado, mas estou bastante céptico.

23 outubro 2010

Spotting no Pico XIV

Com os voos de S. Jorge a ir para o Pico, o voo da TAP apanhou um Q400 no chão nas últimas duas semanas. Como não é uma coisa que aconteça muitas vezes e pelo menos este inverno não deve voltar a acontecer, pedi ao meu irmão para passar pelo aeroporto, e o resultado foi este:




Obrigado Duarte.

21 outubro 2010

Novas obrigações de serviço público

Já foram publicadas no jornal oficial da união europeia, as novas obrigações de serviço público no que respeita a serviços aéreos regulares, referente às seguintes rotas:

· Lisboa–Ponta Delgada–Lisboa

· Lisboa–Terceira–Lisboa

· Lisboa–Horta–Lisboa

· Funchal–Ponta Delgada–Funchal

· Porto–Ponta Delgada–Porto

· Lisboa–Santa Maria–Lisboa

· Lisboa–Pico–Lisboa

· Porto–Terceira–Porto

A principal alteração introduzida por esta revisão é o desaparecimento da tarifa mínima de 120 euros para as tarifas promocionais. As companhias têm agora mais alguma flexibilidade para a comercialização deste tipo de tarifas, embora continuem obrigadas a oferecer 10% dos lugares disponíveis a uma tarifa no mínimo 30% inferior à de residente ou estudante. No entanto, mantém-se um limite de 86 euros para a média das tarifas promocionais disponibilizadas durante um ano.

Outra alteração, é o aumento do coeficiente médio de ocupação numa rota, necessário para que a companhia seja obrigada a aumentar a oferta, que sobe dos 75% para os 85%. Como os lugares ocupados no âmbito de campanhas promocionais para residentes e estudantes não contam para esse limite, e estas tarifas correspondem a um mínimo de 10% dos lugares, na prática os voos terão de ter uma ocupação mínima de 95% durante uma estação IATA, para que a companhia seja obrigada a aumentar a oferta no ano seguinte. Muito dificilmente se consegue uma ocupação dessa ordem, mesmo em rotas bastante concorridas, pelo que se pode concluir que nos próximos anos não haverá qualquer aumento de frequências.

A manutenção da restrição destas rotas a aviões com capacidade superior a 90 lugares (excepto PDL-FNC) é outro dos aspectos negativos das obrigações, uma vez que elimina desde logo a possibilidade de se utilizarem aviões regionais na ordem dos 70 lugares nas rotas menos densas. A utilização deste tipo de aeronaves poderia rentabilizar essas rotas, potenciando mesmo o aumento de frequências, que por sua vez influenciaria a procura.

As novas regras agora publicadas entram em vigor a meados de Dezembro.
Podem ver a legislação aqui e aqui.

16 outubro 2010

Amanhecer

Enquanto esperava pela saída do TGL, estava o TRF a pedir umas "experiências". Saiu isto:

15 outubro 2010

Despedida do CS-TGL





Foi-se embora hoje às 8:20, rumo à Suécia.

14 outubro 2010

Horário de Inverno Aeroporto do Pico

Com Novembro a aproximar-se, estava na altura de dar uma vista de olhos no que nos reserva este Inverno, em termos de voos para o Pico.
Não há grandes novidades em relação ao ano passado, apenas alguns reajustamentos na hora de alguns voos e, claro, a mudança do ATP para o Q400.
Assim, estamos perante um aumento significativo da oferta de lugares mas mantêm-se as frequências. Um bom serviço seria exactamente o contrário, mas infelizmente não seria de esperar outra coisa com apenas 1 Q200 a operar nos céus Açorianos, não obstante as promessas de mais frequências a quando do anúncio da renovação da frota.

13 outubro 2010

Frequências e a Terceira

Uma das principais razões que levaram à polémica em torno da decisão da SATA em basear todos os seus aviões, que fazem as ligações inter-ilhas Açorianas, no aeroporto João Paulo II, é a premissa de que existiriam mais e melhores ligações, se uma das aeronaves tivesse base na Terceira.
Às vezes questiono o que quererão os Terceirenses dizer com isso, uma vez que outra das armas de arremesso que utilizam nesta luta, prende-se com a suposta realização de voos supérfluos para reposição dos aviões da Terceira para Ponta Delgada e vice versa. Ora se, nessa óptica, existem voos a mais, o que querem dizer com mais e melhores ligações?
Vejo uma possibilidade, podem estar-se a referir aos voos à moda antiga, quando os voos para outras ilhas eram todos via terceira e lá se passavam manhãs e tardes inteiras à espera de ligações. Bom para a economia Terceirense, mau para todos os outros…
A verdade é que a discussão que se gerou em torno desta questão parece estar a distrair toda a gente, com o que se pode ver como uma birra bairrista, enquanto o verdadeiro busílis da questão vai ficando para segundo plano e, mais uma vez, toda a gente se queixa dos horários de inverno que estão para entrar em vigor.
Resumindo, temos a nova frota com os Q200, que supostamente nos vinham melhorar as condições com mais frequências e temos um horário de Inverno que pouco mudou em relação ao ano transacto, que já é alvo de críticas públicas por parte das forças vivas da Graciosa e Flores.
A ida de uma aeronave para a Terceira não traz, por si só, mais e melhores ligações. E é por isso que é preciso lutar.
A meu ver, temos 1 Q400 a mais e 1 Q200 a menos. Só com um Q200 a operar nos Açores não há flexibilidade e disponibilidade para o tão desejado aumento de frequências no Inverno. Chegam a existir rotações inteiras operadas com o Q400 em que o número de passageiros em cada voo não excede a lotação do Q200… E não é base-à-lo, ou não, na Terceira que resolve a questão.
No fim de contas temos os políticos todos entretidos numa discussão que não parece ter fim à vista e que, seja qual for o resultado, não implica melhorias reais no transporte aéreo nos Açores, a menos que se tomem outras medidas complementares que de facto alterem a política de frequência de voos.

P.S.: No meio de tudo isto, convém voltar a mencionar que gerir as 15 rotas de serviço púbico que estão concessionadas à SATA Air Açores, de modo a garantir boas ligações e horários a todos os Açorianos, não é, de forma alguma, uma tarefa simples, não existindo soluções universais.

01 outubro 2010

São Jorge 3 semanas sem voos.

À semelhança do que aconteceu durante as obras de ampliação da pista do aeroporto do Pico, também S. Jorge ficará, temporariamente, sem ligações aéreas com o exterior, mas serão apenas 3 semanas, ao invés dos 3 meses inicialmente previstos.
Entretanto a SATA garantirá o transporte do porto das Velas até ao aeroporto do Pico a todos os passageiros com viagem marcada entre 11 a 30 de Outubro.
Estas soluções de recurso em situações anormais são um bom exemplo das mais valias da proximidade das ilhas do triângulo.
Esperemos que a meteorologia não complique muito a travessia e que não hajam atrasos nas obras.
A nota de imprensa divulgada pela SATA pode ser lida aqui.

