05 dezembro 2009

Pista molhada

O que se passou no aeroporto do Pico hoje vai merecer mais umas linhas neste blog.
Estava um verdadeiro dia de Inverno, chuva, má visibilidade e ventos fortes. Os passageiros do Pico, habituados às limitações do vento Sul, associam logo vento forte ao cancelamento do voo. Já se ouvia toda a gente a falar em cancelamentos pela aerogare, provavelmente sem perceberem que o vento estava de Oés-sudoeste, já fora do quadrante mais limitativo do Pico.
O vento não me preocupava, mas os chuveiros que começavam a passar estavam a deixar-me com dúvidas.
O primeiro voo do dia foi o SATA 470. O voo, atrasado devido ao congestionamento das portas de embarque em Ponta Delgada, aterrou lá pelas 11 horas sem problemas, com ventos na ordem dos 35 nós, chuva e com a visibilidade a reduzir.
Pouco tempo depois chegou o TAP à frequência do Pico, chuva no aeródromo foi a pior notícia que podiam ter recebido e pediram à Horta para ficar em espera no ponto SOLGI, onde começa a aproximação por instrumentos ao Pico. Pediram também que lhes mantivessem informados de qualquer melhoria nas condições, nomeadamente da condição da pista. Mas até o nosso AITA estava mais preocupado com o vento do que com a água na pista. O vento estava forte, é verdade, mas a pista molhada parecia ser a maior preocupação da tripulação e com razão, uma vez que uma aterragem numa pista molhada requer até mais 40% de distância para parar e, caso esta esteja contaminada, o que equivale a mais de 3 mm de água na pista, até 300% mais. Em pistas limitadas como o Pico o melhor é mesmo não arriscar, aliás, durante o chuveiro, ninguém garante que estão menos de 3mm de água na pista.
Quando a chuva parou a informação foi passada aos pilotos que perguntaram quanto tempo levaria a pista a secar. Não é um pedido fácil de se responder e após se ter dito que em 5 a 10 minutos não devia secar lá decidiram rumar à Terceira.
Eu não tenho grande experiência nisto, mas já vi aterrarem no Faial, antes do grooving, com a pista em condições semelhantes após chuveiros. A grande diferença é que lá a torre pede ao follow me para ir verificar as condições da pista e, desde que não exista água parada, os tais 3 mm, a decisão costuma ser pela aterragem. Mais uma coisa que falta ao Pico, além de parecer não existir um conhecimento sobre a performance de aeronaves que lhes permita perceber as questões da tripulação em relação ao estado da pista, (não é só informação de vento que um serviço de AFIS deve providenciar) não há pessoal qualificado para o puder reportar com alguma precisão, o que será especialmente importante no Pico, dado as limitações derivadas do comprimento disponível. E isto já tem interferido com a operação no Pico algumas vezes.
Além disso, este cancelamento vem reforçar a questão que já aqui lancei: Para que é um ILS se não se pode aterrar com a pista molhada? Claro que esta questão é um pouco à bruta, já aqui falei dos benefícios dessa instalação, mas dadas as derrapagens devido a questões técnicas que não estavam previstas, não sei se esse mesmo dinheiro investido em alcatrão não traria maiores benefícios operacionais. São mais os dias de chuva do que os dias de nevoeiro e são poucos os dias de baixa visibilidade sem a pista estar molhada…
Com tudo isto sinto que devo dizer de novo que temos um excelente aeroporto que vai ficando cada vez melhor, mas para as operações regionais, não é para os A320.
Continuando a história, o TAP lá chegou à Terceira e ainda perguntou pelo tempo do Pico, mas ainda não estava a melhorar. Então lá arranjaram as coisas para voltar para Lisboa, e os passageiros que embarquem amanhã pelo Faial. Mais uma vez, usa-se a possibilidade de utilizar o Faial, mas só quando dá jeito à companhia, já que ir lá hoje com o avião que deveria aterrar no Pico não parece ser opção, apesar de ser uma hipótese contemplada nas obrigações de serviço público.
O voo acabou por só sair da Terceira pelas 14:40, hora que daria para os passageiros já estarem no Faial e além disso hora a que já tinha parado de chover no Pico à mais de uma hora. Mas nada de tentar de novo. Compreende-se que a vida da TAP não é só Pico e existirão outras razões operacionais por de trás destas decisões, mas quem se volta a lixar somos nós.
Para não acabarmos por aqui e realçando o problema operacional da TAP no Pico com a pista molhada, às 15:30 aterrava no Pico o Dash em mais um voo de treino.
O tempo estava mau… Mas os aviões não são feitos só para os dias de sol, já das pistas parece que não se pode dizer o mesmo.

47 comentários:

Anónimo disse...

Pista do Pico com ILS para os dias de nevoeiro e pista da Horta com grooving para os dias de chuva.
Assim, com chuva os vôos da TAP divergem para a Horta e com nevoeiro divergem para o Pico.O azar é que o nevoeiro só se verifica com vento Sul!!

