09 novembro 2007

Mais uma vez a ampliação da pista do Faial...

Com a falta de outros argumentos válidos, os políticos da Ilha do Faial andam agora a distorcer notícias de modo a tornar aparente a necessidade urgente de ampliação da pista desta ilha por suposta falta de segurança.
Quando a necessidade de voos directos para o continente americano falhou como razão para justificar um aumento da pista da Horta, vem-se agora recorrer à insegurança das operações para justificar o investimento. Até parece a política de medo americana, instaurar o terror na opinião pública para que se possam gastar fundos em coisas que de outro modo seriam impensáveis.
A operação na pista da Horta é tão segura como em qualquer outra, o que pode existir, e neste caso existe, são restrições que têm de ser levadas em conta.
Uma restrição que acontece em todo o lado mas é particularmente importante em pistas curtas, é que um avião precisa de mais espaço para parar se a pista estiver molhada, e assim terá de operar de forma a garantir uma aterragem segura na pista disponível, o que implica por exemplo aterrar mais leve se a pista não for longa o suficiente. Foi o que aconteceu recentemente com o SATA Internacional que teve de deixar bagagem atrás e cuja a notícia reacendeu a reivindicação pelo aumento da pista.
Na minha opinião qualquer argumento para a ampliação da pista da Horta que tenha por base uma pista insegura porque é curta, é à partida invalidado pelo recente projecto de ampliação da pista do Pico, que revelou necessária para a operação dos A320 num voo até Lisboa sensivelmente o mesmo comprimento de pista disponível no Faial, a não ser que me estejam a dizer que quem projectou a pista do Pico projectou uma pista insegura, e por conseguinte, também precisa de um aumento.
A verdade é que estas pistas são curtas e como tal impõem restrições na operação das aeronaves, mas são curtas porque se fazem estudos de custo beneficio, que provavelmente darão como muito dispendiosa a construção de uma pista maior dados os benefícios de operacionalidade que daí resultariam, porque convém realçar a segurança nunca está em causa, apenas a operacionalidade.
Assim, do ponto de vista operacional, todos os aeroportos deveriam ter pistas grandes o suficiente para garantir a operacionalidade do maior avião que lá opere sem restrições com as mais variadas condições meteorológicas, e do ponto de vista económico deverá ter a pista mais pequena possível para que se gaste o mínimo de dinheiro possível e ainda assim garantir a operação de um determinado avião.
Mais uma vez, como vemos no exemplo da pista do Pico, nos Açores, opta-se pelo mais pequeno possível. Pergunto-me então porque hão de ser os Faialenses descriminados positivamente nesta matéria, com a agravante de uma ampliação naquele local ser bastante mais cara do que fazer o mesmo no Pico, onde mesmo assim já se optou pela solução menos dispendiosa?


47 comentários:

Bruno Rodrigues disse...

LOL nem mais, tá tudo dito... Só faltam os "anónimos" do Faial virem tentar distorcer a tua opinião como aconteceu noutras alturas.

Cumprimentos

Visionario disse...

Bem se o argumento para aumentar a pista da Horta é a falta de segurança devido ao tamanho da mesma então nós por cá no Pico deviamos fazer o mesmo pois se as duas tem a mesma dimensão então por essa logica a nossa também não é segura por isso deveria ser aumentada não é?
Alias se tivessemos politicos de uma forma geral com visão quando se fez as obras aqui no Pico a pista jé deveria ter sido feita com as chamadas dimensões "normais" 2100m sendo assim as operações seriam mais seguras,os custos seriam mais reduzidos do que daqui a alguns anos fazer esse aumento.

Rui Medeiros disse...

Como já disse no tópico, a questão da segurança não pode ser posta em causa, a única razão para se pedir uma pista maior é uma melhor operacionalidade. Uma pista maior pode dar uma sensação de maior segurança, mas se todas as regras forem cumpridas, a segurança da operação numa pista curta é a mesma de acordo com os altos padrões da indústria aeronáutica, e não podia ser de outra forma. Se por a pista for curta e a operação passa os limites estabelecidos, simplesmente não se voa ou alteram-se coisas que afectem os limites, por exemplo um avião mais leve precisa de menos pista para aterrar e descolar.
Não quero com isto dizer que não existam razões para se fazer estas duas pistas maiores, mas será que compensa os custos da obra? É isto que é preciso esclarecer, até porque fala-se é no aumento da pista da Horta onde os custos são à partida bem mais elevados do que a mesma obra no Pico. E o interessante é que a ANA já disse não a este aumento, porque é de facto muito caro. Mas como o Governo está numa maré de aumentar pistas, S. Jorge em projecto e Graciosa anunciado, acredito que mais tarde ou mais cedo acabem por acrescentar a da Horta também, quando passarem a ter jurisdição lá.

Anónimo disse...

Então é assim:
Para quê aumentar o aeroporto da Horta ?
Sendo já internacional apenas serve e ste nome para poderem lá aterrar os SATA internacional. LOL
Estasituação da chuva sempre se verificou depois da ultim arepavimentação que foi feita. Desta vez correu menos bem pois ficaram muitas bagagens em Lisboa e os Botok´s de muitas madames que depois não se puderam pavonear decentemente betumadas e perfumadas .
Nada demais . Louvavel o profissionalismo do pilot da TAP que sabendo a falta de operacionalidade do aeroporto naquele dia ainda por cima com avisos da Protecção civil encheu os tanques do aviao para se necessário regressar a outro aeroporto alternativo. Mas os Faiaalenses são assim. Se não houver umas intrigs não se passa nada , não é ??
Eu moro cá no Faial há muitos anos e cada vez mais teho essa percepção de sociedade elitista e que se quer sempre tornar superior em relação aos outros , nunca percebi bem porquê?