12 setembro 2010

Corvo com nova aerogare para breve

A SATA Gestão de aeródromos fez publicar ontem no Diário da República a prorrogação ao concurso para a 2º movimentação de terras para a instalação do ILS no aeroporto do Pico. Assim, o prazo para entrega de propostas, decorre agora até ao dia 5 de Novembro.
No mesmo número é também anunciado o concurso público para a "Elaboração do Projecto dos Edíficios da Aerogare e Armazém de Material de Placa e do Serviço de Socorros e Luta contra Incêndios (SSLCI) do Aeródromo da Ilha do Corvo", pelo valor de 250 mil euros.

09 setembro 2010

Ponta Delgada – Las Palmas a 218 euros.

O Diário Insular dá-nos a conhecer, num tom escandalizado, que a promoção da SATA para as Canárias a 218 euros, afinal não é para todos os Açorianos. Na verdade, estamos perante um caso que pode finalmente abrir um pouco os olhos às pessoas, no que toca aos voos e regalias que são garantidas a todos os Açorianos, através das obrigações de serviço público.
Todos querem voos mais baratos, com melhores horários, melhores ligações e mais frequências!
- Que venham as low cost!
Gritam por elas todos os dias.
Mas só o fazem porque tomam como certas as regalias que agora tem, que só existem porque os voos são realizados ao abrigo das obrigações de serviço público.
A SATA nem faz publicidade enganosa, por 218 euros pode voar de Ponta Delgada para Las Palmas, não dos Açores para as Canárias.
Por que raio é que a SATA teria de garantir o mesmo preço a partir do Corvo ou, por uma questão de igualdade entre arquipélagos, até El Hierro? A rota é PDL-LPA, querem mais do que isso? Paguem!
Ah e tal, mas e a igualdade entre os Açorianos? Nunca houve, não é agora que vai começar. Aliás, continuem a insistir na liberalização e depois queixem-se que piorou.
Enquanto continuam escandalizados, lembrem-se deste exemplo e pensem no que aconteceria se o espaço aéreo açoriano fosse liberalizado e uma low cost aparecesse a voar para S. Miguel. Ainda acham que os 100 euros pagam o voo até ao Corvo? E acham que os Micaelenses perderiam noites de sono por causa disso?

P.S. Mas a SATA é que é má. Devia ter pago o voo do Corvo a S. Miguel ao Tio Joaquim para ele ir às Canárias por 218 euros. E já que estamos nisto, ao Tio Juan de El Hierro também.

25 agosto 2010

Estudo sobre aproximações RNAV no Pico

O meu Irmão concluiu este ano o seu Mestrado em Engenharia Aeronáutica na Universidade da Beira Interior com a dissertação "Sistemas de aproximação RNAV e RNPAR. Estudo para aeroporto da Ilha do Pico"
Para os interessados no assunto adicionei um link onde podem fazer o seu download.

22 agosto 2010

Spotting no Pico XVIII

Yes!! 4 dias no Pico! Sou muito parcial nisto, mas não há nada melhor que a Areia Funda no verão. :P
Mas também houve tempo tirar a barriga da miséria no que toca aos aviões no Pico, ficam aqui umas fotos de sábado.







27 julho 2010

Mais problemas com o ILS

O ILS para o aeroporto do Pico já dá um filme.
Depois do acidente em S. Jorge muito se discutiu sobre a segurança e operacionalidade dos nossos aeródromos, no entanto sempre se disse que um investimento num ILS não se justificava numa infraestrutura como a do Pico. Entretanto aumentou-se a pista e, para minha surpresa, anuncia-se a instalação de um ILS no Pico.
O que é que mudou? Quem é que o recomendou? Não o sei, mas sei que lá pediram um estudo à NAV que confirmou a possibilidade de se instalar um destes equipamentos no nosso aeroporto.
No entanto foi necessário fazer uma movimentação de terras para que tal instalação fosse possível. Essa movimentação custou cerca de 1,5 milhões de euros. Depois veio a aquisição do próprio sistema, mais 1,1 milhões de euros, só que afinal houve um engano. O ILS adquirido não podia ser montado no espaço terraplanado... O que é que se passou? Fizeram uma movimentação de terras com base nas especificações de um sistema, compraram outro para ser mais barato mas que afinal precisa de mais espaço limpo? Enganaram-se nas dimensões das áreas livres de obstáculos que mandaram limpar? De qualquer formam deviam rolar cabeças, é que este erro vai-nos custar mais 1,9 milhões para a segunda movimentação de terras, para a qual foi aberto concurso público em Junho.
Mas a história ainda não acabou, depois de tanta trapalhada, ainda se dá espaço para que apareçam "listas de erros e omissões do caderno de encargos" que obrigam à suspensão do prazo para apresentação de propostas.
Mas as cabeças continuam em cima dos pescoços, até porque o "Governo já procedeu à aquisição de todo o equipamento necessário, estando o início da obra dependente apenas da resolução de uma questão levantada por um dos concorrentes à adjudicação."

A boa notícia é que eventualmente vamos ter um ILS no Pico. Quer dizer, até já temos, dentro de uns caixotes. E que sina esta dos ILS's e os caixotes em Portugal, os de Faro e Ponta Delgada também têm umas histórias engraçadas.
A má notícia... Bem que se podia ter sido mais arrojado, apostando em aproximações RNAV de última geração que podem ser desenvolvidas sobre diferentes bases, quase todas elas com potencialidades de servir mais do que aeródromo. ...e não sei se mais 3,5 milhões de euros em pista não faziam maior diferença na operacionalidade dos A320 no Pico que 3,5 milhões num ILS que se chegou a anunciar por pouco mais de 1 milhão.