Anónimo disse...

lol Mas não precisa de acrescentar a última frase, nevoeiro e vento forte também não combinam. Pelo menos com 19kts não se canela ao Pico...

Anónimo disse...

Fiquei triste ao ler o que o Rui escreveu. E fiquei com algumas questões em mente

1 - Será que este cancelamento (o primeiro do género desde que a TAP vai ao Pico), lá vai pressionar o Governo a gastar o meu... e repito o meu dinheiro num grooving????

2 - Os técnicos aeroportuários do Pico têm a mesma formação dos restantes colegas nacionais. Sim a mesma que os de Lisboa, Porto, etc... e se eles não efectuam verificações à pista antes das aterragens (como deveria ser feito) só pode ser por dpois motivos... ou não querem ou não os deixam fazer! A desculpa da falta de follow me é antiga e não pega, não está escrito em lado nenhum que tenha se ser uma viatura follow me a fazer as inspecções ao Aerodromo.

fico-me com estas e a ver o meu dinheiro descorrer para um problema que acontece de 10 em 10 Anos..... ou talvez não!

Cumpts,
Ze Manel

FALCÃO disse...

"Para não acabarmos por aqui e realçando o problema operacional da TAP no Pico com a pista molhada, às 15:30 aterrava no Pico o Dash em mais um voo de treino."

Por favor,não compare um Dash 200 com um A320 e um vôo de passageiros com um vôo de treino!!!!

ZÉ FAIAL disse...

Pois é! a grande diferença na operacionalidade das duas pistas, é que, chuva e vento Sul forte, acontece com frequência no inverno e nevoeiro sem vento, só pelo S.João!

Rui Medeiros disse...

Zé Manel, não foi o primeiro cancelamento da TAP em que a pista molhada foi um factor, será talvez o primeiro em que isso é mais evidente.

Quem faz a vistoria à pista no Pico são os bombeiros, no entanto não sei se têm formação para identificar correctamente o estado da pista em termos da presença de água e, se a têm, não lhe dão uso. Não estou a dizer que é preciso um folow no pico, é preciso alguém com capacidade e responsabilidade na definição do estado da pista. A referência ao folow aparece apenas como exemplo de como se verifica o estado da pista no Faial.

Falcão, onde está a comparação? Apenas reforço com exemplos o que disse, o aeroporto do Pico é uma excelente estrutura, mas apenas para voos regionais! Estou basicamente a dizer que os ATP's e os Dash operaram quando a TAP não o pode fazer. Penso que já perceberia que sei distinguir um Q200 de um A320...
Mas já que fala nos voos de treino e dada as suas intervenções sobre os limites de vento no passado, gostava de saber a sua opinião sobre o que se passou Quinta passada, quando um voo de treino veio ao Pico com ventos de 21021G33KT 170V250.

FALCÃO disse...

Sei que sabe distinguir um A320 dum
Q200, pedi-lhe foi para não comparar,o que é diferente!

Cardeal disse...

Boa tarde a todos. Fico triste em saber que ainda se continuam a praticar coisas deste tipo, e passo a citar o Sr. Rui Medeiros: "Quem faz a vistoria à pista no Pico são os bombeiros, no entanto não sei se têm formação para identificar correctamente o estado da pista em termos da presença de água". Como é possível que isto continue a ser praticado? Ainda por cima quando existe uma empresa que é a Sata Aeródromos"? O pessoal desta empresa, aquele que tem formação na área de Operações Aeroportuárias, é que deveria fazer isto, pois na formação que fizeram, ou deveriam ter feito, foi-lhes ensinado o que deveria ser feito aquando das inspecções à pista. Os bombeiros têm alguma noção do que se passa mas não são formados para fazerem inspecções às pistas. A sua área de actuação é outra. E claro que não é obrigatório ser uma viatura com as cores Follow-Me, tem é de ser uma viatura que se identifique como tal e com pessoal habilitado para o fazer. Na Horta existe pessoal com formação adequada para fazer tais inspecções. É pena que não seja assim em todo o lado, e sei que não é só no Pico que isto se passa, mas sim na generalidade dos aeroportos da SATA Aeródromos. Eu, como passageiro, fico preocupado. Mas, se calhar nada disto é de estranhar pois a supervisão do aeródromo é feita pelo operador das aeronaves, sim é mesmo isto que acontece pois trata-se da mesma empresa, embora lhe tenham dado nomes diferentes, no caso SATA Air-Açores e Sata Aeródromos. Mas no final trata-se tudo do mesmo e não se exige nada a ninguém. Chega-se ao ponto de, em alguns aeródromos, quem está a fazer o check-in depois é que vai auxiliar o estacionamento das aeronaves efectuando "marshalling". Na Horta não se passa nada disto pois o operador do Aeródromo, a ANA, não é o operador Aéreo, neste caso a SATA, e , assim, a supervisão da ANA é feita com isenção. Só assim, havendo separação de águas, é que as coisas podem funcionar bem e em segurança. Bem hajam.

