28 maio 2008

Tarifas promocionais entram em vigor

Já entraram em vigor as tarifas promocionais para residentes e estudantes nos voos entre os Açores e o Continente ou Madeira, previstas na última revisão ás condições de serviço público. Estão assim disponíveis 10% dos lugares de cada rota com descontos até 30%, o que equivale a bilhetes desde pouco mais que 187 euros para residentes. Tal como seria de esperar, estas tarifas estão sujeitas a restrições que incluem penalizações por alteração das datas da viagem e não são reembolsáveis. Outro problema que se levanta a quem pretender usufruir destas tarifas, será a disponibilidade de lugares afectos a estas tarifas nos dias em que se pretende viajar, uma vez que a sua distribuição está incumbida à transportadora e é de prever que não estejam disponíveis nas épocas de maior procura.
O aparecimento destas tarifas pode abrir os olhos dos Açorianos a uma das desvantagens de uma liberalização completa, uma vez que vem trazer restrições a que não estão habituados se quiserem usufruir dos preços mais baixos. Deste modo, podem ver-se obrigados a recorrer à tarifa normal para que o bilhete responda às suas necessidades, tarifa normal esta, que num espaço liberalizado não se ficaria pelo preço da tarifa de residente em vigor…

8 comentários:

Anónimo disse...

Não percebo qual o receio?!?
Quem tem potencial para crescer não deve estar preocupado porque a oferta de voos tambem vai aumentar.
O melhor para os Açorianos será a liberalização.

Padre disse...

Acho que deve haver,não receio mas atenção ao desenrolar do mercado e suas necessidade.
Em S. Jorge não estamos preocupados porque pelos numeros estamos a crescer e muito.

hitman disse...

Deduzo então que a igreja está rica para que o Sr. Padre não tenha receio de ter de vir a pagar duas passagens separadas para ir a Lisboa! isto para só falar num dos "beneficios" da lei do mercado!

Padre disse...

Como já tenho de ir para a terceira para chegar ao continente, se passarmos a ter ligação directa não será mais caro de certeza.
Agora, poderá haver ilhas com pouco movimento que estejam com receio.Nesse caso, utilizarão os nossos vizinhos por ser mais barato viajar de avião.(nos mercados a lei da concorrência é que manda)

Micaelense disse...

Uma coisa é certa, não podemos andar sempre a pagar factura do serviço publico para todos os Açores.
Venha a liberalização para vermos na realidade quais as ilhas que terão oferta, não só em viagens aéreas, mas também nos outros serviços prestados.
Na minha opinião deveria ser P. Delada, Terceira e Horta a fazerem a distribuição para todos os Açores, por seream as que melhores serviços têm.

Anónimo disse...

Em que mundo é que o Sr. Padre vive? Ou a ideia é mesmo fazer a malta rir?

Caro micaelense, nem se está a falar em quem terá ou não voos, está-se a tentar mostrar que mesmo para S. miguel não se pense que a liberalização só traz beneficios, que os têm é bem verdade, mas não se esqueçam dos problemas que também surgem, basta olhar para o exemplo da madeira e para o grande problem das 9 ilhas, obrigando a todos os que não tenham ligação directa a Lisboa à necessidade de pagar dois bilhetes diferentes além de sujeitar a tarifas mais elevadas consuante o mercado.

Micaelense disse...

Até posso tentar perceber o lado negativo da liberalização mas a verdade é que, não podemos andar a vida inteira a argumentar serviço publico, isto porque, o serviço publico já está mais que garantido.
Chegou a altura de quem quer mais que o serviço publico, tem de ter condições e o mercadado é que irá ditar o que vai acontecer.

Anónimo disse...

É a primeira vez que aqui venho, e tenho que dar os parabéns pela iniciativa.
Sou controlador em Santa Maria mas julgo que a liberalização tem que ser feita, se for feita, com muito cuidado por causa das ilhas com menos hipóteses de crecimento.Também me parece que não se pode estar a fazer vida de rico sem ter condições para isso, exigindo muita coisa quando me parece que todas as ilhas já tem mais que os serviços minimos necessários.
Apenas a minha opinião...os investidores que decidão.