26 julho 2010

Ilha do Pico, I love you but I gotta go... on Twitpic

Ilha do Pico, I love you but I gotta go... on Twitpic

David Fonseca a deixar o Pico... Via Faial...
Anyway, grande concerto! E também eu tenho de ir... :(

11 julho 2010

Obras em S. jorge e voos nocturnos

O Governo esteve à dias em S. Jorge onde visitou as obras de ampliação do seu aeroporto. Nesse contexto voltou a referir os avultados investimentos que têm vindo a ser feitos nas infraestruturas aeroportuárias da região. A verdade é que não se pode negar as melhorias significativas que têm vindo a ser introduzidas nos nossos aeroportos, que só pecam por muitos dos projectos nesta área acabarem por se arrastar mais do que o desejável.
Depois da novela da sinalização luminosa do aeroporto do Pico, estamos agora perante o segundo capítulo com o que se passa com a das Flores. Sobre esse assunto, Carlos César anunciou que já há acordo com a ANA "para o arranque da iluminação da pista das Flores" logo que o INAC dê o seu último parecer sobre a matéria.
Acho estranho que se tenha escolhido a palavra arranque, uma vez que as Flores até já têm luzes instaladas, só espero que não tenha sido um jogo de palavras intencional, para mais tarde deixar lugar a esclarecimentos, como o que foi feito em relação à futura operação no aeroporto de S. Jorge. Já aqui tinha dito, para descontentamento de alguns dos meus comentadores de S. Jorge, que a obra agora em curso não está a ser feita com vista à operação de aviões de grande porte. Embora, aquando do seu lançamento, se tenha dito que este era o primeiro passo para a internacionalização do aeroporto de S. Jorge, o Governo vem agora esclarecer as dúvidas que deixou no ar sobre o assunto, afirmando que as obras não estão a ser feitas para permitir a realização de voos de longo curso. Quer dizer, não foi assim tão claro, os voos para Lisboa não são propriamente de longo curso, mas penso que podemos assumir que esses também não estão nos planos do Governo, uma vez que os objectivos da obra são uma operação mais fiável, segura e com menores penalizações.
Os voos nocturnos são outro objectivo do Governo para o aeroporto de S. Jorge, assim, ficarão de fora das operações nocturnas Graciosa e Corvo, sendo que está previsto que o aeroporto da Graciosa acabe por receber uma intervenção semelhante à que está a acontecer em S. Jorge.
Assim, a Região vai ficar dotada de uma mais valia operacional que permitirá uma melhoria significativa na programação dos voos, falta saber se a SATA a vai aproveitar.

01 julho 2010

Baptismo dos Q400

Os Q400 foram hoje baptizados, em Ponta Delgada, com os nomes Manuel de Arriaga, Teófilo de Braga, Flores e Santa Maria.



O nevoeiro ainda andou a ameaçar estragar a festa outra vez, mas afinal só esteve mesmo mau lá para o fim da tarde.
Ainda por causa do nevoeiro, o Aeroporto do Pico recebeu hoje 2 voos da TAP, o primeiro dos voos extra à Quinta e um divergido do Faial. Penso que foi a primeira vez que tivemos 2 TAP no Pico num dia.

30 junho 2010

Greve do SNPVAC na SATA

A SATA Air Açores já publicou uma informação oficial que confirma a greve marcada para os dias 2 a 5 de Julho pela tripulação de cabine.
Os voos para esses dias foram todos cancelados, tendo sido programados outros voos para cumprir com os serviços mínimos definidos pelo Tribunal Arbitral. Assim vamos ter voos do género PDL-TER-GRW-SJZ-TER-SMA-PDL duarnte estes 4 dias.
No entanto, é interessante notar que nesses 4 dias, todas as ilhas com excepção do Corvo e Pico têm direito ao mínimo de 1 toque diário. Como o Corvo não tem voos de horário ao Sábado e Domingo, é fácil perceber que no meio de todas as complicações que esta greve vai trazer, o Pico ainda é mais discriminado, sendo a única ilha que fica sem voos Sexta e Segunda.
Gostava que alguém me desse uma explicação para esta situação. Sim, porque não acredito que o Pico tenha ficado outra vez de fora por sorte. Tem de haver uma razão, o tribunal Arbitral não tomará as suas decisões ao acaso.
Ponho-me a pensar e só me vem uma razão à mente, estamos tão perto do Faial que podemos sempre nos safar por lá se acontecer alguma situação urgente. Ainda bem que assim é, mas por que raio é que esta nossa proximidade à de tender sempre a nos prejudicar quando podia e devia ser o contrário?
Mas posso não estar a ver "the big picture", por isso fico à espera que me expliquem mais esta história...

28 junho 2010

Governo no Pico

O Governo está no Pico. Já inaugurou o armazém para o material de placa do aeroporto, mas o seu discurso pareceu-me muito distante em relação ao que mais nos afecta, as ligações que o aeroporto oferece.
Em tempo de revisão das obrigações do concurso público, só se fala das tarifas a 100 euros. Não se fazer nenhuma referência a mudanças nas obrigações relacionadas com o Pico é sinal de que não as há. Serão mais três anos com 1 voo semanal...
Falemos então dos 100 euros. Continuarão a não ser suficientes para a maior parte do público que ainda não compreendeu que os lugares disponíveis nessas tarifas terão sempre quer ser limitados. Para outros tantos, a comparação desses 100 euros com os 100 que se gastam nos voos inter-ilhas promete trazer outra dor de cabeça ao Governo: Ou encontram justificação infalível para a situação ou lá vão ter que baixar também as tarifas promocionais dos voos inter-ilhas. Inclino-me mais para a segunda, mas alguém vai ter de continuar a pagar para se fazer esses voos...

Ficámos a saber que o ILS também já está no Pico, mas está encaixotado porque falta fazer a tal segunda terraplanagem que finalmente permitirá a sua instalação. Quem é que não fez bem as contas da primeira vez? Mas não faz mal, porque agora, assim que estiver pronta a terraplanagem, que ainda não foi adjudicada, o ILS é logo instalado! Ok... Será que a omissão do necessário período de testes até que tudo fique operacional foi intencional? Vamos a apostas, eu ponho o meu dinheiro em 2012.
Mas pelo menos o combustível é já para Novembro! Ah, espera, a conclusão da obra do parque de combustíveis é para Novembro... Ninguém falou de abastecimentos a aeronaves. Ok, Verão de 2011? Não seria mau ver um TAP fazer um voo directo por essa altura, será que vai ser dessa?
Bem, teremos armazém de carga este ano, já não é nada mal!
Aliás, convém dizer também que estamos a ficar com um óptimo aeroporto, só que é devagarinho, chove dentro da aerogare, a pista é curta... Pronto, desculpem, lá ia outra vez na direcção errada. Óptimo aeroporto... para o futuro, tal como a Ilha.

18 junho 2010

Novas rotas

A SATA iniciou hoje os seus voos de Ponta Delgada para Faro, via Funchal, que já tinham sido anunciados quando chegaram os Q400. Achei interessante uma frase que transcrevo do press release que a companhia emitiu para publicitar o primeiro voo desta nova rota:
"Para tal, a oferta da frequência bi-semanal é fundamental para a criação e fortalecimento desta rota."
Não é que esta frase nos venha ensinar algo de novo, mas é interessante saber que a SATA sabe que apenas uma frequência semanal não serve para a criação e fortalecimento de novas rotas...

07 junho 2010

Meter um avião no ar custa dinheiro.