Anónimo disse...

"... Mas até o nosso AITA estava mais preocupado com o vento do que com a água na pista..."

Rui, oq que eu quero reforçar é o facto dos AITA do PICO terem exactamente a formação necessária para verificarem a operacionalidade da pista, tal como os colegas do Faial (alguns até do mesmo curso), se não o fazem é porque não querem ou não os deixam! Mas não é por falta de Follow me... ou é?

Já agora quantas vezes cancelou o voo da TAP pelos lençois de água na pista, desde o inicio da operação?

Cumpts,
Ze Manel

Rui Medeiros disse...

Cardeal, não há qualquer problema em serem os bombeiros a fazer a verificação da pista antes dos voos. O que fazem é procurar por objectos estranhos, luzes fundidas e outras anomalias que possam prejudicar a operação. Não sei se está definido qualquer tipo de treino prévio à realização dessas tarefas, mas se tal for necessário não duvido que tenha feito parte da sua formação. Em Palma de Maiorca as inspecções era feitas pelo pessoal do departamento do campo de voo, nomeadamente por pessoal dos follow me, mas em aeroportos mais pequenos não há necessidade para tantos departamentos e as pessoas podem ter mais do que uma função. Exemplo disso mesmo é a situação, totalmente prevista pela ICAO, que se passava no aeroporto do Pico antes do aumento, em que os operadores de rampa exerciam funções de salvamento e combate a incêndios durante as aterragens e descolagens, de modo a se pouparem recursos. Desde que esse pessoal esteja convenientemente treinado não existe qualquer afronta à segurança de voo por acumularem tarefas.
Voltando às inspecções de pista, convém distinguir as de rotina, a que já me referi, e as que servirão para perceber o grau de contaminação da pista pela presença de água. Não estando certo do que será requerido a uma pessoa antes que possa fazer essa avaliação, desconfio que seja necessário um mínimo de familiarização com a tarefa a efectuar, devido ao impacto brutal que uma avaliação incorrecta tem na operação de uma aeronave.
No Pico, se os há, não estão a fazer estas inspecções, no Faial, a tarefa cabe ao pessoal dos follow me.


Zé Manel, não há AITA's no Faial. AITA quer dizer Agente de Informação de Tráfego de Aeródromo, têm a formação para prestarem serviço de informação na torre do Pico, mas lá de cima não podem precisar a estado da pista em termos da presença de água, além dos gerais seca, húmida (enquanto a superfície não tem um aspecto espelhado) e molhada. E sim, não é preciso um follow me para fazer essa inspecção, simplesmente, nos aeroportos que os têm, essa costuma ser mais uma das suas funções.
Desde que estou de volta no Pico, no outro cancelamento que houve da TAP a tripulação também se queixou da chuva, criticando o AITA por não lhes ter informado do chuveiro que surgiu no pior momento possível, inquirindo-o se não sabia que não podiam aterrar com chuva e acabaram por divergir para as Lajes. Também estava vento sul forte.

Anónimo disse...

Rui, não o queria irritar...

O que eu quero transmitir é apenas o facto dos tecnicos que fazem AITA no Pico terem a mesma formação, em operações Aeroportuárias, dos colegas do Faial. Mas se os procedimentos são outros... isso já é da responsabilidade do Aerodromo.
Como bem referiu o Rui, em Palma quem faz as inspecções são os tecnicos com formação em operação aeroportuária não os Socorros.

Mais, posso-lhe garantir que os Oficiais de operações de socorros do Pico não tiveram qualquer formação em inspecções à pista, pelo menos não faz parte do curso..

Mas o que eu queria mesmo, era ver os tecnicos com as capacidades e formação que estão no Pico, a fazer as inspecções à pista para os voos não cancelarem... porque se calahar a pista até estava boa, não sei, mas os pikarotos de regresso a casa lá tiveram de "amargar" mais um dia na Terceira.
Isto só porque não inspeccionaram a pista......... ;)

Cumpts,
Ze Manel

Rui Medeiros disse...