Rui Medeiros disse...

Por acaso essa do aeroporto internacional sempre me intrigou.
No AIP Português, secção AD 1.3 o aeroporto da Horta vem claramente designado de nacional.
E só mais um reparo, o voo que deixou bagagem atrás foi um SATA Internacional.

Anónimo disse...

Porque será que os Airbus A320 andam às voltas sobre a ilha do Faial quando chove?
Será para fazer pressão sobre os políticos para aumentarem a pista do Faial?

Ou será que a pista não tem as dimensões necessárias para a operação nas condições atmosféricas que entretanto surgiram?

Será que é interessante para os turistas voarem para um local conhecido pela sua pluviosidade frequente e não ser possível garantir a aterragem por causa dum simples aguaceiro?

Como é do conhecimento público a pista do Faial não tem ainda (RESA), áreas de segurança no fim das pistas, e segundo a ICAO são necessários mais 240 metros no final de cada topo da pista, por isso, no total serão no mínimo necessários mais 480 metros de ampliação, e nem está a ser considerada a ampliação da pista para melhorar a sua operacionalidade em condições de pista molhada!

Para repor a verdade dos factos, convém frisar que a pista do Faial tem actualmente menos de 1600 metros de comprimento disponível para aterragem em condições de pista seca e em condições de pista molhada esta distância é reduzida em aproximadamente 25%!!!

Rui Medeiros disse...

A Pista da Horta tem disponíveis para a aterragem 1595 em ambas as pistas.
No Pico, projecto novo para as mesmas funções, a pista 09 tem 1585 metros disponíveis para a aterragem, a 27 1655. Logo são dimensões comparáveis.
Muito raramente acontecem essas esperas de que fala por estar a chover, é mais normal existirem estas esperas mas porque a visibilidade durante a chuvada está abaixo dos mínimos para a aterragem. Mas esperas apenas por estar a chover também existem. E isto porque existe uma diferença grande em aterrar numa pista molhada e numa pista onde está a chover "a potes" existindo uma alta probabilidade de se encontrarem poças ou mesmo lençóis de água, a chamada pista contaminada. Assim é boa prática em pistas curtas esperar que um aguaceiro passe antes de tentar uma aterragem para não correr o risco de se aterrar numa pista contaminada. A distância necessária para se aterrar numa pista molhada é 40% maior que numa pista seca, e numa pista contaminada é 300% maior!!!
Nos Açores são frequentes os aguaceiros, mas raras chuvas intensas duradouras. Assim é muito mais barato fazer os aviões esperarem meia hora para aterrarem em dias de aguaceiros de que fazer uma pista suficientemente grande para que não seja preciso considerar estar ou não a chover na altura da aterragem.
Quanto à RESA, se ler os meus outros posts sobre o aumento da pista da Horta verá que concordo com um aumento para satisfazer as novas recomendações ICAO, que são de 90 metros de comprimento no mínimo, e 240 recomendados, separados da pista por uma clearway de 60 metros. Assim um aumento mínimo para manter as mesmas distancias declaradas é de 200 metros.
Passo a explicar, a pista tem neste momento 1700 metros de alcatrão, acrescentando 200 ficamos com 1900, e utilizando o mesmo sistema de RESA’s que na Madeira para a aterragem descontam-se 300 metros, 90 + 60 de cada lado para prevenir under e overruns, ficam portanto 1600, e para a descolagem descontam-se 150, só há a possibilidade de overrun em caso de descolagem abortada, e ficam 1750 disponíveis.
Concordo com este aumento porque este sim é um verdadeiro aumento dos padrões de segurança, de acordo com os padrões mundiais recomendados pela ICAO, mas o que se fala e pede não é este aumento e aí como digo não sei se os benefícios compensam os custos, porque não se pode falar em falta de segurança porque uma pista é curta. Uma pista longa pode dar mais margem de manobra, o que até se pode notar quando os pilotos se dão ao luxo de suavizar a aterragem aguentando o avião no ar por mais tempo no toca não toca, mas não é essa a definição de uma aterragem segura e não são raros os casos de overruns em pistas longas, alguns imputados à falta de atenção dos pilotos porque estão despreocupados numa pista tão grande. Assim desde que se cumpra todos os procedimentos e restrições quando se aterra numa pista curta ela é tão segura quanto outra qualquer.
E no final de tudo isto volto a perguntar, porque é que é necessário um amento na Horta para lá da RESA se acabou de ser feita uma pista nova com o mesmo propósito num local com meteorologia idêntica com o mesmo tamanho?

Anónimo disse...

Caro Rui,

Abaixo transcrevo um extracto da comunicação da IFALPA(FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DOS PILOTOD DE LINHA AÉREA). Como anteriormente disse e mantenho, são necessários mais 480 metros de ampliação no Aeroporto da Horta, só para a RESA, quer os políticos queiram quer não!!!!! é uma questão de SEGURANÇA, não de OPERACIONALIDADE e a SEGURANÇA não se compadece com bairrismos!


".....IFALPA believes that if the present ICAO recommended 60m strip and 240m of RESA (the ‘60m-240m’ rule) were to
be made a required element of airport design, the safety of passengers, crews, airport workers and airport passers–by
would be dramatically improved. Therefore, the Federation urges ICAO to upgrade its Recommendation to a Standard
forthwith and, further, urges airports not wait for a change in the ICAO Annex, but to move ahead with the establishment
of 60m-240m rule RESA....".

Rui Medeiros disse...

