18 abril 2007

Luzes já estão certificadas

No Jornal Ilha Maior do dia 13 de Abril vêm noticiada a certificação da iluminação da pista do Pico por parte do INAC. Esta certificação vem finalmente permitir a operação de voos nocturnos, mas na verdade ainda há coisas a fazer na vertente operacional. O aeroporto do Pico fica situado no sopé de uma montanha, como tal têm algumas limitações, e, por causa desta morfologia de terreno envolvente, é de todo o interesse para a segurança da sua operação a publicação de procedimentos de descolagem em condições de visibilidade reduzida. Até há pouco tempo o Pico era um aeroporto que só podia acolher tráfego segundo as regras de voo visual, mas agora que tem uma aproximação por instrumentos publicada já pode também receber voos sob as regras de voo por instrumentos, ou seja, em condições de má visibilidade e de noite. Faltam assim os procedimentos de partida por instrumentos, que embora não sejam obrigatórios, caso não existam a responsabilidade de assegurar a separação necessária com o terreno passa unicamente para os pilotos, são uma mais valia para a segurança das operações, e sempre seria menos uma ponta por onde pegar!

Uma vez que já que falei da aproximação por instrumentos, à que lhe apontar uma grave deficiência que já foi mencionada neste blog. Existe um NOTAM ( NOtice To AirMen) a avisar os operadores que a aproximação não garante a segurança das operações abaixo de 2000 pés porque entra-se em espaço aéreo não controlado, o que implica que, embora seja bastante improvável dada a nossa realidade, pode lá estar a voar uma aeronave sem ter contacto com o controlo aéreo. E diz também que é preciso ter atenção ao funcionamento da rádio ajuda em que se baseia o procedimento dado que o seu estado não é monitorizado na torre da Horta, embora o seja no Pico.
Estes problemas resolvem-se com a criação de uma verdadeira torre no Pico, e não um serviço de informação de aeródromo como actualmente existe, pois o espaço aéreo em redor do aeródromo mudaria de estatuto. Ainda temos problemas piores como a falta de combustível, mas também é bom que não se pense que depois deste chegar fica tudo resolvido, ainda há coisas a melhorar, e esta mudança de categoria dos serviços da torre do Pico é das mais importantes e difíceis batalhas a vencer.

06 abril 2007

Velhas notícias?

No site do Governo Regional pode ler-se a seguinte notícia:

" Governo aprovou plano da SATA para investimentos de 11 milhões de euros em aeródromos

O Governo Regional aprovou um plano de investimentos da SATA - Gestão de Aeródromos, SA, que prevê a aplicação de 11 milhões de euros na realização de obras e aquisição de equipamentos para as estruturas aeroporturárias das ilhas do Pico, S. Jorge, Graciosa, Flores e corvo.

O documento, aprovado no Conselho de Governo de terça-feira, contempla, nomeadamente, a compra de viatura follow me para os aeroportos do Pico, S. Jorge e Graciosa, a instalação de ILS (Sistema de Aterragem por Instrumentos) no Pico, a aquisição de uma viatura de combate a incêndios para a Graciosa e a construção do parque de estacionamento do aeródromo de S. Jorge, bem como a aquisição de uma ambulância para este último. "

À primeira vista parecem excelentes notícias, mas o que acho estranho é que todas as obras e aquisições previstas já constam na Resolução do Conselho do Governo n.º 186/2005 de 24 de Novembro de 2005 que aprova o plano de exploração da SATA Gestão de Aeródromos para 2005/06. Afinal as obras de movimentação de terras para a instalação do ILS já começaram à pouco mais de uma semana!

E com todos estes atrasos e burocracias fico é cada vez mais preocupado com o combustível, porque em Fevereiro de 2006 já se falava oficialmente no ILS para o Pico no plano regional anual, mas até agora não se sabe nada palpável sobre o combustível, que considero ser mais urgente que o ILS para o bom desenvolvimento do nosso aeroporto. Sem combustível somos dependentes de uma escala, reduzindo as hipóteses de mais voos, sem mais voos não há interesse comercial em investir na instalação do combustível...