Zé Manel, não estou irritado! Mas acho que não nos estamos a compreender bem. Os técnicos de operações aeroportuárias de que fala não serão quem tem responsabilidades na matéria das condições de pista. Quem tem controlo sobre a pista, no Faial, é a torre, que tem a seu dispor o pessoal dos follow me para fazer as inspecções que os controladores decidam ser necessárias. Ou seja, é uma tarefa da responsabilidade da NAV e ANA. O pessoal da SATA com formação em operações aeroporuáis nada tem a ver com o assunto
No Pico o pessoal AITA fará parte da SATA aeródromos que terá responsabilidades semelhantes ás da NAV e ANA. Mas é uma função completamente diferente de qualquer uma que exista no Faial, que não os tem porque é um aeroporto controlado. Assim não compreendo a sua insistência na mesma formação se não são a mesma coisa.
Será que se está a referir às coisas quando os AITA eram os mesmos que faziam check in e operações aeroportuárias, entre outras? Nessa altura sim, tinham formação nisso tudo, porque de facto o faziam, mas continuavam a ser os operadores de rampa/serviço de socorros a realizar as inspecções à pista. As de rotina, as de pista molhada, que eu saiba, nunca existiram no Pico.
Os AITA têm formação para puderem passar informações sobre o estado da pista às tripulações, mas não lhes compete realizar as inspecções, o trabalho deles é ficar na torre. Dito isto, num aeroporto como o do Pico, não será de admirar que não se tenham lembrado da necessidade de tais inspecções e não exista ninguém, mesmo que tenha recebido formação sobre o assunto, a quem esteja atribuída essa função.
Mas resumindo, a má prestação de serviços por parte do aeroporto ajudou, de forma considerável, ao cancelamento de um voo, seja porque motivo for isso deve ser corrigido e é essa a minha intenção ao escrever este post, incitar uma melhoria do serviço prestado no aeroporto do Pico.

Cardeal disse...

Boa tarde a todos. O Sr. Rui Medeiros não poderia estar mais enganado quando diz:" Os técnicos de operações aeroportuárias de que fala não serão quem tem responsabilidades na matéria das condições de pista." Isto não é verdade pois o Serviço de Operações Aeroportuárias é a entidade responsável por garantir a operacionalidade da Área de Movimento de um aeródromo, a qual engloba as pistas, os caminhos de circulação de aeronaves e as plataformas de estacionamento das mesmas. No entanto,este serviço deverá manter informada a Torre de Controlo de qualquer anomalia que possa afectar esta área. Acrescento ainda que a pista só passa para o controlo da Torre depois do serviço de operações aeroportuárias ter efectuado uma inspecção à área antes da aterragem ou descolagem da primeira aeronave. Poderão ser feitas outras inspecções de acordo com regulamentação existente sempre que se justificar, quer por iniciativa do Serviço de Operações, quer a pedido da Torre. E percebeu bem, a pedido e não, como diz, "no Faial a Torre tem a seu dispor o pessoal dos follow me para fazer as inspecções que os controladores decidam ser necessárias." Depreende-se daqui a existência de um serviço coordenado entre os diferentes sectores e não de uma subordinação de um em relação ao outro, isto é, os serviços complementam-se de modo a garantir a operação em segurança das aeronaves. Basta pesquisar um pouco na internet e em documentação aeronáutica também lá existente para se perceber um pouco de como tudo isto funciona.
"Os AITA têm formação para poderem passar informações sobre o estado da pista às tripulações, mas não lhes compete realizar as inspecções, o trabalho deles é ficar na torre." Sr. Rui Medeiros, isto a mim parece-me uma contradição. Como é que se passam informações sobre o estado da pista sem fazer uma inspecção? Não compreendo. São os bombeiros que lhes transmitem isso? O Sr. diz que, "não há qualquer problema em serem os bombeiros a fazer a verificação da pista antes dos voos". Eu até poderia concordar consigo, desde que eles tivessem formação para isso. Se não a têm o que vão lá fazer? Observar a paisagem? Passo a citá-lo mais uma vez:"o que fazem é procurar por objectos estranhos, luzes fundidas e outras anomalias que possam prejudicar a operação." Ora uma anomalia é toda e qualquer situação que possa colocar em causa a operacionalidade de um aeródromo, em particular das pistas. A contaminação da pista por excesso de água é uma anomalia e isso eles não sabem ver. Como sei que sabem ver o resto? Estado geral do pavimento, acumulação de borracha, presença de obstáculos, vida animal, aves, etc., etc., etc.
É tudo muito bonito quando não acontecem acidentes/incidentes, mas quando acontecerem (o diabo seja cego, surdo e mudo) é que eu quero ver a quem vão ser atribuídas responsabilidades. Em determinados locais exige-se tudo e mais alguma coisa, e noutros a operação acontece sem estes "pequenos pormenores" estarem devidamente salvaguardados. Bem hajam. Saudações Natalícias.

Marcus disse...

I was one of those passengers and would also like to say that Pico SATA/TAP staff were very efficient at organising the hotel stay and transfer to Horta of passengers

However the SATA/TAP staff at Horta were very disorganised at issuing new tickets the following day. Essentially they had done nothing between the hours of cancellation and persons turning up in Horta, resulting in much confusion and standing around. I believe there was even more confusion with Pico passengers originally destined only for Terceira, not Lisbon.

Rui Medeiros disse...