Como vem escrito na transcrição do que diz, é uma opinião da IFALPA. O que está regulamentado é um mínimo de 90 metros, que é o que se tem feito na maior parte dos sítios por questões de economia, e dou como exemplo a Madeira e o Pico, pistas aumentadas recentemente onde o utilizado foram os 90 metros, e no caso do Pico nem seria muito difícil e caro implementar os 240.

No anexo 14 da ICAO vem o seguinte:

3.4 Runway end safety areas

3.4.1 A Runway end safety area shall be provided at each end of a runway strip where:

- The code number is 3 or for; and

- The code number is 1 or 2 and the runway is an instrument one

3.4.2 A runway end safety area shall extend from the end of the runway strip to a distance of at least 90 m.

3.4.3 Recommendation. -A runway end safety area should, as far as practicable, extend from the end of a runway strip to a distance of at least;

-240m where the code number is 3 or 4; and

-120 m where the code is 1 or 2.

Ainda há mais mas esta é a parte que se aplica a nossa discussão.
Como vê existe um mínimo de 90 metros requerido, o ideal recomendado são os tais 240 mas vem realçado "as far as praticable" e a Horta é um desses locais onde não faz sentido gastar milhões num aumento de 240 metros e ainda por cima não ganhar nada operacionalmente.
Acha mesmo que se se resolver gastar o dinheiro e aumentarem a pista em 240 metros para cada lado vão por uma RESA maior que os 90 metros mínimos? Em Portugal só Santa Maria e a Pista 21 de Lisboa têm esses 240 metros de RESA, vai ser na Horta, dos piores sítios em termos económicos para se acrescentar alguma coisa que se vai fazer mais que o mínimo? Ainda por cima sendo uma pista curta, a acrescentar vão querer com certeza que o dinheiro gasto reflicta uma melhoria na operacionalidade, e isso só se consegue fazendo o mínimo de RESA para que seja possível aumentar as distâncias declaradas.
Se estivessem mesmo muito preocupados com a RESA teriam feito o que a ICAO ainda recomenda no anexo 14, mais abaixo, se o terreno for de tal modo difícil que torne proibitivo aumentar a pista para implementar a RESA, deve-se proceder a uma diminuição das distâncias declaradas para que se possa implementar a RESA. Ah, mas espera, se o fizessem provavelmente um A320 deixaria de puder operar na Horta voos directos para Lisboa, então que se lixe a segurança da RESA, pomos uma indicação a dizer que não há e está resolvido… Por isso essa dos 240 metros não me convencem, seria tudo muito bonito num mundo ideal onde o dinheiro nunca falaria mais alto e todas as pistas tivessem essa RESA, mas não é esse o mundo onde vivemos.

Anónimo disse...

Pois é, mas na Horta nem o mínimo tem, e como é obrigatório ter RESA, tem que ser feita !!!!!

Quanto a ser uma opinião da IFALPA,
devo acrescentar que representa a opinião de todas as Associações de Pilotos de Linha Aérea do planeta,
provávelmente tão válida como a do Rui, só que em sentido contrário
porque eles sabem do que falam.

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Rui,
Da maneira que falas fico com a sensação que basta retirar 90 metros á pista da Horta e já não pode operar o A320 directo para Lisboa.
Afinal a pista tem mesmo que ser aumentada para além da RESA!!!!!

Rui Medeiros disse...

Ser a favor da opinião da IFALPA só quando dá jeito é um bocadinho hipócrita... Porque não se seguiu essa recomendação no aeroporto da Madeira, de Ponta Delgada, de Faro, do Porto, do Pico e em três pistas de Lisboa?
E se ler bem o que digo verá que não sou contra o ideal que a IFALPA propõe, mas não é obrigatório, e a começar a ser aplicado têm de o ser em todo o lado ou estamos a dizer que uns aeroportos merecem mais segurança que outros. E volta a perguntar, acha mesmo que se acrescentarem 240 + 60 metros para cada lado na Horta eles vão ser declarados na totalidade como RESA? Eu aposto que declaram o mínimo seja qual for o comprimento do aumento.

Contando que a pista da Horta tem 1700 metros alcatroados, descontando 150 metros RESA, mais 60 de clearway obrigatórios, ficam 1550 para a descolagem, e menos 150 para as aterragens ficam 1400 metros. Ou seja para implementar a RESA sem modificações, perde-se 150 metros para a descolagem e 300 para a aterragem. A RESA começa no fim da clearway, que por norma acaba no mínimo 60 metros depois do fim da pista. Assim 90+60=150 em cada lado. Embora não seja a impossível a operação de A320 numa pista dessas dimensões é por certo muito restrita, incluindo provavelmente a necessidade de escala para reabastecer para um voo até Lisboa.

Rui Medeiros disse...

Só uns pequenos reparos, onde digo descontando 150 metros RESA, mais 60 de clearway deve ler-se descontando 90 metros RESA, mais 60 de clearway

E uma correcção há minha terceira resposta, a landing distance available da pista 09 no Pico é de 1580 metros

Anónimo disse...

Não vás por aí Rui !! nem a RESA nem o Clearway precisam ser alcatroados

Rui Medeiros disse...