Os preços das viagens de avião para os Açores e inter-ilhas sempre geraram muitas críticas. Enquanto muitas dessas críticas têm a sua razão de ser, eu próprio nunca achei as passagens baratas, e algumas até são bem fundamentadas, a verdade é que a maior parte das vezes que ouço falar no assunto, deparo-me com um total distanciamento do que de facto está por de trás dos preços praticados pelas companhias aéreas, para assistir a uma comparação absurda com preços promocionais praticados por outras companhias, em rotas que se dizem equiparáveis em distância com as nossas, mas ignorando uma dinâmica completamente diferente da nossa realidade e comparando entre tipos de tarifas diferentes. É uma comparação entre alhos e bugalhos em que só se mostra o que dá jeito para moldar a ideia que as pessoas têm sobre o assunto. E não é difícil, ninguém quer pagar mais do que o estritamente necessário para usufruir de qualquer serviço.

Eu próprio cheguei a pensar que a nossa situação era realmente muito má e totalmente diferente do que se passa no resto da Europa, tal é a desinformação que se publica em redor deste tema.
De qualquer forma é sempre difícil dizer a alguém que sempre teve direito a estadias em caso de cancelamento do seu voo por meteorologia adversa, a levar bagagem de porão e alterar os seus voos sem taxas adicionais, entre outras, que isso são serviços extra que se pagam bem caro nas tais companhias com as tais tarifas promocionais de arregalar o olho.

Mas, recentemente, tive a sorte de me deslocar em trabalho a Munique, via Lisboa e Frankfurt, e agora posso dizer que o voo Frankfurt - Munique - Frankfurt, que cobre uma distância de 162 milhas náuticas, custa 188 euros, e o Lisboa - Frankfurt - Lisboa 394 euros, para uma distância de 1012 milhas náuticas. Posso então comparar estes preços com os 170 euros para fazer Ponta Delgada – Flores – Ponta delgada, que são 274 milhas, ou com os 341 euros de um Lisboa – Horta – Lisboa que são 919 milhas náuticas. Isto são preços de bilhetes sem restrições, de não residente. Os Açorianos ainda têm tarifas sem restrição mais baixas que as que utilizei na comparação...

Esta comparação é tão ou mais válida que as tais que tanto nos moldam a mente, com as tarifas promocionais das low cost que nos fazem gritar por melhores preços, embora se deva manter em conta a existência de outros tipos de tarifas e o facto de estarmos a utilizar um caso pontual para a comparação, coisas a que ninguém liga quando é para reclamar…
Não quero com isto dizer que não se deva reclamar melhorias, aliás já foram anunciados bilhetes a 100 euros para o Continente, e, sem necessidade de se entrar pela da confusão com que se quis envolver esse anúncio, está-se mesmo a ver que esses valores aplicar-se-ão às tarifas promocionais disponíveis para lugares limitados, até porque já tem sido discutido que uma das coisas a mudar nas actuais obrigações de serviço público, é a obrigação de uma tarifa mínima, que se pretende abolir, dando liberdade às companhias para estipularem os seus preços mais baixos, possibilitando melhores promoções e flexibilidade dos seus planos de tarifas. Assim, cada vez nos aproximamos mais dos tais preços promocionais que fazem salivar muita gente, mantendo os bons preços que já nos são oferecidos nas tarifas que incluem outras regalias e direitos, que muitos tomam por garantidos mas que convém acautelar ao abrigo das obrigações de serviço público, que nos bastidores nos continuam a proteger sem que ninguém lhes dê o devido valor. Até ao dia em que desapareçam e comecem a gritar aqui del rei!

28 maio 2010

Adeus ATP

Já não há mais voos nos ATP's da SATA. Foi hoje o último voo comercial num ATP nos Açores. O CS-TGN descolou de Ponta Delgada pelas 7 da manhã, passou pela Terceira e Graciosa, e, por volta das 10:20, o Comandante Lopes fez a última aterragem com passageiros num ATP ao serviço da SATA.
Por volta do meio dia descolou de novo, desta feita com, o CS-TFJ, para um voo de teste no âmbito dos trabalhos de manutenção de phase out. Em jeito de despedida, brindou-nos com uma passagem baixa, antes de voltar a aterrar, no que terá muito provavelmente sido a última aterragem de um ATP em S. Miguel.

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Amanhã o TFJ parte para Inglaterra e os outros dois ficam à espera que o novo dono os venha buscar.
E assim termina um ciclo de 20 anos. A minha geração de entusiastas de aviação Açorianos para sempre recordará este avião, pois foi com ele que o nosso bichinho foi crescendo. Adeus ATP!

09 maio 2010

Eyjafjallajohull nos Açores

A coisa está "preta"! Embora não sejam ainda perceptíveis a olho nu, as cinzas vulcânicas não deixaram ninguém voar hoje nos Açores. Ao que parece pode dar uma aberta para o fim do dia amanhã, mas já se prevê pior para os dias seguintes:


A imagem vem daqui , e é a previsão para as 12 horas do dia 10, desde o nível de mar até ao nível de voo 200.
Para quem precisa de viajar nestes dias, recomendo que se mantenha a par da situação através deste site, nas Network headline news.

08 maio 2010

Eyjafjallajohull chegou às nossas Ilhas.

Ando com uma sorte desgraçada com as minhas viagens ultimamente. Desta vez que o tempo não me deve chatear esqueci-me de ver a previsão das cinzas e aí estão elas:

A1933/10 - EYJAFJALLAJOKULL VOLCANIC ASH CLOUD 4500N03406W - 4500N02019W -
4357N02001W - 4252N01425W - 4300N01300W - 4200N01500W - 4034N01500W
- 4037N02226W - 3920N02740W - 4041N03113W MOV SOUTH SLOWLY. FORECAST
AT 2400UTC VOLCANIC ASH CLOUD 4500N03450W - 4500N02300W -
4325N02305W - 4208N01803W - 4200N01500W - 3926N01500W - 3859N02114W
- 3647N02802W - 4035N03228W .
ACFT ARE REQUESTED TO REMAIN OUT OF THE AREA REFERRED . NO ATC
CLEARANCES WILL BE ISSUED TO PENETRATE THE AREA AND TO AIRCRAFT
DESTINATION AND DEPARTING AZORES AERODROMES, EXCEPT LPAZ. OPERATORS
ARE CAUTIONED AGAINST THE RISK OF ENGINE FAILURE RESULTING IN INABILITY
TO MAINTAIN LEVEL ABOVE CONTAMINATION AREA ESPECIALLY WHERE ETOPS
AIRCRAFT ARE INVOLVED. MAINTAIN WATCH FOR SIGMET/NOTAM FOR THE FIR. SFC - FL200,
08 MAY 19:40 2010 UNTIL 08 MAY 23:59 2010. CREATED: 08 MAY 19:44 2010

Na prática, 4 voos cancelados hoje e a previsão para amanhã não é animadora...