Cardeal, se não me quer perceber não posso fazer nada.
Já estive num aeroporto grande, sei do que fala, mas estamos a falar no contexto do Pico e, como meio de comparação, do Faial. A realidade é bem diferente, e até há poucos anos apenas existiam operadores de rampa/bombeiros, meteorologistas, um mecânico de material de terra, pessoal de limpezas e os oficiais de tráfego que faziam todo o resto, desde check-in ao serviço de AFIS.
O pessoal a que me refiro por técnicos de operações aeronáuticas são os funcionários da SATA encarregues das folhas de carregamento e organização dos voos em geral, pois estamos a falar do que existe no Pico.
Não há ninguém a tempo inteiro no Pico com as funções que atribuiu, e muito bem, aos outros técnicos de operações aeroportuárias, que no caso do Faial, incluem o pessoal dos follow me.
A responsabilidade de manter as infraestruturais operáveis é da ANA (utilizando o exemplo concreto do Faial), como diz, destes técnicos, mas a NAV tem o poder de fechar a pista tal como eles. Com a pista activa esses técnicos nem podem entrar nela sem a autorização da torre, e a torre não deve deixa ninguém aterrar sem a pista ser inspeccionada. Claro que estes serviços têm de estar coordenados, mas a torre acaba por ter autoridade sobre tudo o que se movimente na pista. De qualquer forma, acho que não estamos em desacordo aqui, apenas de novo mal entendidos.
Estamos também mal entendidos quanto ás funções de um AITA. O seu curso apenas os habilita a prestar serviço de informação de aeródromo na frequência de AFIS. As informações que transmitem, meteorologia, condições de pista, não são recolhidas por eles, apenas têm treino para as saber interpretar de modo a que as tripulações possam ser facilmente inteiradas do que se passa no aeródromo. Além disso, já descrevi com se percebe a condição da pista de modo geral, o que pode ser percebido da torre e é o método de avaliação primário em todo o lado. A avaliação precisa só se faz em condições que a requeiram, como é o caso das pistas curtas em que uma pequena diferença na contaminação por água pode significar não haver espaço para parar.
Não pode haver qualquer problema em serem os serviços de socorro a fazerem a vistoria à pista, se não, tal nunca podia ser permitido e o facto é que são eles que a fazem.
Mesmo porque a questão da água é muito particular e tem um impacto potencial enorme na operação é que não deverá a estar feita no Pico, por não existir pessoal treinado para o fazer. Assim, a TAP tem toda a legitimidade de fazer o que fez quando está a chover e a pista é reportada como molhada sem mais informações adicionais.

Cardeal disse...

Sr. Rui Medeiros, não se trata de uma questão de não querer perceber mas sim de esclarecer certos pontos que são imprortantes e do ineteresse de todos aqueles que circulam pelos nossos aeroportos. Até acho que esta nossa troca de ideias e esclarecimentos foi muito importante para esclarecer certas coisas que, se calhar, muitas pessoas não sabiam. Assim vale a pena falar pois conseguimos sempre aprender algiuma coisa uns com os outros. Cumprimentos.

Rui Medeiros disse...

Nem mais, mas tenho que me defender da sua acusação de estar completamente enganado quando o que se passa é estarmos a falar de coisas diferentes.

Anónimo disse...

Caro Rui,

O facto dos AITA no Pico apenas prestarem informação de AFIS é uma questão do Pico.
O unico ponto que quiz deixar claro é o facto de no Pico os tecnicos que fazem o serviço de AITA, tambem terem formação em Operações Aeroportuárias como os colegas do Faial. A unica diferença é que não aplicam essa formação, ou porque não podem ou porque não querem!
Eles têm tanta autoridade sobre o Aerodromo como a torre... até mais. Inclusive podem emitir NOTAM's, para fechar o Aeroporto, em nome do Director do Aerodromo... que está em PDL. Segundo indicação do INAC, nem sequer é a Sra., que eu mt respeito, e que faz apenas funções de coordenadora.


Cumtps,
Ze Manel

FALCÃO disse...

Mas afinal que raio de aeroporto é esse?
Não tem quem inspeccione a pista,os controladores estão na Horta, o Director está em Ponta Delgada, fecha para almoço!!! Não meus senhores, isso deve ser um aeródromo!
Aeroporto é que não é de certeza!!

Padre... disse...

Desculpem-me a confusão, mas então não existe controladores no Pico? Nem técnicos a fazerem as necessárias inspecções ás pistas?
SERÁ SEGURO ATERRAR NO PICO?
Tenho de saber se em São Jorge também é assim.

Mariana disse...

Sr Padre, vai ser melhor passar a andar de barco! Os controladores de S. Jorge são os mesmos do Pico. hahahaha!
Aeroporto, aeródromo, campo de voo, aeroporto internacional, o nome é o que quiserem, o que interessa é que nos sirvam como deve ser.

Anónimo disse...