Afirmativo, e a clearway até pode ser um “abismo” como existe nas duas cabeceiras da Horta, mas já a RESA que fica depois da Clearway, precisa de ter no máximo um gradiente de 5% ou seja implementar uma RESA na Horta continua a envolver grandes movimentações de terra para que o terreno seja nivelado o suficiente. E é esse o problema com os elevados custos de aumentar a pista da Horta, quer seja para colocar RESA ou para um aumento efectivo das distâncias declaradas, ambos implicam grandes movimentações de terras.
Assim para se implementar RESA na pista actual sem grandes movimentações de terra, só cortando nas distâncias declaradas como disse, mas não acho que essa deva ser a solução.
E voltando a esclarecer a minha opinião, dados o elevados custos de ampliação na Horta, concordo que se faça a RESA necessária para cumprir com as indicações da ICAO que implica um aumento de 200 metros, já de si uma obra dispendiosa. Se a ampliação for maior não será com certeza para aumentar a RESA mas para depois de terem a RESA mínima requerida puderem aumentar as distâncias declaradas e portanto a operacionalidade. Mas os custos acrescidos de uma obra deste tipo são tão elevados dada a morfologia do terreno no local que não acredito serem razoáveis dado os benefícios que vêm trazer.

Anónimo disse...

Em aviação os "ABISMOS" são a melhor coisa que há ,funcionam como almofada. Em contrapartida as montanhas próximo das pistas é o pior que há (e então com o tal vento Sul!!!)

Rui Medeiros disse...

Engana-se. Para começar peço desculpa por ter utilizado a palavra abismo que é um bocado forte, afinal os aterros no fim da pista não são assim tão grandes, mas foi a palavra que encontrei para os descrever. Depois devo dizer que esses aterros podem provocar downdrafts na final curta que se forem severas e o avião vier baixo podem dar lugar a um undershot, ou seja aterrar antes da pista, neste caso contra um aterro. Claro que estou a exagerar porque na prática em situações de vento propício a downdrafts na final por causa dos aterros, os pilotos já vêm de sobre aviso porque conhecem o fenómeno, mas não deixa de ser um fenómeno prejudicial às operações e não o contrário como quer fazer parecer.

E o vento sul é para aqui chamado porque?

Anónimo disse...

Resumindo tudo isto penso que já chegamos a acordo em duas questões:
1- É necessário aumentar a pista da Horta, nem que seja em apenas 200 metros.

2- Já que tem que haver obras,por causa da RESA, então que se faça como deve ser (480 metros por Recomendação da ICAO e também da IFALPA) para poder usar a RESA como pista e aumentar a sua operacionalidade .

Penso que fizemos francos progressos com esta troca de opiniões.
Cumprimentos e case close

Rui Medeiros disse...

Só não concordo com o seu ponto 2 porque os custos aumentam bastante, o aumento tem de ser de 600 metros, 240+60 em cada lado para se cumprir a tal recomendação ICAO, e porque não é esse o standard em Portugal, e até no mundo, onde se tem optado pelos mínimos por causa do problema financeiro da questão.
Por outro lado seria bom ver os Pilotos levar a sua opinião avante, e obrigar todos os aeroportos a cumprir com essa recomendação dos 240+60, mas infelizmente não creio que isso aconteça porque o dinheiro ainda manda muito em todo o lado.

Anónimo disse...

Um aterro é o que já existe há 36 anos e nunca houve nenhum undershoot, LAGARTO! LAGARTO!!!
Quanto ao vento Sul,não é preciso chamar,ele é predominante.

Rui Medeiros disse...

Pergunto melhor, o que é que o vento sul, predominante, tem a ver com ampliar ou não a pista da Horta e os custos inerentes?

E ainda bem que nunca ouve um undershot, o que não faz com que seja mentira que um aterro cria uma downdraft com ventos fortes.

Anónimo disse...

Pensava que este Blog era sobre o Pico e os aviões, mas basta falar na ampliação da pista da Horta e entra tudo em alvoroço! O predominante vento Sul é uma benção para o Faial e um pesadelo para o Pico. É só!

Rui Medeiros disse...

Não posso falar do Faial?
Não é um tema da minha área e que me interessa e que me afecta?
Não a primeira vez que falo no aeroporto da Horta nem o único tema sobre o qual falo do aeroporto da Horta, porquê esse seu espanto?
Fica incomodado que o faça? Simples, não visite o meu blog.

artur xavier disse...

Depois de discutidos os termos técnicos (Ainda não se atingiu a exaustão?...) o que me resta dizer?
Que gostaria de ver o Pico contemplado com mais ligações a Lisboa, para não continuar-mos, sempre, a ter de ir para a outra banda!
Que estamos cansados e fartos de ser-mos tratados abaixo de cão!
E que a justiça tarda, mas não dorme!
Caro Rui Medeiros: Parabéns pela sua resposta, a mais um dos inúmeros anónimos que por aí pululam. Se não gosta, tem bom remédio...

Joao Braga disse...

Caro Artur,

Só vai à outra banda porque quer, porque caso não saiba se for do Pico para Lisboa via Terceira ou Ponta Delgada, sem ter de andar de barco, paga o mesmo.... sim o mesmo .... quer dizer tem de pagar mais 10 Euros para taxas de Aeroporto mas é bem melhor que ter de apanhar a lancha e ir de taxi para o Aeroporto ou não é.....

Vá lá voem pela Terceira e São Miguel e deixem o Ilheu iluminado a olhar para o umbigo mais uma "niska".

Bem haja a todos...

Paulo Pereira disse...

