27 junho 2007

Actividade vulcânica do Pico

Estão aí os exames e como não pode deixar de ser há que se inventar o maior número de desculpas possíveis para não estudar! Assim, numa deambulação pela net, encontrei por acaso uma tese de doutoramento sobre a actividade vulcânica na Ilha do Pico. Ainda só dei uma vista de olhos, mas está lá muita informação interessante sobre o assunto. Aqui fica o link: http://www.uac.pt/~jcnunes/

15 junho 2007

Liberalização das rotas para os Açores

Pelo que tenho lido e ouvido por aí, dá-me a impressão que muita gente não percebe muito bem as implicações que uma liberalização total das rotas para os Açores traz.
Seria muito lindo se fosse tudo tão simples como liberalizar as rotas e pronto, temos viagens mais baratas. Mas não é bem assim que as coisas funcionam, e para dar um exemplo basta ver a trapalhada em que nos tínhamos metido se a Air Luxor tivesse ficado com a rota para S. Miguel no tal concurso polémico. Muitos criticaram o Governo Regional por alegado proteccionismo à SATA em não aceitar a Air Luxor que traria alegadamente voos mais baratos por não pedir as indemnizações compensatórias, mas a verdade é que quando lhe deu na gana a Air Luxor simplesmente deixou de voar para a Madeira sem grandes explicações, mesmo estando abrangida por obrigações de serviço público. Imaginem o que não teria sido se não tivesse que prestar contas a ninguém ao voar nos Açores sem indemnizações. E o mal não foi pior neste caso porque para a Madeira voam outras três companhias...
O serviço aéreo para os Açores não é um privilégio, é uma necessidade, e como tal não seria bom ter uma companhia do estilo Ryanair a fazer este serviço. É verdade que os preços são baratos, mas além do bilhete há que pagar 6 euros por cada peça de bagagem, que se exceder os 15kg ainda são mais 8 euros por cada quilo extra! Se quiser comer a bordo paga, se quiser mudar a data da viagem paga, basicamente tudo o que um passageiro Açoriano toma como garantido quando compra um bilhete para o continente é considerado um extra e a palavra-chave aqui é paga! Talvez até fosse bom para os turistas, que apareceriam em massa, mas, na minha opinião, também não deve ser este o objectivo do turismo Açoriano. O importante aqui é que no fim de contas quem perde é o Açoriano que é quem realmente precisa de utilizar o avião por necessidade porque deixa de ter muitas regalias a que está habituado, para além dos comerciantes que ficam sem garantias no transporte de carga, também abrangido pelas obrigações de serviço público. Além disso companhias deste tipo só fazem reservas de ponto a ponto, ou seja não há Lisboa - Terceira - Graciosa para ninguém, quem tiver de ir para uma ilha onde não existam voos directos paga outro bilhete.
Este é um dos maiores pormenores que convém não esquecer! Somos 9 ilhas. Um passageiro das Flores tem o direito de pagar o mesmo que um passageiro de S. Miguel para chegar a Lisboa, e isso só é possível devido ás obrigações do concurso público.
Claro que uma redução nos preços seria bom, mas temos que compreender que as coisas não são assim tão fáceis. Não temos um óptimo serviço, mas as coisas podiam ser bem piores. Estamos a evoluir devagarinho e já temos muitos voos charters que não existiam há alguns anos atrás. Mesmo na Madeira, que são só duas ilhas com muito mais voos que nós, só agora se começa a falar a sério numa liberalização completa das rotas para Lisboa. Será bom vermos o seu exemplo, tirar boas lições dos resultados e adaptarmos soluções para os Açores, não devemos ficar parados neste modelo, mas a liberalização completa não é para já a solução.

04 junho 2007

LPCV-LPPR-LPAV-LPCO-LPCV

Outra razão porque digo que ontem foi um dia interessante é porque fui convidado para um voo sem destino certo, apenas com a intenção do piloto de fazer mais umas horas de voo para puder chegar a uma companhia aérea
Como ele é que tinha o avião veio ter connosco à Covilhã onde almoçámos antes de sair. Lá pelas 14:30 estávamos então no aeródromo e decidimos ir ao Porto tentar fazer uma aproximação por ILS, depois descer pela linha da costa até à Figueira da Foz, ir até Coimbra reabastecer e finalmente voltar à Covilhã.
Saímos pelas 15:05 com direito a passagem pela cidade antes de seguirmos para Coja, o primeiro ponto de referência que definimos.

Pouco antes de Coja ainda nos cruzámos com uma aeronave que vinha para a Covilhã apenas 500 pés acima, o que teria dado umas boas fotos não fosse a máquina decidir não focar! De Coja prosseguimos directos a Sever do Vouga, só porque um dos passageiros é de lá e queria ver a casa, e daí para o Porto. Quando passámos para a aproximação do Porto perguntámos se seria possível a tal aproximação por ILS, mas a pista em uso era a 35 e não nos foi concedido o desejo, que depressa também mudámos para uma VOR/DME à 35 com passagem baixa, que foi autorizada desde que esperássemos 20 minutos pela aterragem de um Portugália. Assim fizemos, não íamos desperdiçar uma passagem no Porto por 20 minutos de voo quando o propósito era mesmo esse, fazer tempo de voo! Já na final, quando um nikki pediu o taxi e a torre perguntou se estava pronto para a partida, estávamos a ver que a passagem ia ficar para outro dia, mas ele precisava de mais 2 minutos e nós já estávamos mesmo a chegar!

Depois da passagem no Porto subimos para 1000 pés e começámos a descer a linha de costa. Passámos por Ovar e pedimos ainda mais baixo, 500 pés por cima da praia até Aveiro onde subimos para a altitude de circuito e fizemos mais uma passagem baixa!


Daqui voámos para a Figueira da Foz, onde deixámos a praia para seguir directo a Coimbra, o único aeródromo onde encontrámos mais algum tráfego no circuito nesta Segunda Feira.



Reabastecemos o avião e depois de uma pausa no café regressámos então à Covilhã. Foram as 3:30 de voo que passaram mais depressa da minha vida!


Para finalizar, agradeço mais uma vez ao Tiago pela oportunidade!

Nevoeiro no Faial

Hoje foi um dia bastante interessante! A meteorologia decidiu fazer das suas e o Faial passou o dia coberto em nevoeiro. O mesmo se passou na costa sul do Pico, mas como o vento era também de sul, o escoamento do ar em torno da montanha proporciona um fenómeno peculiar, de forma a que a zona do aeroporto do Pico mantêm-se relativamente limpa.
Isto mesmo permitiu que o voo da TAP para a horta, que foi cancelado, fosse remarcado para o Pico. Apesar do contrário já ter acontecido algumas vezes, é a primeira vez que foi dada a oportunidade aos passageiros de Lisboa para a Horta de chegarem a casa no mesmo dia através do Pico, um bom sinal que a complementaridade destes dois aeroportos em dias de mau tempo existe, e deve, na minha opinião, ser melhor aproveitada.
Quanto aos voos da SATA, só chegou ao Faial o Dornier que fazia a ligação para o Corvo. Alguns dos restantes voos vieram também para o Pico.
A visibilidade reportada no METAR da Horta chegou a ser de 50 metros com a visibilidade vertical nula, e durante o dia, com excepção do fim da tarde, nunca o tecto esteve acima dos 400 pés! È realmente impressionante que a umas milhas ao lado as condições estavam boas o suficiente para se aterrar com uma aproximação por NDB com mínimos de 1000 pés!