Dona Mariana, e será que servem como deve ser? não parece! com tanta falta de recursos! afinal o que é grande é apenas a aerogare!

Anónimo disse...

Pois, não nos servem ou não se refilaria tanto. Mas também não é como se estivéssemos a voar em África, como parecem querer fazer parecer. E nessa coisa dos nomes, não é por chamarem internacional ao da Horta que lá vão voos internacionais...

Anónimo disse...

Em São Jorge a revista é feita num veículo dos bombeiros, pelo chefe de placa em trabalho e por vezes por um bombeiro, ou minutos antes ou seguintes também é feito pelo veículo de combate a incêndio. Quanto ao director de placa qe faz revista à pista, sim é o mesmo qe vai para a torre dar informação metar e do aerodromo, logo poderá dar todas as informações necessárias pois foi ele qe lá "andou a pisar solo".

Anónimo disse...

Caro Rui,

Ou bem aumentavam a pista (certamente os custos seriam bastante inferiores ao Elefante Branco que querem que se faça no Faial...) ou optava-se pelo grooving, para acabar com esta questão.

José Libório

Marcus disse...

LOL, I just looked up some info on runway grooving. It would'nt be very difficult to make a small runway grooving machine to groove Pico. Machinery cost to do that runway wouldn't be much more than 100k euros even with tools from Compra Bem.
Now, if you can find someone to certify the work afterwards, we could do that when I'm over next! ;-)

CarlosMSequeira disse...

Tenho a acrescentar a quem não o sabe, mas desde, pelo menos 2008 que o Aeroporto da Horta não é INTERNACIONAL. E volto a frisar, para mais alguns, especialmente aqueles que gostam de Elefantes Brancos, que A OBRA DO AEROPORTO DA HORTA NADA TEM A HAVER COM AUMENTOS DE TRÁFEGO, OU VOOS INTERNACIONAIS!!!!!!!!!!!!!!....... Tem a haver com questões de segurança, factor, que foi bem realçado à bem pouco tempo com o Grooving, e se um dia calhar, no aumento da pista para a criação da RESA! Meus senhores, e minhas senhoras, anónimos ou não, deixem-se de tretas!! Se têm de criar as condições, que o façam, mas nas vossas realidades (follow me / pessoal especializado)... Na Horta é a ANA que manda, no Pico é o governo. Agora pensem!
Espero que o governo fique com o Aeroporto da Horta bem depressa. Pode ser que o Pico ganhe com isso,... ou não. Pode ser que cale muita gente! Sim! Porque já irrita ler e ouvir as vossas reclamações! Não gostam dos faialenses por causa do hospital, não gostam dos faialenses por causa do aeroporto! Quem me dera que a culpa fosse só dos faialenses, assim era mais fácil de nos defendermos!!! AH, e coitados dos de S.Jorge que têm de ser evacuados para a Terceira, mas a esses não os oiço refilar... Não tanto pelo menos!!

Ainda bem que temos o Pico com pista nova, agora é só preciso incutir em quem de direito, as devidas operações para "agradar" a todos...
Tenho dito, bem hajam...

Rui Medeiros disse...

heheh, you need to start talking to INAC for a certification :P and that will take years!

Carlos, obrigado por continuar a ter pachorra de cá vir de vez em quando. Mas também considero que muitas das reclamações são legitimas. Não leve a peito as que são feitas por anónimos numa só de chatear, já cheguei à conclusão que não vale a pena.

Cardeal disse...

Bom dia a todos. Sr. Carlos Sequeira, em que é que se baseia para dizer que o Aeroporto da Horta não é internacional desde 2008? Tem algum documento que o diga, ou só ouviu dizer? Se tiver possiblidade consulte o ANEXO14 da ICAO e verá o que diz lá sobre o Aeroporto da Horta. Lá é considerado como Internacional. Agora gostaria de saber onde está o documento que diz o contrário. Claro que não recebe vôos regulares internacionais mas recebe voos particulares vindos do estrangeiro que são sujeitos a controlo pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Como tal é um aeroporto que é internacional quando tal operação é solicitada. Bem hajam.

Rui Medeiros disse...

Carlos, permita-me que esboce uma resposta.
Do AIP português:
AD 1.4 Grouping of Aerodromes

The criteria applied in the grouping of aerodromes for the provision of information in this AIP are as follows:
1.4.1 International Aerodrome (INTL)

Aerodrome of entry and departure intra-community ( intra EU ) and international air traffic , where ATS Services and related information according to ICAO Annex 15, are provided on a regular basis and where the formalities incident to customs, immigration, public health, animal and plant quarantine and similar procedures are carried out. Series ALPHA NOTAM are issued.

Military Lajes aerodrome is available for international commercial and general civil air transport under specific regulation.
1.4.2 National Civil Aerodrome (NTL)

Aerodrome of entry and departure for intra-community ( intra EU ) air transport of goods and for intra -Schengen Space air traffic ( see AD 1.3 - Index to aerodromes and heliports -) . Series BRAVO and CHARLIE NOTAM are issued.