24 abril 2010

... e o avião passa amanhã?


As lenticulares não enganam! E dão-nos uma noção impressionante da influência que o Pico tem no escoamento de ar.

23 abril 2010

Flores sem Q400?

O Q400 ainda não voou para as Flores comercialmente. Este facto está a suscitar alguma inquietação que foi expressa num requerimento enviado à assembleia legislativa pelo PSD.
O requerimento sugere como explicação para esta "interdição" a existência de limitações operacionais devido às dimensões da pista.
Não sei o que está a causar o atraso no início dos voos com o Q400 para as Flores, mas posso garantir que a dimensão da pista não pode ser a culpada, uma vez que o novo avião da SATA tem uma performance muito superior ao ATP que até lhe permite descolar das Flores com o peso máximo estrutural, em determinadas condições atmosféricas. A largura da pista também não é problema, uma vez que o avião está certificado para operar em pistas com 30 metros de largura e, caso seja necessário, pode-se pedir um suplemento que lhe permite operar em pistas ainda mais estreitas.
Assim, a única coisa que me parece passível de estar a causar este problema é a resistência da pista. No AIP a resistência da pista está declarada como PCN 15/F/C/X/T. O ACN do Q400 para pavimentos F/C é 18,3. O ACN deveria ser sempre igual ou inferior ao PCN...
Em termos práticos isto quer dizer que a pista das Flores pode sofrer danos estruturais se o Q400 a utilizar de modo sistemático com pesos próximos do seu MTOW.
Não sei se é este o entrave que tem justificado a não operação dos Q400 nas Flores, mas se assim é, vão ser necessárias obras de repavimentação para que o Q400 possa lá operar regularmente, embora a pequena diferença que está em causa entre o ACN e o PCN não deixe adivinhar uma degradação rápida.
Fico a aguardar a resposta ao requerimento e entretanto vou tentar descobrir o ACN do ATP para comparação, que deverá ser um pouco inferior dado a diferença de mais de 6 toneladas no MTOW.

16 abril 2010

Concurso de fotografia ATP


A SATA está a promover um concurso de fotografia sobre o tema "Os melhores momentos do ATP". As 3 fotos escolhidas ganham uma viagem na SATA Air Açores. Eu já enviei a minha participação, façam o mesmo através do endereço de correio electrónico: concurso.atp@sata.pt

15 abril 2010

BAe ATP

O tempo dos ATP's nos Açores está a chegar ao fim. Ontem fui dar uma volta pelo perímetro do aeroporto de Ponta Delgada para ver umas aterragens com o vento norte que se tem feito sentir por estas ilhas e apanhei o TGN a chegar da Graciosa via Terceira.


Hoje foi a vez do TGY que saiu num voo de teste após trabalhos de phase out. Amanhã, se as cinzas vulcânicas o permitirem, parte para Manchester onde vai ser pintado antes de ser entregue ao novo dono.


Ficam ainda 3 para as fotografias, mas não por muito tempo...

14 abril 2010

Don't click on the wing


Fonte

07 abril 2010

Os cancelamentos da SATA Internacional

Chamaram-me a atenção para o cancelamento do voo da SATA Internacional Lisboa - Horta - Lisboa de ontem, dia 6 de Abril.
Mais uma vez a SATA decidiu cancelar o voo com base nas previsões de nevoeiro. Mais uma vez a SATA Internacional foi a única a não operar no aeroporto da Horta num dia em que o pior METAR até ás 20:00 foi o seguinte: LPHR 061030Z 04010KT 8000 -DZ FEW007 BKN013 BKN025 17/15 Q1016
Resumindo, esteve o dia todo muito acima dos limites em termos de tecto e visibilidade para a operação de um A320.

O TAF, que previa "desgraças", era o seguinte:
LPHR 061400Z 0615/0624 13015KT 5000 BR SCT006 BKN012
TEMPO 0615/0624 1500 DZRA BR BKN003
PROB40
TEMPO 0618/0624 0150 +DZ FG VV000

Só temporariamente se previam condições abaixo dos mínimos para a aterragem. É com isto que se justifica um cancelamento? Ainda com a agravante de, em caso de se confirmar as piores previsões, ser possível regularizar a situação dos passageiros no mesmo dia através da ilha do Pico. É este o nosso serviço público?
Não é a primeira vez que a SATA Internacional cancela o seu voo neste tipo de situação, o que contrasta com a política de operação da TAP, que ainda esta Segunda Feira descolou de Lisboa já com o tempo marginal, bem pior do que alguma vez esteve hoje, acabou por divergir para a Terceira, mas, mais tarde, lá conseguiu ir ao Faial.
É verdade que em alguns dias isto não será possível, gastando-se dinheiro no voo, no posterior alojamento dos passageiros e realização de novo voo, mas será que a condição de serviço público destes voos não exige um tratamento diferente quando a previsão claramente não se está a verificar nos METAR e mesmo assim se cancela um voo destes?

06 abril 2010

Estado da Região no Pico

“O estado da região” em directo do Pico esta quinta-feira

O programa de grande informação da RTP-Açores, “O estado da região”, vai ser transmitido esta quinta-feira em directo da ilha do Pico.

O jornalista Osvaldo Cabral vai ter vários convidados para debaterem aspectos ligados ao desenvolvimento da ilha, sobretudo nos sectores económicos reprodutivos, apostas nos investimentos e ligação às ilhas do triângulo.

Serão convidados no painel principal Daniel Rosa, Presidente da Associação Comercial e Industrial do Pico; Simas Santos, Presidente da Associação de Promoção das Ilhas do Triângulo; Jorge Pereira, Presidente da Associação dos Agricultores do Pico; e Ernesto Ferreira, da Adega Cooperativa.

O programa é aberto ao público, que poderá estar com outros convidados numa plateia criada para o efeito, na Pousada da Juventude, em S. Roque.

A transmissão, que inclui a participação dos telespectadores por telefone, terá início cerca das 21 horas, pelo que as pessoas interessadas em assistir no local deverão comparecer pelas 20 horas.

04 abril 2010

TRE no Pico

Já experimentei o Q400! O teste da Sexta foi de manhã e lá deu para apanhar o voo para o Pico via Terceira ás 15. Devo dizer que vai de encontro ás minhas expectativas, sente-se bem que a performance não tem comparação com o ATP e pareceu-me menos barulhento, especialmente ao relação aos lugares da frente no ATP, embora ainda se sinta alguma vibração que muito dificilmente se conseguiria eliminar num turbo-hélice. Os voos que já eram curtos no ATP, tornaram-se verdadeiros "saltos" de ilha em ilha. No geral gosto deles, pena é que a enorme nacelle acabe por tirar alguma visibilidade nos lugares mais centrais.