Depois deste banho técnico, que eu recebi ao ler os vossos comentários, só posso concluir: o sr Rui e o sr Anónimo estão ambos certíssimos. Sim? Mas então, uma pista maior melhora a operacionalidade? Claro. E melhora a relação custo/benefício? Ora, diria eu, isso depende de quem paga....
O sr Rui lembra-me as minhas inúmeras voltas no super-mercado. Ora, quantos metros tem este rolo de papel higiénico? E quanto custa? Melhora a operacionalidade se houver um desarranjo ocasional? Bem, desde já lhe afianço, se fosse o orçamento regional a pagar eu escolheria sempre o melhor papel e pronto!
O Faial não necessita de uma boa pista, pois já a tem, necessita, isso sim, de uma pista melhor, que faça a diferença no triângulo, que seja a referência, a placa giratória para o Pico e S. Jorge.
É óbvio que isto tem custos, mas estes são totalmente irrelevantes para quem já está habituado a receber o grosso do investimento público.
Deste bolo apetecível, que é o limitado orçamento regional, uns recebem grossas fatias, outros migalhas e incrivelmente a consciência política dos eleitores picoenses pouco ou nada assimila.
Então sr Rui, será mesmo que os faialenses já tremem com a eventual subida de impostos, provocada pelo anunciado despesismo?

Bruno Rodrigues disse...

Eu tinha avisado que isto ia acontecer... lol

Rui Medeiros disse...

Se é preciso uma pista a servir de placa giratória do triângulo, e não penso que se justifique, já expressei a minha opinião porque não deve ser a da Horta noutros 2 posts sobre o assunto.
O que está em causa desta vez é o novo argumento falacioso que está a ser utilizado para reivindicar um aumento real da pista da Horta.

Anónimo disse...

Rui, o argumento não é falacioso, já concordaste que é necessário ampliar a pista por questões de SEGURANÇA, não vamos começar de novo O.K ?

Rui Medeiros disse...

A ampliação de que se fala e colocar RESA são questões diferentes.

Anónimo disse...

Ao Paulo Pereira,

Entao se e necessario, e como falas que o triangulo necessita de uma pista que faca a diferenca, esse lugar para a fazer, seria no pico e nao no faial, por varios motivos,
a infrastrutura do pico tem mais condicoes de receber esses voos, tais como condicoes de aerogare, maior ampla e com muito conforto, pronta para a alfandega receber voos internacionais etc se tal for o caso, maior placa de estacionamento para avioes, combustivel em pouco tempo, mais perto de sao jorge, ja existem as tais comentadas RESA no final da pista no pico, ILS etc. E mais barato um aumento da pista com RESA no pico que no Faial e com a mesma ou mais seguranca. E mais longe do Aeroporto da Horta por barco ate Sao Jorge do que ir do Pico a Sao Jorge de barco. Tambem, e nao tao longe para os faialenses irem para casa.
A parte tecnica aqui mencionada, esta certa, agora, temos que ter mentes com descricao e juizo justo para saber aonde seria o melhor lugar para essa pista do triangulo ser feita. Aonde todos (triangulo) podem benefeciar e nao so aos que a querem ter em casa por conveniencia. Sei que a discucao mudou do tema original, mas a intencao era que chegase ao que chegou, confirmado com o comentario do Paulo Pereira e o meu. Nao mandem bocas para os do pico porque nao sou de la e nao estou la. Simplesmente sejamos realistas. Ja tenho 8251 horas de voo por varios aeroportos dos states. Conheco pistas e ..........
Felecidades a todos.

Paulo Pereira disse...

Estive a reler o meu comentário, assim como as respostas, e penso que me exprimi mal. O que eu queria referir é que as razões de ordem técnica, numa democracia, subordinam-se aos critérios (falaciosos ou não) políticos, não sejamos ingénuos. E, em política, quem tem unhas é que toca guitarra. Não sei porquê mas penso que os deputados picoenses adquiriram, há muito, o vício de roer as unhas. Acomodam-se e não partem a loiça toda, quando necessário. Então porquê votar em 2008? Por que é que a abstenção não sobe aos 50%?
Sobre o anónimo que diz que no Pico se faria um melhor aeroporto, bem meu caro anónimo, o que há de novo? Ou em “amaricano” What’s up doc?

artur xavier disse...

Chegamos à conclusão que o tema interessa a muita Gente. Mais de 30comentários, é obra! Ainda bem! É um sinal de que estamos vivos!
... No passado mês de Junho, penso que motivado por falta de visibilidade no aeroporto de Castelo Branco, um dos voos da TAP acabou por vir para o Pico. Embora com transportes (Autocarro e Barco) ao dispôr, por acaso alguém, de entre os vários comentadores, assistiu à reacção das Senhoras e dos Senhores passageiros, ´"vítimas" de tal desdita? ...

Lajense disse...

só para dar os parabéns ao Rui pela sua resposta : )
se o sr anonimo entende que é necessário aumentar a pista da Horta por razões de segurança então a do Pico tb necessita ser aumentada...

Anónimo disse...

Abaixo transcrevo um excerto de um artigo do Sr. Arquitecto Paulo Oliveira pulicado no INCENTIVO DE 15/11/07:

........"A ampliacäo da pista do aeroporto da Horta é necessária, é inadiável, é imprescindivel ,é muito urgente.
A ampliaçao da pista permitira outros voos, melhores oportunidades de negócio para o Turismo.
A ampliacao da pista deixará de penalizar a operacionalidade dos AirBus 320, aeronave comun nos mëdio-cursos.
A ampliaçao da pista deixará de ser recordaçâo para os turistas que se viram sem malas, sem medicamentos, e que em vez de se divertirem num destino que se propagandeia, estiveram a bracos com compras e receitas médicas.
A ampliação da pista do aeroporto intemacional (by request) terá de ser alternativa credível na travessia do Atlãntico, desde os mono-motores aos jactos que planam sem combustivel.
Mas acima de tudo, a armpliação da pista permitirá ao Aeroporto da Horta maior segurança para o nosso quotidiano, para as nossas necessidades básicas diárias
- de hoje. Não é uma aspiração futura.É uma necessidade presente (ou até do passado).
É caricato que por falta de ILS, é anedótico que por água na pista, é ridículo que por excesso de peso, a aeronave não possa operar em segurança.
Alegar que a pista é segura, porque funciona há anos, e ainda nao houve nenhum acidente? Será que estão á espera de um ‘Congonhas’ faialense?
Afirmar que não se pode intervir antes da privatização da ANA? E se a ANA for privatizada como a GroundForce, em que 51% do capital é espanhol? Ficará mais fácil? Ou teremos perdido a grande oportunidade?
Investir numa empresa publica portuguesa que se controla será sempre mais fácil e rápido do que investir numa empresa privatizada, desconhecida.
Avisar que a obra será cara? A minha vida não tem preço. Se a de alguém tem (?), que a venda.
.
Não queria estar na pele do responsável que nem tudo fez para que se evitasse um terrível acidente, que se descuidou e deixou cair um destino turistico.
Não queria estar na pele do responsável que carregará, até ao fim dos seus dias, com o peso da morte de mais de 100 pessoas, com a dor de uma centena de familias, com a revolta de milhares de eleitores que nunca mais lhe confiarão o seu voto.
!‘ 0(s) responsável(eis) que nada fizeram para evitar uma possível tragédia, serão coniventes, serão cümplices de um massacre por negligéncia, de um povo, de uma actividade económica, de uma ilha.
Naturalmente, e a exemplo da queda da ponte Entre Os RiOS, serão réus de um processo por irresponsabilidade, por inépcia, por desrespeito pelos direitos, garantias e deveres para com um povo.
Esperá-los-á a morte politica, a morte profissional, e no seu “enterro”, certamente não haverá um ünico faialense a chorar pelo seu desaparecimento. Evitemos tamanha tragédia, enquanto é tempo!
Quem avisa, amigo é!....

Anónimo disse...

Concordo muitissimo com o Sr. Rui medeiros...pois o pico fica no centro do triangulo...é mais facil para um jorgense vir para até aqui (sao jorge) sei ter que andar pelo faial...se é preciso mais segurança no faial o pico também...se é para aumentar a pista o pico também precisa...resumindo o pico tem as mesmas restrições que o faial...mas em termos de ampliamento da pista é muito mais barato e podia ficar até muito maior que a da horta ampliada...enquanto a dar horta ía custar uns 30 ou 40 milhoes de euros a do pico n excedia os 10 milhoes. Cumprimentos de um jorgense

Rui Medeiros disse...

Afirmar que a pista da Horta funciona há anos em insegurança é demagogia e demonstra uma total falta de conhecimento no que toca à operação de aeronaves.
Acabou de ser feita uma pista nova mesmo ao lado, para as mesmas operações, num lugar onde não há falta de espaço com dimensões equiparáveis!!! Estão-me a dizer que fizeram uma pista nova insegura? Se não, não podem afirmar que a da Horta o é.
Não é de modo algum necessária mais qualquer alternativa à travessia do atlântico nos Açores, e se fosse porque fazer mais uma Madeira no Faial? Para mostrar que temos bons engenheiros?
Um acidente a acontecer no Faial é porque se desrespeitou as limitações da pista ou houve falha técnica, vir fazer futurologia aterradora deste modo é assustar quem já tem medo de voar sem qualquer necessidade. Oxalá não deixem de vir os tais turistas por medo de aterrar na Horta enquanto se espera pelo aumento…Falar de cogonhas é totalmente desapropriado, o relatório final ainda não saiu, e nos estudos preliminares já se apurou que não foi de perto nem de longe uma aterragem segundo as normas.
Não sei porque carga de água é assim, mas o aeroporto da Horta é da ANA, porque não se queixam à entidade apropriada? Será porque ela já disse que não o fazia, e por não ser uma entidade politica não há por onde pegar?

Anónimo disse...

Quando se fala de Segurança é preciso ter muito cuidado,pois em aviação não pode haver riscos calculados. A falta de Segurança que existe na Horta e não no Pico refere-se á falta de RESA na Horta(Obrigatório), e que por ser obrigatório foi construido nas últimas obras que se efectuaram no Pico.Portanto ao dizer-se que a Horta necessita de ampliação e o Pico não, tem todo o cabimento.
Ambas as pistas são seguras, mas a Horta não tem margem de Segurança!!
pelo que obrigatóriamente tem que sofrer obras de ampliação,nem que seja só para a RESA.(Runway End Safety Area)

Anónimo disse...