Entry or departure of international air traffic is possible on a prior permission required basis only. When permission is officially granted, formalities concerning customs, immigration and public health are made available.

Já agora, pergunto-lhe o que o anexo 14 diz sobre o aeroporto da Horta, é verdade que nunca o li de ponta a ponta, mas até agora nunca lá vi nada sobre o aeroporto da Horta...

Cardeal disse...

Sr.Rui, já que sabe assim tanto sobre os mais variados assuntos da aeronáutica, admiro-me que ainda não tenha descoberto esta referência ao Aeroporto da Horta no Anexo 14, já que se trata de um aeroporto "fétiche" para os picoenses. Procure um pouco mais que vai encontrar. Não vale a pena é tentar encontrar referências ao Aeroporto do Pico, porque essas não estão lá de certeza. Cumprimentos.

Anónimo disse...

http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/197700

Limitações da pista da Horta obrigaram voo a escala forçada em PDL

Rui Medeiros disse...

Desculpe, está mesmo a falar o anexo 14 à convecção de Chicago da ICAO, o documento que rege o desenho e operação de aeroportos?
Não há lá uma única referência a qualquer aeroporto em particular.

ZÉ FAIAL disse...

"Limitações da pista da Horta obrigaram voo a escala forçada em PDL"

É para evitar situações destas que é necessário ampliar a pista da Horta!

Mariana disse...

Muito bem, mas limitações dessas sempre são melhores que cancelamentos...

ZÉ FAIAL disse...

Dona Mariana,pelo menos concorda que a pista da Horta é curta!!!

Mariana disse...

Pois. Eu vi a última discussão. Mas sendo a pista do Pico de dimensões semelhantes à do Faial, basicamente estamos a dizer também que a pista do Pico é curta.
É como o Rui diz, estava-se já a pedir um aumento no Faial mas as vistas são curtas e fez-se no Pico o mesmo erro de deixar a pista curta.

MSantos disse...

Meus senhores e minhas senhores, meninos e meninas..., uma coisa muito importante a comunicar a todos: o meu aeroporto é muito melhor que o vosso! O meu aeroporto é muito maior que o vosso!

Cardeal disse...

Sim sr. Rui, é esse mesmo, e existem sim senhor referências a aeroportos. Até está lá o das Flores. Cumprimentos.

Rui Medeiros disse...

Bem, dada a sua insistência olhei de novo para o anexo incluindo o suplemento. Esse suplemento trata as diferenças em relação ao anexo que são praticadas nos diferentes países e no que se refere a Portugal vem lá:

3.4.1 Runway end safety areas, as specified in Amendment 3 to Annex 14, Volume I, cannot be implemented at
3.4.2 the following international airports:
3.4.3*
Lisboa (LPPT) — Runway 17
Funchal (LPFU)
Faro (LPFR)
Joáo Paulo II (LPPD)
Horta (LPHR)
Flores (LPFL)
Remark: The differences reported herein result from physical or environmental constraints. The individual
constraints are as follows:
Lisboa, Runway 17: A road is located at the end of runway 17.
Funchal: A complete renewal project is in progress.
Joáo Paulo II and Horta: The runways are located in the periphery of islands. The compliance process
is dependent on a change in the declared distances and a corresponding runway lighting system
modification.

Como disse, no anexo não há nenhuma referência a qualquer aeroporto em particular. Não me venha para aqui com voltas para disfarçar o seu erro.
Até sua arrogância ao dizer que não encontro lá o aeroporto do Pico lhe sai pela culatra, pois no suplemento onde de facto se fala de aeroportos em particular está-se a tratar de incumprimentos, logo a não referência ao Pico é bom sinal.

ZÉ FAIAL disse...

3.4.2 the following international airports:Horta incluída!!!e práticamente todas as semanas operam vôos internacionais de aviação geral!
Por existir o incumprimento da RESA é que foi publicada a diferença,o que não acontece no Pico,logo é pertinente que a pista amplie, para que cumpra com a regulamentação existente.

Rui Medeiros disse...

E Flores. A versão de onde tirei esses dados é de 2000.
É como já discuti consigo!

Anónimo disse...

Mas está tudo doido? A discutir por uma simples designação?
Bem, se não podes vence-los junta-te a elas...
Já colocaram aqui um excerto do AIP Português, actualizado, que claramente classifica o aeroporto como nacional, como é fácil de comprovar pela emissão de Notams da serie B.
Quem tanta necessidade tem de se provar como melhor... Digam-me lá que não houve mãozinhas desse lado a limitar o comprimento da pista do Pico quando estava em projecto que eu não acredito. Mas nós é que somos bairristas e não gostamos de vocês... Vão enganar outros. É pena que seja assim, mas é a realidade.
Um abraço a todos os que se estão cagando para estas rivalidades e força com o blog.

