31 março 2009

ACIP reúne com a TAP

A Associação Comercial e Industrial do Pico promoveu ontem uma reunião com responsáveis da TAP para discutir as ligações ao Pico. Antes de mais é de louvar a iniciativa da Associação em prol do desenvolvimento do Pico.
O que saiu nos meios de comunicação social sobre a reunião foi a proposta apresentada para que se aumente o número de frequências para duas semanais, mantendo a actual ao sábado. A resposta da TAP foi, como sempre, à defesa, refugiando-se na procura para justificar a lenta evolução desta rota, mas pelo menos desta vez já se admitiu que uma frequência semanal não é benéfica para o desenvolvimento de qualquer rota.
Não seria de esperar outra posição por parte da operadora, e acho que está na altura de se atacar noutra frente. Falo do Governo Regional, esse sim com responsabilidades directas para com o desenvolvimento das nossas ilhas e com conhecimento da realidades locais, que neste assunto têm que ser tidas em conta para uma justa avaliação das potencialidades de tráfego do aeroporto do Pico. Assim, e embora não esteja para breve uma revisão das obrigações de serviço público, penso que é preciso começar a mostrar que queremos uma mudança no que toca aos mínimos estabelecidos para o Pico, tirando a batata quente das mãos das operadoras que não teriam outro remédio senão vir as vezes estipuladas. Não acho que isto se deva fazer de ânimo leve, e deste modo está na altura de começar a estudar a melhor maneira de desenvolver a gateway do Pico numa verdadeira interligação com a da Horta sem prejuízo de nenhuma, ao contrário do que agora se pode dizer que acontece com o Pico, de modo a que quando chegue a altura de se alterar as normas não seja possível fugir com o rabo à seringa neste assunto.
É natural que a evolução não seja rápida, mas começo a achar que já se está a chegar ao limiar de se abusar da nossa paciência. Não estamos à espera que haja um grande crescimento no tráfego para o triângulo e nem é um desenvolvimento desenfreado e insustentável que queremos. Mas neste momento já há tráfego para mais voos, está é todo concentrado no Faial, e se para alguns isso pode dar jeito (e não estou aqui a referir-me aos Faialenses) não abona em favor do desenvolvimento harmonioso da região que tanto se gosta de apregoar noutras situações.

30 março 2009

As luzes do Pico (outra vez)

Mais uma vez andaram nos meios de comunicação social do Pico e dos Açores as luzes da pista do Pico. A SATA diz que agora já pode operar de noite passados quase 2 anos desde que o aeroporto está certificado para operações nocturnas. O que eu gostava de saber é o que é que a SATA têm agora que não tinha à 2 anos atrás. Não vi quaisquer novos procedimentos emitidos pelo INAC, não há nenhuma nova certificação de tripulações, restam os procedimentos internos à companhia dos quais não tenho conhecimento mas que duvido muito levem 2 anos a elaborar.
Assim, gostava de ouvir uma explicação técnica sem desvios do assunto e transferência de responsabilidades de uns organismos para os outros, mas desconfio que nunca a vou ouvir, porque o mais certo é não ter havido celeridade neste processo por falta de interesse em resolver este problema.
Na verdade, um piloto particular já pode vir ao Pico de noite desde a data em que as luzes foram certificadas, bastando para isso pedir a reabertura do aeroporto pagando as respectivas taxas, as companhias é que se regem por diferente regulamentação e podem ter que tomar algumas medidas antes de o fazer. Mas estes dois anos que passaram não me parecem razoáveis.
No meio disto tudo, fico ainda à espera do primeiro dia que seja preciso vir ao Pico de noite para confirmar que afinal sempre já podem vir, pois com todas as voltas que já se deu neste assunto não sei se posso acreditar que desta vez é que é.

Ligações marítimas diárias no Triângulo

O Governo Regional, durante a sua visita a S. Jorge, anunciou que vai começar a preparar as coisas de forma a incluir nas obrigações de serviço público ligações marítimas diárias entre as três ilhas do triângulo durante todo o ano. Esta é uma aspiração que tem vindo a ser reivindicada já há algum tempo, uma vez que o triângulo não pode ser uma realidade em termos de atracão turística se as pessoas não tiverem como se deslocar entre as três ilhas. É verdade que o turismo ainda é muito sazonal nos Açores, mas esta medida pode ajudar a atrair mais alguns aventureiros fora de época para estas ilhas e não é só, pois ligações diárias durante todo o ano vêm fomentar as trocas comerciais entre as três ilhas fomentando a sua economia.
Este é um passo importante para que o Triângulo evolua e espero que entre em vigor já neste Inverno.

Aeroporto de S. Jorge

Com a vista do Governo Regional a S. Jorge ficamos a saber que a pista do aeroporto desta ilha passará a contar com 1540 metros de comprimento depois das obras que devem começar em breve. Pelo que tenho visto pela net e também em comentários aqui no blog acho que os Jorgenses foram enganados com falsas esperanças do que esta obra vai trazer. Só vi o projecto na reportagem da RTP açores e o que salta à vista é uma grande soleira deslocada na pista 31 onde a strip parece ficar mais estreita também e não há sinais da implementação de uma RESA. Assim, à primeira vista, a pista não parece estar preparada com a ideia de receber aviões de médio curso, e mesmo se não for implementada RESA a custo da diminuição das distâncias declaradas, estas nunca devem chegar aos 1540 metros anunciados devido ás soleiras. Basta relembrar que se falava em 1800 metros quando se referia o aumento da pista do Pico e a realidade afinal é uma LDA que chega a ter só 1580 metros. Deste modo, e só com o que deu para ver na reportagem, acho que, infelizmente, a distância disponível para a descolagem em S. Jorge não deverá ficar muito longe dos 1450 metros e para a aterragem andará nos 1350.
Embora existam voos em A319 para pistas mais pequenas (Santos Dumont no Brasil com 1350 metros implicando severas restrições) acho muito pouco provável que alguém se disponha a voar para S. Jorge com aeronaves deste tipo.
Considero que estas obras vêm de facto melhorar a operacionalidade, especialmente se for possível estabelecer uma aproximação por instrumentos pelo VOR que deverá ser instalado, mas não vêm dotar o aeroporto com as características necessárias para novos voos. Agora resta-nos esperar para ver quais serão as características finais reais da pista para puder elaborar mais comentários sobre o assunto, porque o que foi anunciado não revela pormenores que podem fazer toda a diferença nesta análise.

17 março 2009

Horário de Verão

É já no final deste mês que entra em vigor o verão IATA. Com base no que se consegue encontrar pela internet prevejo que o horário do aeroporto do Pico fique mais ou menos assim:

A grande novidade deste ano são os voos em Dash 8, já a partir de Junho, que vêm aumentar ligeiramente a oferta de frequências em relação ao ano passado. Pelos horários para as restantes ilhas percebe-se também que pelo menos no inicio da operação vão estar os 2 Q200 a operar nos Açores, prevendo-se assim que se mantenha por mais algum tempo o destacamento de um ATP na Madeira.