Hoje lá tive de voltar a voar no TRE, que ainda apanhei antes de embarcar. Ficava bem no Pico mais uns dias, mas segunda tenho de voltar ao estudo e, na próxima semana, ao aeroporto. Nesse campo as coisas estão a correr bem, mas nada como uma visita ao Pico para me lembrar que ainda falta essa parte para estar completamente satisfeito... Não se pode ter tudo.

12 março 2010

Estão aí todos!


Bem, não na foto (TRE TRF e TRC) mas já chegaram os 4 Q400 da SATA. O último, CS-TRG, chegou ontem por volta das 22 e passou o dia de hoje no hangar pelo que ainda não lhe tirei uma foto.
E assim está a SATA Air Açores com 10 aviões. Será recorde?

08 março 2010

Mais um...

Por volta das 8:20 lá chegou o futuro CS-TRF.


Espera-se que o último Q400 chegue ainda esta semana, completando assim a renovação da frota da SATA Air Açores. Entretanto os ATP's vão parando, já só estão a voar o TFJ e o TGN, sendo que se prevê que a meados de Abril já não façam mais voos comerciais ao serviço da SATA. Spotters, está na altura de lhes tirar as últimas fotos... Para mais tarde recordar...

04 março 2010

Concentração da frota da SATA

O mau tempo da última segunda feira serviu de pretexto para relembrar a discussão sobre a concentração da frota da SATA Air Açores em Ponta Delgada. Parece que estavam à espera de um dia destes há algum tempo para puderem mandar esta boca, que, a meu ver, é um tiro ao lado.
Dizem: "Se estivesse um avião na Terceira os voos para o Pico, S. Jorge, Graciosa, Flores e Corvo ter-se-iam realizado". Pois bem, estava um avião na Terceira... Um Q200 saiu nessa manhã de Ponta Delgada, ainda fez o voo para a Graciosa mas até teve de cancelar para S. Jorge por causa do vento Norte... E um avião não conseguiria fazer todos esses voos numa manhã. A partir daqui, tudo o que se diga que teria corrido melhor se a SATA mantivesse um avião estacionado na Terceira não é válido, afinal estava lá um avião e não se conseguiu resolver as coisas melhor. Mau tempo é mau tempo e não é um avião estacionado na Terceira que resolve esse problema, até porque neste caso específico em que o aeroporto fechado é Ponta Delgada vão sempre existir muitos passageiros afectados.
Outra questão que se tem vindo a colocar, é a da necessidade de os aviões terem de voltar da Terceira para Ponta Delgada para mudar de tripulações e continuar com o turno da tarde, alegando-se até má gestão de frota.
Eu não vejo nada disso, a rota que necessita de mais voos aqui nos Açores é TER-PDL, esses voos não voltam vazios como se quer fazer passar e se o avião estivesse baseado na Terceira teriam que continuar a realiza-los porque há necessidade disso. Esses voos são exactamente o contrário do que se diz, são uma boa gestão da frota que, em épocas de baixa ocupação, além de transportarem passageiros das outras ilhas do grupo central para S. Miguel, aproveitam para servir também a Terceira melhorando a ocupação geral.
No verão, são mais comuns os voos directos para PDL sem escala na Terceira, os tempos são outros, à 10 anos é que se parava sempre na Terceira vindo do Pico, S. Jorge e até Faial. Rotações como PDL-PIX-TER-SJZ-PDL-TER-PDL são exemplo disso, o avião volta à Terceira porque há necessidade de realizar esse voo, não estamos perante um cenário de voos de posição quase sem passageiros como se quer fazer parecer.
E chamemos as coisas pelos nomes, esta situação não é nova, convêm lembrar que o Dornier que ficava na Terceira só voava regularmente 3 vezes por semana e apenas na ligação ao Corvo. Não servia para regularizar as situações de que se queixam agora nem estava a SATA com uma melhor gestão de frota por causa disso. Afinal só transportava 18 passageiros, e exigia tripulações e programas de manutenção próprios só para voar nesses dias. Quando se quer reivindicar um avião estacionado na Terceira não se pode comparar um Renault clio com um autocarro... O que reivindicam é uma coisa nova e, na minha opinião, a estrutura de rotas da SATA já não o justifica, especialmente no Verão.
Falta ainda dizer que a SATA vai ter 1 Q200 na Madeira, 1 Q400 a fazer 4 vezes por semana os voos PDL-FNC-LPA e PDL-FNC-FAO, restando, assim por alto, 1 Q200 e 3 Q400 para os voos inter-ilhas. Logo, é muito fácil falar em mais frequências com os Q200 no lugar dos Q400 nas rotas do grupo central, mas isso não é possível com a nova frota da SATA. Também eu gostava de ver mais frequências com aviões mais pequenos ao invés de poucas com um avião grande. Se bem que, isso sim, seria servir as populações, não nos podemos alhear dos custos extra de fazer 2 voos em vez de 1. Se o transporte aéreo nos Açores realmente "não pode ser gerido com base numa filosofia centralista e economicista", o que eu quero são aviões pequenos para puder escolher ir a uma ilha de manhã ou de tarde, ou até ir e voltar no mesmo dia, e não uma base na Terceira.
Dito isto devo acrescentar que acho que a base da SATA devia ter sido na Terceira, especialmente desde a década de 80, por todas as questões relacionadas com a centralidade e distribuição de tráfego, mas a partir do momento que historicamente nunca foi assim, quer pela força de S. Miguel, quer pelas dificuldades levantadas pelo facto do aeroporto Terceirense ter raízes militares, já não faz sentido mudar a nossa realidade. Hoje em dia os voos do grupo central para PDL têm por norma mais procura que os voos para a Terceira...

19 fevereiro 2010

TAP fez o seu 1º voo directo Pico - Lisboa

É verdade, foi hoje o 1º voo comercial directo do Pico para Lisboa! Não foi programado mas já aconteceu! O voo da TAP para o Faial não conseguiu aterrar devido ao nevoeiro tendo acabado por divergir para o Pico. Talvez já contando com a má meteorologia a tripulação terá optado por trazer combustível suficiente para o regresso a Lisboa e lá tivemos uma saída directa a Lisboa. Valerá a pena realçar que esta possibilidade depende de alguns factores e nem sempre há disponibilidade de peso que permita o transporte de combustível em quantidades suficientes para se regressar a Lisboa sem reabastecimento.


Informação via: www.staralliance.com

15 fevereiro 2010

Chegada do CS-TRE

Antes tarde do que nunca, fica aqui o meu registo da chegada do TRE a Ponta Delgada, ainda com o registo Canadiano C-GBIY.

video



Q400 no Pico

O Pico deve receber hoje, pela primeira vez, um voo do Dash 8 Q400, num voo de treino com chegada prevista por volta das 15. Alguém está livre para o apanhar?