Anónimo disse...

Caro Rui,
Venho por este meio mostra-lhe que na realidade as coisas no Aeroporto do Pico não são bem como pensa pois algumas coisas já mudaram entretanto e provavelmente você não deve estar a par. De seguida passo a transcrever algumas das suas citações que estão erradas.
“Quem faz a vistoria à pista no Pico são os bombeiros.”
“Não estou a dizer que é preciso um folow no pico, é preciso alguém com capacidade e responsabilidade na definição do estado da pista.”
“Os técnicos de operações aeroportuárias de que fala não serão quem tem responsabilidades na matéria das condições de pista”
“O pessoal da SATA com formação em operações aeroporuáis nada tem a ver com o assunto”
“não exista ninguém, mesmo que tenha recebido formação sobre o assunto, a quem esteja atribuída essa função. “
“O pessoal a que me refiro por técnicos de operações aeronáuticas são os funcionários da SATA encarregues das folhas de carregamento e organização dos voos em geral, pois estamos a falar do que existe no Pico.”
“Não há ninguém a tempo inteiro no Pico com as funções que atribuiu, e muito bem, aos outros técnicos de operações aeroportuárias, que no caso do Faial, incluem o pessoal dos follow me”

Caro Rui primeiro quero dizer-lhe que quem faz a inspecção à Área de Movimento, incluindo a pista e a determina por operacional não são os Bombeiros mas sim os OPA`S (Oficiais de Operações Aeroportuárias) de Serviço que por acaso fazem a inspecção num veículo de Socorros por não terem o respectivo Follow-me que faz parte das suas funções (marsheling).
Na realidade os AITAS do Pico que pertencem à SATA GESTÃO DE AERÓDROMOS para além da formação de AITA também têm uma formação de OPA igual à que foi tirada pelos OPA`S da Horta que pertencem à ANA ou seja como tal são os responsáveis e têm os conhecimentos e capacidade necessários para dar a Pista como Operacional pois tiveram formação para tal.
Mais informo que antes de qualquer aterragem esses mesmos OPA`S do Pico efectuam uma inspecção à pista para confirmar que esta se encontra operacional e para comunicar essa operacionalidade ao AITA da Torre para que este o possa comunicar ao avião.
No Pico os Oficiais de Operações Aeroportuárias não fazem Check-In nem são “encarregues das folhas de carregamento e organização dos voos em geral”, quem é encarregue dessas funções são os OOV (Oficiais de Operações de Voo) da SATA Air Açores. No Pico Os OPA`S são encarregues entre outras coisas de manter o controlo e operacionalidade da Área de Manobra (Taxiways e Placa de Estacionamento) e operacionalidade da Pista.
Ou seja os funcionários que são AITAS no Pico para além dessas funções também são OPA`S e durante a rotação de qualquer avião no Pico estas duas funções estão asseguradas pois existe sempre alguém na Torre a cumprir o serviço de AITA e alguém na Área de Movimento a Cumprir as funções de OPA.
Já agora gostava que me explicasse até que ponto é ou não legal fazer escuta às frequências Aeronáuticas do Pico incluindo a frequência de AITA.
Fique bem
ANÓNIMO X

Rui Medeiros disse...

Obrigado pelas correcções. Só abona a favor do aeroporto, só é pena, com todo esse pessoal certificado, acontecer o que acontece.

Mostre-me a lei onde está escrito que não posso fazer escuta à banda aeronáutica.
Por não existir nada a dizer que o posso fazer não implica que é proibido.

Cardeal disse...

Afinal até já existem OPA's no Pico. Pensava que eram só AITA. Bem, pelos vistos há muita gente mal informada por aqui. Ou será que são os outros que estão a tentar tapar o sol com uma peneira? Para bem da segurança de todos esperemos que não. Cumprimentos.

CarlosMSequeira disse...

Em resposta ao Sr. Cardeal, os ditos voos internacionais que cá recebemos, os denominados "tectec" (não sei se é assim que se escreve) são voos que fazem escala para abastecimento, e só para abastecimento. Este facto não que dizer que o aeroporto da Horta é deveras internacional. E dou-lhe o exemplo do aeroporto das Flores, que também recebe estes voos, e que eu saiba também não é internacional. Mais ainda, uma certa vez aterrou cá 1 Cessna em que o proprietário tinha intenções de percorrer as ilhas, este vindo de St. John, no Canadá, teve que voltar a descolar, ir a Santa Maria, fazer entrada, e só depois percorrer as restantes ilhas...
Não lhe sei frisar precisamente qual o documento que especifica este assunto, mas como trabalho no APT, por acaso sei disso. Posso até não estar a explicar-me correctamente, mas garanto-lhe que o LPHR não é neste momento de categoria internacional.