"Vendo as coisas bem vistas
no que toca aos
transportes aéreos nos
Açores, para quem não sofre de
miopia depara com anomalias que
muito prejudicam as viagens para a
ilha do Pico, monopolizado, infelizmente,
pelas duas companhias aéreas
TAP e SATA. Isto na sua coordenação
entre elas (boas para
ambas) cujo mal necessita de ser
saneado. No dia 31 de Outubro a
SATA-Internacional sai de Lisboa
para a Horta no seu voo S4 0153
com um ligeiro atraso com 44 passageiros
da ilha do Pico prevendo
a sua chegada à Horta pouco depois
das 14 horas. À chegada à
Horta chovia fortemente e o avião começa a andar em circulo à procura
de abertura que descobrisse a
pista o que não aconteceu e começamos
a ver o avião em subida. Pouco
depois o comandante fala para os
passageiros informando que tinha
de seguir para Ponta Delgada por
não ter condições de aterrar na
Horta. Na pista da ilha do Pico não
havia nuvens baixas e outra SATA
das pequenas lá funcionou à vista
de todos.
De seguida há uma conversa
entre os passageiros onde surge
esta pergunta. Porque é que este
avião vai para São Miguel e não
para o Pico? Alguém responde: está
proibida de ir ao Pico.
Seguindo a história a SATA
aterra em Ponta Delgada, a informação
muito escassa, e quando
saímos para a sala de embarque deram-nos um cartão de passageiros
em trânsito. Ao fim de menos
uma hora anunciam a saída para a
Horta.
O avião veio a Ponta Delgada, o
tempo vai passar, mas a lancha das
17h15 vai sair para o Pico e nós
vamos ser condenados a ficar a
noite no Faial. Se assim pensei,
assim aconteceu o Cruzeiro do Canal
saiu vinte minutos antes de
chegarmos ao cais. Outra mais caricata:
os passageiros em trânsito
em Ponta Delgada voltam a ser todos
passados nas máquinas, já
vindo feitas de Lisboa. Ao chegarmos
ao cais da Horta começa a cair
a noite e para mal dos nossos pecados
contam-nos ali que dias antes
tinham chegado do Pico cinco
doentes em macas, um deles tendo
permanecido no chão cerca de uma hora. Nem tivemos onde guardar as
malas devido à dependência para
esse fim já estar fechada. Começa a
ameaçar chuva e um grupo de rapazes
de São Roque freta uma lancha
de recreio que só tem lotação de
dez pessoas e saíram para o Pico.
Os restantes foram à procura de
hotel para pernoitar, o que se tortornou
aborrecido de desgastante o
final deste passeio do INATEL ao
Alentejo que até tinha corrido muito
bem. E nós, povo da ilha do Pico,
ficamos como Judas a clamar no
deserto que ninguém nos ouve.
Onde mora a democracia e os
direitos humanos para com esta
ilha do Pico!!"

Manuel do Rosário in "Ilha Maior" - 2007/11/16

João Azevedo disse...

Para os faialenses e picoenses ficarem satisfeitos, na pista do Faial deveriam retirar os 240m de pista utilizável para as aterragens e descolagens e criavam o RESA que o "anónimo" tanto ambiciona. Isto levaria a que o A320 não pudesse operar lá, passando a operar apenas no Pico. Assim os Faialenses ficariam muito mais satisfeitos porque eram dos poucos Aeroportos com um RESA de 240m ( o que lhes enchia o Ego)e o Pico ficaria mais bem servido com mais voos.

Quando é que alguém (porque não o Posto de Turismo no Pico), toma a iniciativa junto das Agências de viagens do Pico, de registar as vendas de bilhetes de passageiros do Pico a embarcarem pelo Faial?

Milosz disse...

Ola Rui ! Ola pexoal ! tou a ver que o mundo ja anda na guerra por causa deste aumento ... ora bamo la vere se a gente s'entende!

imaginem-se no lugar de um comandante da tape que ganha muito mal ha decadas e que tem a infelicidade de descobrire que vai pros acores ao fim de semana ... pior ! quando la chega xove ao monte! solucao? bebe uns bagacinhos e poe-se a fazer aproximacoes ate avistar as gaivotas sentadas na cabeceira ... mal as ve aponta o bixo a elas e o resto resume-se ao costume: pancada com uma travagem do caracas que ate sai logo na segunda taxiway ... conclusao? ta provado ! seguro mais seguro nao ha ! :P abraxo da Polonia ! ;)

Anónimo disse...

Boa tarde a todos os participantes e em especial ao fundador deste Blog.
Considero de elevado a importância, a criação de Blogs dedicados a “falar do Pico, de aviões e dos aviões do Pico”.
Para as poucas pessoas que me conhecem, sempre fui um opositor incondicional às separações (fictícias ou reais) entre as várias ilhas dos Açores, quer em termos políticos, quer em termos sociais, culturais e desportivos.
Pelo contrário, sempre me mostrei como um defensor, e no caso especifico das ilhas do Faial, Pico e São Jorge, de uma união triangular.
Por alguma coisa, já diz o ditado antigo, “ A união faz a força”
Lamento que ao consultar este Blog, não sejamos confrontados com as verdadeiras questões do Pico, dos aviões e dos Aviões do Pico, mas sim para questões que na minha opinião são de uma “pequenez”, e de enorme futilidade.
Julgo que este site deveria na sua apresentação dizer o que verdadeiramente se pretende com este Blog, ou seja “criticar o Faial, os seus habitantes e culpá-los por tudo o que acontece neste Mundo…deverá entender-se no caso especifico do Blog a palavra Mundo como Pico”.
Meus amigos, se assim os poderei designar pois possivelmente ser do Faial, possivelmente nem merecerá este nome, deixemo-nos de criticas ao Faial, ao Pico e às outras ilhas.
Vamos trabalhar para melhorar em conjunto e não para piorar o vizinho, seja este quem for, e muito menos fundamentar as nossas pretensões, baseada em “se ele tem porque eu não tenho”.
Não vou expressar aqui, qualquer critica ao Pico ou à ilha de São Jorge, pois não estaria a ser correcto com os meus princípios, pois no Faial nem tudo está bem, e reconheço esse facto. Mas assumo igualmente que os problemas do Faial, são da responsabilidade de quem cá vive, pelo que terão de ser estes mesmos a resolvê-los.
Não procuremos nos outros, a responsabilidade e a justificação para o que está mau, ou para o menos bom.
Tem em conta as pessoas do Pico e de São Jorge, como pessoas de bem, inteligentes e com enormes capacidades, por isso não necessitam de serem indelicados com aqueles que nada tem contra vós, e procurarem neles a justificação seja para o que fôr.
Acreditem, que por cá, a opinião sobre os Picarotos e do Jorgenses, não é nada coincidente com a que fazem transpirar pelas vossas palavras contra o Faial.
Faço um apelo, que pensem como poderíamos juntamente evoluir, ao contrário destas divergências separadas por meia dúzia de milhas náuticas.
Não estamos no caminho certo, não é cada um para o seu lado que vamos atingir seja o que for…
Não basta sermos os melhores do Canal, do Triangulo, do Grupo Central ou mesmo dos Açores…temos de ser dos melhores da Europa se quisermos ser alguma coisa.
Vamos ser conscientes, acham que é com ilhas com 15 mil habitantes (média) que nos conseguimos impor em qualquer mercado??
Não é com esta mentalidade que o Pico, São Jorge e Faial vão, seja onde for.
Caro, Rui Medeiros (e todos aqueles que pensam igual), julgo que esse tipo de mentalidade está gasta e não dará muitos frutos e pouco mais dará ao Pico ou a qualquer outra ilha. Julgo que como principal dinamizador deste Blog, deverás ter preocupação que ele seja encarado de uma forma séria, e não como um local onde as pessoas participam para criticar, criticar e criticar… Quem?? O Faial
Mudem essas mentalidades….. todos

