26 novembro 2007

Pico mais uma vez sem voos de reforço

Parece que já toda a gente diz que 1 voo semanal para o Pico não serve a ilha, mas a verdade é que o tempo vai passando e as coisas teimam em não mudar.
Mais uma vez, nesta época natalícia, o Pico fica de fora dos voos de reforço. Esta situação é compreensível do ponto de vista estatístico, que é o factor determinante quando se programam este tipo de voos, mas não se percebe porque é que passados já dois anos com ligações directas do Pico a Lisboa no Natal ainda não temos direito a reforços, e ninguém tenha chamado a atenção para isto.
Se bem quem os números não o mostrem, (afinal nunca se fez essa estatística), são muitos os Picarotos a utilizar estes voos de reforço para o Faial, especialmente estudantes, e é pena que ninguém tenha ainda tentado mostrar estes factos ás companhias aéreas. Um voo no sábado no começo das férias e outro no domingo do fim serviria muita gente, e nem chega perto dos 9 voos de reforço que a TAP vai fazer para o Faial entre 15 de Dezembro e 4 de Janeiro. No entanto temos um voo no dia 25 (calha a uma Terça), dia em que a SATA Air Açores nem voa.
Ou seja, sabemos que fazer uma alteração nos horários de uma frota tão grande é complicado, mas no contexto dos voos de reforço pedimos um bocadinho de bom senso para com as gentes do Pico e 2 voos extra que dificilmente andariam vazios, basta ver o exemplo do ano passado em que as férias acabaram na terça dia 1.
Se bem que este ano já devemos ir tarde para uma mudança, fica aqui a chamada de atenção para que no próximo ano possa ser diferente.

09 novembro 2007

Mais uma vez a ampliação da pista do Faial...

Com a falta de outros argumentos válidos, os políticos da Ilha do Faial andam agora a distorcer notícias de modo a tornar aparente a necessidade urgente de ampliação da pista desta ilha por suposta falta de segurança.
Quando a necessidade de voos directos para o continente americano falhou como razão para justificar um aumento da pista da Horta, vem-se agora recorrer à insegurança das operações para justificar o investimento. Até parece a política de medo americana, instaurar o terror na opinião pública para que se possam gastar fundos em coisas que de outro modo seriam impensáveis.
A operação na pista da Horta é tão segura como em qualquer outra, o que pode existir, e neste caso existe, são restrições que têm de ser levadas em conta.
Uma restrição que acontece em todo o lado mas é particularmente importante em pistas curtas, é que um avião precisa de mais espaço para parar se a pista estiver molhada, e assim terá de operar de forma a garantir uma aterragem segura na pista disponível, o que implica por exemplo aterrar mais leve se a pista não for longa o suficiente. Foi o que aconteceu recentemente com o SATA Internacional que teve de deixar bagagem atrás e cuja a notícia reacendeu a reivindicação pelo aumento da pista.
Na minha opinião qualquer argumento para a ampliação da pista da Horta que tenha por base uma pista insegura porque é curta, é à partida invalidado pelo recente projecto de ampliação da pista do Pico, que revelou necessária para a operação dos A320 num voo até Lisboa sensivelmente o mesmo comprimento de pista disponível no Faial, a não ser que me estejam a dizer que quem projectou a pista do Pico projectou uma pista insegura, e por conseguinte, também precisa de um aumento.
A verdade é que estas pistas são curtas e como tal impõem restrições na operação das aeronaves, mas são curtas porque se fazem estudos de custo beneficio, que provavelmente darão como muito dispendiosa a construção de uma pista maior dados os benefícios de operacionalidade que daí resultariam, porque convém realçar a segurança nunca está em causa, apenas a operacionalidade.
Assim, do ponto de vista operacional, todos os aeroportos deveriam ter pistas grandes o suficiente para garantir a operacionalidade do maior avião que lá opere sem restrições com as mais variadas condições meteorológicas, e do ponto de vista económico deverá ter a pista mais pequena possível para que se gaste o mínimo de dinheiro possível e ainda assim garantir a operação de um determinado avião.
Mais uma vez, como vemos no exemplo da pista do Pico, nos Açores, opta-se pelo mais pequeno possível. Pergunto-me então porque hão de ser os Faialenses descriminados positivamente nesta matéria, com a agravante de uma ampliação naquele local ser bastante mais cara do que fazer o mesmo no Pico, onde mesmo assim já se optou pela solução menos dispendiosa?