11 fevereiro 2010

Vem aí o CS-TRE


Como se pode ver na imagem, retirada do site www.flightaware.com, saiu à coisa de 20 minutos de St. Jonhs o 2º Q400 para a SATA.

04 fevereiro 2010

Horário de Verão 2010

Já é possível ter uma ideia de como será o horário do aeroporto do Pico para o Verão IATA deste ano, que se inicia em Abril. Como seria de esperar, a grande novidade é a introdução dos Q400 na frota da SATA.


Das mudanças em relação ao ano passado, a que mais se nota, é o desaparecimento de 4 frequências semanais nos voos da SATA Air Açores, durante o pico do verão. A chegada dos Q400, com os seus 80 lugares, já deixava adivinhar uma situação destas. Numa mudança, não se pode esperar que tudo sejam melhorias e este é o principal defeito que aponto à renovação da frota da SATA. O aumento da capacidade dos aviões vai de facto ter repercussões no número de frequências disponíveis, o que é prejudicial para os Açorianos, que ficam com uma escolha mais limitada nos horários dos voos.
Por outro lado, o número de lugares oferecidos cresce cerca de 200 lugares por semana durante Julho e Agosto. Nos restantes meses do verão IATA, são disponibilizados mais de 500 lugares além da oferta do ano passado, uma vez que, nestes meses, se mantêm as mesmas frequências. Estes são aumentos da ordem dos 10 e 25%.
Julgo que, para já, não haverá mercado para absorver tanta oferta, mas esperemos para ver como as coisas correm. De referir ainda que este cenário não se limita aos voos para o aeroporto do Pico.
Quanto aos voos da TAP, à um ligeiro aumento no número dos voos extra previstos, uma resposta já esperada tendo em conta a evolução da rota, mas, ainda não conseguimos o voo directo, muito por culpa da falta do combustível.

03 fevereiro 2010

CS-TRD já chegou a S. Miguel





29 janeiro 2010

Estado da Região, transporte aéreo.

A RTP Açores emitiu ontem o programa Estado da Região que se debruçou sobre os transportes aéreos para os Açores.
Como seria de esperar o debate centrou-se nos preços que os Açorianos pagam por uma viagem ao continente Português. Mais uma vez fica a ideia que muita gente só fala no preço mais baixo que é praticado por low costs para outros destinos, sem perceber o que está por detrás dessas tarifas e que são sempre referentes a um número de lugares limitado. Sobre isso gostei especialmente do último mail que foi lido, onde se fazia uma comparação interessante: junte-se ao preço do bilhete que se vê nas publicidades para a Madeira (aplicável a outros destinos low cost) os 22 euros que se cobra por cada bagagem de porão mais os 12 euros de embarque prioritário, para ter uma hipótese de escolher o seu lugar, e já estamos a falar de valores equiparáveis às tarifas promocionais para os Açores. Pode-se dizer que estes últimos 12 euros são supérfluos, mas há outros custos extra que não o são. Muito poucos açorianos voam sem bagagem de porão, e não são poucos os que levam mais do que uma, que também terá de ser paga... Ou até imaginem que não reservam bagagem de porão mas, à última da hora, é preciso leva-la, são logo mais 44 euros...
Estes são só alguns exemplos do que esperar dos serviços low cost. Não estou a dizer que são maus, são o que são e os preços estão bem explícitos nos seus sites, mas pelo que tenho visto, o que as pessoas querem é preços de saldo mas com todas as regalias a que estão habituados. Isso simplesmente não é possível.
Resumindo, é caro voar para os Açores, mas as pessoas também não têm a noção dos direitos que lhes são concedidos neste modelo. E penso que ficou claro que ninguém defende a liberalização dos voos para os Açores, quer por se sentir a necessidade de garantir pelo menos parte dessas regalias que tomamos por garantidas, quer por causa da pluralidade dos Açores que impedem que num ambiente liberalizado todos os Açorianos tivessem direito às mesmas tarifas.
Ficou certo também que é necessário mudar o actual modelo para permitir tarifas mais baratas. Neste campo achei interessante uma proposta que foi feita: Separar o transporte de carga do de passageiros.
A ideia em teoria é boa, mas é um bom exemplo de como é difícil conciliar as coisas. Passo a expor o meu ponto de vista, se existissem obrigações de serviço público de passageiros e de carga separadas, é possível que se diminuíssem os custos da operação de passageiros, por via da diminuição da capacidade da carga das aeronaves, possibilitando uma melhor gestão de frota. Essas poupanças poderiam ser então passadas para o preço do bilhete. Mas depois para a carga teria que vir outro avião. E esse voo continuaria a precisar de subsidio para existir. Lá teríamos todos que pagar esses voos, indirectamente, através dos impostos. Será que no fim de contas, fazer 2 voos diferenciados em vez de 1 saía mais barato? Além disso, a carga é um complemento às recitas das SATA e da TAP nas rotas para os Açores, não vejo que estejam dispostas a abdicar do seu transporte. Se estas duas companhias continuassem a escoar carga, será que continuaria a haver uma quantidade mínima para justificar os voos cargueiros?
Penso que por aqui se pode ficar com uma ideia da grande complexidade deste assunto. Todos queremos pagar menos, mas devemos ter a noção das dificuldades que existem nestes voos e perceber que o que temos não é assim tão mau como se vai dizendo por aí. Queremos melhor sim senhor, mas é preciso valorizar o que já temos.

28 janeiro 2010

Q200 em acção nas Flores

As Flores dão sempre uns vídeos interessantes em dias mais ventosos! Os Spotters Florentinos lá nos vão presenteando com imagens como estas:




27 janeiro 2010

Evolução do tráfego no Aeroporto do Pico II

Já estão disponíveis as estatísticas referentes ao tráfego aéreo no ano de 2009 no site do serviço regional de estatística.
Num ano em que o número total de passageiros nos Açores desceu 2,16% o aeroporto do Pico manteve uma tendência de subida, com mais 2,68% passageiros em relação a 2008. Este aumento foi suportado pelo crescimento de 35,1% no número de passageiros embarcados e desembarcados no voo para Lisboa, já que o tráfego inter-ilhas, que representa 79,5% do tráfego deste aeroporto, caiu 2,08%.
A evolução desde 2003 está representada no gráfico abaixo.


Em termos absolutos, passaram pelo aeroporto do Pico 59504 passageiros, 2235 deles em trânsito.

