27 junho 2005

Indemnizações por mau tempo

As companhias aéreas são agora obrigadas a pagar indemnizações aos passageiros de voos que sejam cancelados por motivos meteorológicos. Para quem anda sempre preocupado com a segurança aérea, e a implementar medidas estupidas que na prática não resolvem nada, é no mínimo estranho que se tenha aprovado esta lei. Digam o que disserem, a obrigação de pagar indemnizações quando as razões para o cancelamento são meteorológicas, põe mais pressão nos operadores, que muito provavelmente vão acabar por voar em condições em que antes cancelariam o voo. Não estou a dizer que vão voar fora dos limites, mas com as regras antigas, ninguém era pressionado a voar quando o tempo piorava, e muitas vezes os voos eram cancelados como precaução, agora para não se pagarem indemizações, as trupulações podem vir a ser sujeitas a pressões para voarem mais perto dos seus limites, e como a meteorologia é uma caixa de surpresas, sabe-se o que está a acontecer, mas não o que vai acontecer daí a segundos, ao voar mesmo nos limites nada garante que segundos depois as condições não mudam o suficiente para já não estarem nos limites.
Além disso esta lei vem ainda por em causa a viabilidade económica de companhias como a SATA, que voam em zonas que são frequentemente afectadas por mau tempo, e onde os aeroportos não permitem aproximações por instrumentos.
Assim, é da minha opinião, que esta lei acaba por não proteger os passageiros, como era o seu objectivo, e deveria ser repensada.

1 comentário:

Anónimo disse...

Pelos debates que vi na televisão e pelo que me foi dado a conhecer da lei parece-me que esta lei não preve indemnizações em caso de cancelamento por más condições meteorológicas, mas sim quando sairam do aeroporto de partida ficando nesse momento as operadoras,e bem, a devolver ao aeroporto de partida ou garantir as despesas que os passageiros venham a ter.
O que me parece foi que a Sata foi mais papista que o papa e resolveu dar dinheiro por tudo e por nada aos seus passageiros.

P.S.: Esta lei parece-me correcta e deveria ser alargada a outros ramos para que haja maior responsabilidade e respeito pelos clientes.