29 novembro 2009

E foi mesmo desta!

O primeiro voo nocturno para o Pico aconteceu na passada Sexta-Feira, por causa da reprogramação de horários devido à paragem para manutenção de 2 dos ATP's da frota da SATA. O voo até adiantou um pouco e aterrou apenas 8 minutos depois do pôr do sol.
Hoje, o ATP fez a sua estreia nocturna no Pico. Quando me disseram que teria de esperar mais 2 horas pelo meu voo foi um misto de consternação pelo atraso e alguma expectativa quando percebi que a espera extra significava uma aterragem nocturna.
No entanto, à medida que ia anoitecendo na Terceira, admito que comecei a ficar preocupado! Estou mesmo desconfiado e já estava a imaginar o voo a cancelar outra vez. Mas correu tudo bem e lá embarcámos próximo do horário previsto. A verdade é que antigamente o anoitecer na Terceira era sinal de mais uma noite por lá e os velhos hábitos não se perdem facilmente.
Havia uma camada de estratos a cobrir quase todo o céu, e quando nos aproximámos do Pico ainda se via umas cores do por do sol por de trás do Pico Pequeno, já só em silhueta. Abaixo das nuvens, estava mesmo escuro! Afinal era de noite, e íamos aterrar no Pico! Acho que mais ninguém estava a ligar ao momento. Eu ia vendo as luzes dos carros na estrada imaginando as pessoas a pensar no que se passava para estar um avião a aproximar ao Pico tão tarde. Aliás, um dos passageiros, ao telefonar para avisar alguém que estavam a embarcar na terceira recebeu uma respostas admirada: Mas... Está de noite aqui!?
No entanto, tudo parecia rotineiro, não é como se os "nossos" pilotos não soubessem encontrar a pista do Pico no escuro, mas... Parecia-me que faltava uma ambiente diferente, mais fora do comum. Afinal, os problemas de vir ao Pico à noite estavam só no papel e a aterragem aconteceu às 18:14, 41 minutos depois do por do sol. Só tenho pena de não estar a pista 09 em uso para ter visto o aeroporto iluminado antes da aterragem.
Infelizmente as malas levaram algum tempo a sair e não consegui tirar a foto que já estava a imaginar no avião, mas à pressa, com a máquina apoiada em cima da sua mala, ainda apanhei a descolagem. Acabou por ficar tremida, mas fica registo da descolagem do CS-TGY, às 18:41.

26 novembro 2009

Voos nocturnos para o Pico

Está programado para amanhã o primeiro voo comercial depois do por do sol para o Pico. A SATA já terá concluido o que havia para concluir e vai aproveitar a operacionalidade nocturna do aeroporto do Pico para facilitar o ajuste de horário que vai fazer, uma vez que amanhã apenas estarão a voar nos Açores os 2 Q200 e um ATP, segundo o que se pode apurar na internet. Isto poderá ter a ver com a greve ao serviço extraordinário que os TMA's da SATA estão a fazer. Assim, o voo SP652 será efectuado por um dos dash e tem chegada marcada para as 18:15. Para o próximo domingo já está marcado outro voo para as 18:20, desta vez com o ATP.
Parece que é desta!

19 novembro 2009

Inacreditavelmente, outra vez as luzes do Pico!!!