Miguel Teixeira

Rui Medeiros disse...

Caro Miguel Teixeira,

Desde já deixe-me dizer que aprecio o seu comentário, pois a maior parte dos comentários nos blogs são simplesmente para esquecer...

Sobre as mentalidades, espero que tenha tempo para ler mais alguns dos meus post antigos para que possa perceber que não penso como você pensa que penso, mas é bem verdade que é preciso uma mudança de mentalidades no nosso triângulo e não só no Pico.

Sobre este tema em especial, que é polémico, sugiro que visite www.positiveclib.com, onde pode ler ainda outra opinião sobre o assunto.

Concordará também que falar de aviões no Pico implica falar de aviões no Faial em muitos dos aspectos abordados, nem que apenas para uma pura comparação, não posso estar a comparar o Pico com Lisboa!
Neste post em particular expresso a minha opinião, que por ser do Pico pode ser vista como puramente bairrista, mas que penso ser uma opinião justificada e não um simples caso de “a minha é maior do que a tua.” E a razão de ser do post é simplesmente mais um artigo alarmista e desinformado publicado nos jornais. A crítica nas entre linhas é toda a este tipo de jornalismo.

Anónimo disse...

Eu fico parvo com estes investimentos no "elefante branco" (aeroporto do Pico).Acham que na realidade vai haver reabastecimento no Pico???
Muito poucas vezes!!! Isto porque o combustivel na Terceira e mais barato, e se nao houver paragem na Terceira como pretendido o 320\319 vem com mais umas toneladas de Lisboa e ...Mas depois iremos confirmar se tenho ou nao razao.

Padre disse...

Pelo que ouvi nas noticias da radio Pico hoje,estao a reclamar dos precos a pagar dos espacos no aeroporto e da percentagem sobre as vendas(neste caso rent a car).
Mais uma vez tenho razao, porque nao e so construir as infrastruturas...porque os precos que referiram ainda sao inferiores aos practicados em todos os restantes...porque ainda agora esta comecando...porque, porque, porque

Anónimo disse...

Pelo que eu vejo todas as vezes que entro neste blog, se isto fosse naqueles países do medio oriente, ex-Jugoslávia, ex-União Soviética, etc, já há muito tempo que as ilhas Faial e Pico tinham declarado guerra entre si, e não seria apenas guerra de palavras, envolveria certamente armas tanto é o ódio de estimação que existe entre os habitantes destas ilhas. pelo amor de Deus, não se metam por aí. Já agora gostaria de lançar mais uma opinião sobre o RESA. Actualmente a ICAO recomenda os tais 240m e obriga a ter 90m. No entanto, quem trabalha na aviação, e nomeadamente nos aeroportos, e tem algum conhecimento de causa, sabe que o que actualmente é uma recomendação ICAO vai passar a ser uma obrigação. Não sei precisar ao certo a data,mas sei que dentro de pouco tempo a RESA obrigatória vai passar a ser de 240m. E neste caso não vai ser só o Aeroporto da Horta que vai ter problemas, vão ser todos os aeroportos nacionais, inclusive o de Lisboa, uma vez que só tem este comprimento de RESA para uma das pistas. Só digo isto porque vejo que muitas das discussões que por aqui passam apenas têm a ver com bairrismos e, como tal, são feitas sem conhecimento de causa. Deixem-se disso e acabem com estas discussões sem sentido, aproveitem o que cada um dops locais tem de bom. Um abraço a todos.

Rui Medeiros disse...

É verdade que existem movimentos no sentido de se tornar a recomendação dos 240 metros numa obrigação, mas não sei se isto vai acontecer tão cedo. Isto porque já houve bastantes problemas com o cumprimento da regra dos 90 metros, que algumas pistas ainda nem cumprem, e por isso existe alguma contestação à passagem a regra da recomendação dos 240 metros.
Maior margem de erro é sempre bom, mas a que custo? A verdade é que se não houvesse o problema económico muitas outras medidas seriam impostas nos mais variados sectores da nossa vida, mas o risco zero custa muito dinheiro, se não for mesmo impossível. Estar vivo é um risco e temos de lidar com isso, e ser extremista não me parece a solução. Aliás toda a industria aeronáutica esta dimensionada para uma probabilidade de acidente fatal na ordem dos 10^-9. Os seja, não é economicamente viável eliminar por completo os riscos, mas faz-se o possível para que a probabilidade de um acidente seja remota.