Muito foi dito sobre a "teimosia" dos Picarotos quando tentávamos mudar o voo da TAP para um dia mais propício a um melhor serviço e, por conseguinte, a uma melhor ocupação. Muito gozo se fez à nossa custa nessa altura. Agora já podemos falar com números, 2009 foi o primeiro ano em que a ligação se manteve ao Sábado (A mudança foi em Novembro de 2008). Este aumento de 35% não pode ser coincidência. E vem mostrar que estávamos certos quando muitos nos diziam que mudar o voo não traria mais passageiros. Pois está aqui também a prova que se está a lidar com uma realidade diferente que precisa ser encarada de forma diferente. Agora o gozo continua quando falamos de mais 1 voo. Veremos se conseguimos calar esses também...

26 janeiro 2010

Cerimónia do 1º Q400


Já temos uma chave, o avião não deve tardar!

17 janeiro 2010

CS-TRD


Já circula pela net, e foi primeira página no Açoriano Oriental a foto do novo DASH 8-Q402 na fábrica da Bombardier. O CS-TRD fez o seu primeiro voo dia 14 e está para breve a sua entrega à SATA Air Açores. Antes do início do Verão IATA já devem estar as 4 aeronaves encomendadas nos Açores.

15 janeiro 2010

Jet A1 mais próximo

Obrigado Paulo pela chamada de atenção a esta notícia, que anuncia novos desenvolvimentos na novela que tem sido a disponibilização de combustível para aeronaves no aeroporto do Pico.
Afinal as culpas do grande atraso neste processo foram atribuídas à necessidade de cumprir normas internacionais. Pelo que se pode perceber será necessário construir um parque de armazenamento no aeroporto, cujas as obras se iniciarão em Fevereiro.
Estou um pouco fora do assunto, não conheço as normas a que se referem mas fica uma questão por esclarecer, será que estas normas são novidade?
Entretanto, espero que agora não apareçam mais problemas, mas sinceramente não estou muito esperançado que assim seja... E com obras a começar em Fevereiro desconfio que já podemos contar com mais um verão sem combustível... Espero estar enganado.

13 janeiro 2010

Taxas aeroportuárias

Foi hoje notícia a redução das taxas aeroportuárias nos aeroportos geridos pela SATA, sob concessão do Governo Regional. Na prática deixam de pagar as taxas de serviços a passageiros todos os que fizerem transferência em menos de 24 horas nestes aeroportos. Esta é uma boa noticia para todos os que voem para o Pico via Terceira.
A nova legislação que o permite pode ser consultada aqui.

11 janeiro 2010

A petição pelos voos low cost

Há por aí umas petições interessantes, mas cada vez mais vão perdendo a força, quer pela sua banalização na Internet, quer pela sua utilização na defesa causas sem pés nem cabeça.
Não é exactamente esse o caso com a que agora circula a pedir voos low cost para os Açores, ou melhor dizendo, para S. Miguel, mas não deixa de ser, na minha opinião, uma petição que surgiu sem muita ponderação sobre o assunto.
Começou tudo de novo com as declarações da câmara de comercio de Ponta Delgada, que nos alarmam com um valor astronómico de 70% do sector turístico em causa pela falta destes voos. Os tempos são de dificuldade, mas se tão grande percentagem de investimento está em risco a culpa não é da falta de voos mas de quem investiu muito para além do que qualquer estudo de viabilidade económica possa ter recomendado. Esses voos nunca existiram, não me podem vir dizer que 70% do investimento feito em turismo foi feito a pensar neles.
E depois ainda dizem que "[O modelo actual está] formatado em função do consumo interno, da conveniência dos residentes viajantes, o que anula por completo a competitividade do destino turístico Açores." Como se isso fosse uma coisa má! Sim, que venham os turistas de pé descalço passar um fim de semana às ilhas ao preço da chuva e os residentes que se lixem quando precisarem dos serviços de uma companhia aérea. Na minha opinião, não se deve promover os Açores como um destino barato de massas, que se aposte na qualidade como justificativo do preço.
No meio de tudo isto, parece que se ignora o que implicam as obrigações de serviço público agora em vigor. Claro está que poderão e deverão ser continuamente melhoradas, mas já como estão, são o garante de tarifas de residente razoáveis durante todo o ano, para todos os açorianos em qualquer situação. Não esquecer, também, a disponibilidade para o transporte de carga, que é obrigatória e que muito contribui para a eficiente exportação dos nossos produtos, com especial relevância para o sector das pescas, que é também um grande pilar da nossa economia.
A filosofia low cost não garante nada disto, os primeiros arranjam bons preços, os outros que se amanhem. A filosofia low cost só funciona com grandes densidades. Gostam muito de comparar os Açores com a Madeira... Então cá vai. Hoje saíram 14 voos da Madeira para o Continente Português, apenas dois deles operados por uma low cost. E de São Miguel? Pois, foram 3... Acham que alguma low cost quer vir para aqui? De Verão... Talvez, mas tirem o sustento da rota à SATA/TAP e depois venham mendigar pelos voos de Inverno... Comer da carne limpa todos queremos, lixado são mesmo os ossos... E estamos a falar só de S. Miguel neste exemplo. Mais uma vez fica esquecido que os Açores são 9 ilhas, o que dificulta bastante a situação.
Penso que vale a pena referir ainda mais um pormenor do modelo em vigor, qualquer companhia aérea pode voar para os Açores! Basta concorrer no concurso internacional que é feito de 3 em 3 anos. Não gostam das condições? Paciência, servir os Açores implica servir 100% da população, e 45.5% destes não vivem em S. Miguel.
Digam o que disserem, os preços para se voar para os Açores estão muito melhores do que estavam, não são baratos mas lá vão melhorando. E com low cost criam-se mais problemas do que se resolvem. Os preços bonitos que se vêm nas publicidades são só as tarifas mais baixas disponíveis para lugares limitados. Em termos médios deixam de ser tão convidativos, e acredito que, no nosso meio, os inconvenientes ultrapassariam os benefícios que alguns possam vir a usufruir.
É preciso ter em atenção a dificuldade de conciliar todas as vertentes do transporte aéreo na região. À que caminhar no sentido de uma melhoria constante, acredito que as low cost não são a nossa solução. Não somos uma excepção na Europa, muitos outros lugares periféricos têm os seus transportes assegurados por obrigações de serviço público. Não é este o nosso Papão, aliás, como as coisas estão, só assim se garante a continuidade do nosso território e as low cost não são a nossa salvação. Gostava de saber dizer como resolver este assunto, não o sei, mas estou convicto que, neste momento, estamos melhor sem low costs.

04 janeiro 2010

A foto que eu queria!


ATP Takeoff at night
Originally uploaded by JMelo

Já está feita! Não aponto muitos defeitos à minha máquina, mas só conseguir fazer exposições de 15 segundos é um deles. Grande foto Zé! Podem ver mais do mesmo dia aqui.