Nem de propósito, dia 2 de Novembro publiquei uma foto de uma descolagem depois do por do sol no Pico, mas parece que afinal essa descolagem foi meio aldrabada. Pois é, hoje o voo do Pico cancelou outra vez por causa do por do sol! Isto é completamente inadmissível. Como é que isto não é brincar connosco? Dizem-me que andamos com a mania da perseguição, que ninguém está a tentar atrasar o desenvolvimento do Pico... E eu quero acreditar que muito do que se diz é exagero, mas o que vai acontecendo só me deixa cada vez mais desconfiado, desde os orçamentos até à novela das luzes do aeroporto do Pico.
Em Dezembro de 2006 já cancelavam voos, porque estava de noite, com as luzes do Pico a funcionar. Nessa altura, a certificação atrasada foi a desculpa.
Em Abril de 2007 as luzes foram certificadas pelo INAC e mais tarde passou a constar no AIP que o Pico está qualificado para operações nocturnas.
Em Dezembro de 2007 cancela-se outra vez um voo por causa do por do sol. Nessa altura dizem que o problema passa por treinos das tripulações e pela publicação de procedimentos internos.
Finalmente, em Março deste ano, a comunicação social dá a notícia esperada: A SATA já pode vir ao Pico de noite! E nós, sem razão para pensar o contrário, acreditámos.
Hoje, o ATP que faria o voo do Pico foi acumulando atrasos ao longo do dia e quando chegou da Graciosa para fazer o voo do Pico já estava a ficar de noite. Lá se descobriu a careca à SATA, não se pode aterrar no Pico de noite, o voo vai para o Faial.
Afinal estavam a gozar connosco. Estava o verão a chegar, os dias eram grandes, não se previa a necessidade de voar para o Pico à noite, já se podia dizer que estava tudo feito que não havia problema! Mas os dias ficaram pequenos outra vez, o que deviam ter feito parece que não o foi, eis que chega o dia que é preciso vir ao Pico de noite e, outra vez, não se pode!!!
Isto não se admite, o Governo vai gastando recursos no aeroporto mas parece que são só para fazer figura no papel. Mais de 2 anos não chegam para se criar seja lá o que for preciso para que a SATA utilize as luzes do Pico? E ainda têm a lata de nos mentir na cara quando se afirmou que estava tudo resolvido.
Quem são os responsáveis? Isto não pode continuar desta forma, tudo o que se faz leva anos a ser decidido, anos a ser construído e outros tantos anos até que comece a ser utilizado. Vamos longe assim...

14 novembro 2009

Spotting no Pico XIV

Os sábados, quando não há mais nada para fazer, são agora dia de spotting sagrado! O normal tem sido o TAP adiantar e o SATA atrasar e apanho os 2 no chão. Ficam aqui mais algumas fotos de hoje e do fim de semana passado.




Encontrei um sítio novo para ver as aterragens na 27! É preciso subir um pinheiro, mas o quase alinhamento com a pista promete fotos interessantes para os dias de vento cruzado!




P.S. Não sei porquê mas não consigo que a redução automática das fotos quando as coloco aqui não lhes reduza a nitidez.

03 novembro 2009

Mais 2 milhões para o ILS?

O plano anual Regional para 2010 contempla mais 2,074 milhões de euros para o aeroporto do Pico, a serem divididos entre "trabalhos de construção civil para a instalação do ILS, monitorização do controlo da qualidade ambiental e aquisição de terreno."
Pessoalmente não entendo muito bem estes planos, por causa das coisas que vêm aparecendo vários anos seguidos e por obras como o reforço do pavimento da pista do Corvo, que já está concluído, mas ainda assim continua a constar no plano para 2010. Assim não sei dizer se estes 2 milhões de euros são completamente novos ou já vem alguma coisa de trás.
E digo isto porque a 1º movimentação de terras para a instalação do ILS custou mais de 1 milhão de euros e a aquisição e instalação estava orçada em cerca de outro milhão. Assim, se estes 2 milhões são "novos", vai-se gastar 4 milhões de euros na instalação do ILS no Pico... Não me parece que se estivesse à espera que esta obra fosse sair tão cara... E se assim é, questiono cada vez mais a pertinência deste investimento.
Continuo a dizer que é necessária uma aproximação por instrumentos melhor que a actual, mas o ILS pode ser um "overkill", especialmente com estas "derrapagens" devido a uma inesperada dificuldade na sua instalação. Se realmente estou a ver as coisas bem, vão-se gastar 4 milhões de euros para finalmente se conseguir colocar o ILS no Pico... Na minha opinião, antes tivessem gasto esse dinheiro em mais 400 metros de pista, que garantiriam uma melhoria na operacionalidade da pista do Pico que o ILS não pode trazer. Afinal quando estiver a chover um A320 conseguirá descer até à pista com o ILS, mas não conseguirá parar na distância disponível...
Não percebo que se tenha agora tanta preocupação e tantos gastos com o ILS porque contrasta com as vistas curtas do investimento no aumento da pista. E no final de contas teríamos saído beneficiados se tivesse sido ao contrário.

02 novembro 2009

Finalmente!


Sim, a foto é mesmo no aeroporto do Pico, depois de um atraso considerável do voo SP473. Terá sido esta a primeira descolagem comercial após o por do sol no Pico? De qualquer modo fica o registo da utilização das ajudas luminosas, certificadas em Abril de 2007, mas que só agora começam a ter utilidade à noite!

01 novembro 2009

Pripécias da TAP

É normal que de vez em quando se cancelem voos, mas que dêem que falar todas as vezes que já não é tão comum...
Recebi um comentário sobre o que se passou com os passageiros do voo de Sábado passado que passo a transcrever:

" (...)E o voo ontem da TAP? Foi parar à Terceira e depois voltou a Lisboa com os passeiros do Pico, nem tentou ir ao Faial (talvez também não tivesse bom). Hoje reencaminhou os passageiros num voo da TAP para S.Miguel e Sata e que os encaminho para o Pico, não cumprindo as regras de serviço público, em caso de cancelamento assegura um voo extraordinário!!!!!!!!!!!!!!!!
Simplesmente uma vergonha!!!!!!

A TAP deixe de fazer figuras tristes, e se não está interessada em voar para o Pico que não o faça !!!!!!
Por um lado, antes acabassem com esta anedota que é as ligações de Lisboa ao Pico.
Enquanto não existir o combustível não tem sentido existir este voo!!

Antes tenhamos melhores ligações aéreas inter-ilhas decentes que permitam apanhar o voo da manhã para Lisboa (Terceira ou S. Miguel) e vice-versa.
Ou então façam voos para Faial decentes que permitam apanhar a lancha!!!!!!!!!!!!!
* Um pormenor nesta última afirmação: O voo vai com destino Faial e não Pico, por isso eles estão cá se marimbando quem são os seus passageiros, apesar de saberem como é!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

De facto a passagem do voo pela Terceira tem complicado a vida dos passageiros para o Pico nestas situações. Como se tem de ir à Terceira de qualquer maneira, é muito fácil tomar a decisão de divergir logo para lá e depois os passageiros que se desenrasquem. Não é dada protecção a quem decide ficar pela Terceira para tentar chegar ao Faial no mesmo dia através da SATA, mas depois fazem chegar os restantes passageiros também na SATA, mas no dia seguinte, depois de terem passado a noite em Lisboa...
Compreende-se que estas situações podem ser difíceis de resolver para as operações, mas a recorrência das complicações e mau serviço prestado aos passageiros do Pico, revela uma falta de vontade de resolver as coisas de uma melhor forma. É um deixa andar que umas dezenas de gatos pingados não parecem merecer a sua consideração, até porque, se quiserem voar para o Pico, têm de recorrer à mesma companhia outra vez...
Algumas das complicações que têm acontecido advêm do carácter circular deste voo, mais uma razão para perguntar outra vez o que se passa com o combustível, que parece ser sempre para breve, mas um breve que nunca chega.
E ás vezes, também parece que não se melhora as coisas porque não apetece. A TAP queixa-se que a média de passageiros é baixa e eu pergunto-me se não seria possível fazer esta rota com os Fokker 100 da Portugália, com capacidade para 97 passageiros, agora que a PGA também é da TAP... Mas deve ser mais fácil apenas queixarem-se...
Um ajuste da capacidade dos aviões pode ser o suficiente para se passar de rota deficitária a uma rota que dá lucro, mas parece que o Pico não merece este tipo de atenção e esforço...
Gostava de ver alguém a operar um Embrarer 170 3 vezes por semana para o Pico. Sei que é uma coisa que não vou ver, mas acredito que dessa forma se conseguiria o break-even, talvez mesmo lucro e existiria uma oportunidade real para um desenvolvimento da rota, que não se consegue com o formato actual. Mas já estou a divagar. Voltando à realidade, começo a tender para a opinião do comentador. Do modo que está, antes melhores ligações da SATA e protecções para os casos de impossibilidade de se apanhar a lancha quando se voa pela Horta...

Finalmente, deixo um excerto do que consta nas obrigações de serviço público em caso de cancelamento:

"Caso as ligações sejam temporariamente interrompidas devido a condições imprevisíveis, a razões de
força maior ou outras, a capacidade programada deve ser reforçada em, pelo menos, 60 %, a partir do
momento em que seja possível restabelecer a operação e até ao escoamento total do tráfego acumulado
durante a interrupção da exploração.
No caso das ligações Lisboa-Horta-Lisboa e Lisboa-Pico-Lisboa serem canceladas por condições atmosféricas
adversas, as transportadoras poderão, caso assim o entendam, alterar o destino do voo para a ilha
mais próxima, desde que assegurem o pagamento da ligação marítima entre a ilha de destino e aquela
para o qual o voo estava inicialmente programado."