22 dezembro 2005

Uma Terça feira diferente

(...) - Então o que é que querem fazer?
- Épá queriamos subir o Pico.
- Mas não é pa ir ver a TAP?
- Sim, não dá para subir depois?
- Assim vamos descer de noite.
- Não faz mal vamos mesmo assim.

O resultado:

19 dezembro 2005

Spotting no Faial


Já chegei! E como não podia deixar de ser a primeira coisa a fazer é fotografar o primeiro avião que por cá passa, heheh! E como no domingo foram 3 voos da TAP ao Faial, não tinha mais que fazer do que uma visita à minha tia, e aproveitar para ver o barco encalhado ( aquilo agora é a maior atração turistica do Faial) bem como fazer algum spoting na ilha vizinha. Ficam aqui mais umas fotos de aviões, desta vez na Horta.




10 dezembro 2005

Outra direcção?

“A sata não passou hoje outra vez no Pico. No lugar de terem aumentado a pista deviam ter mudado a sua direcção devido aos ventos do quadrante sul.”

Não, não passou, e vai continuar a não passar sempre que o vento esteja do quadrante sul com mais de 20 nós.
Mas se fosse construída uma outra pista com uma diferente direcção na mesma zona em que a actual está, além de ficar com grandes restrições à operação por causa de obstáculos, porque o terreno sobe para sul, assim que o vento estivesse de sul com 20 nós a SATA cancelava na mesma. Isto porque os cancelamentos ao Pico devem-se à turbulência orográfica que aparece por causa da resistência que a ilha oferece à sua passagem, quando o vento se apresenta de sul estes vórtices aparecem em toda a costa norte da ilha, e como já devem ter reparado, nestas condições o vento não está estável, tanto em velocidade como em direcção. Assim os aviões cancelam ao Pico não porque estão 20 nós de vento, mas porque quando ventos dessa magnitude estão presentes, existem sempre rajadas fortes e variações na sua direcção, o que é conhecido na aviação como windshear que é bastante perigoso e já foi um factor importante em muitos acidentes ocorridos na fase de aproximação e aterragem. Assim, embora teoricamente uma pista virada ao vento permita uma operação com ventos de maior intensidade do que com ventos cruzados, tal não se aplicaria numa pista virada a sul naquele local, porque o problema é o windshear, que estará sempre presente. O limite operacional de vento cruzado para os ATP's é de cerca de 36 nós, esse limite é o mesmo em todo o lado, o problema é que em pistas como o Pico, Flores e S. Jorge, assim que o vento excede uns 15 nós no lado oposto da ilha, na zona do aeroporto faz-se sentir com maior intensidade, mas pior do que isso com irregularidades na sua direcção e força, e são esses factores que limitam a operação nestas pistas. Se um dia estiverem 30 nós estáveis, de sul, na zona do aeroporto, o avião não cancela, mas isso é praticamente impossível, porque o ar como fluido que é não se comporta de modos diferentes de dia para dia, e a turbulência e variações vão lá estar. Podem então perguntar então porque é que quando o vento está alinhado com a pista os aviões vem com mais vento? Basta olharem para ver que quando o vento está alinhado com a pista não tem que passar por cima da ilha para lá chegar e portanto não se geram os tais vórtices, e os aviões podem operar até aos seus limites operacionais, que quando sem restrições adicionais, são mais altos para ventos na mesma direcção que a pista. Se a pista é virada a sul mas tem no seu enfiamento a montanha, o windshear vai estar presente na mesma.
Assim numa ilha como o Pico, um aeroporto vai ter sempre um vento limitativo seja onde for, e deste modo o melhor a fazer seria construir o aeroporto de modo a que o vento que o limita seja o menos frequente, e de preferência alinhado com os ventos mais frequentes. Então para que o aeroporto do Pico deixasse de ter tantas limitações era preciso mais do que mudar a direcção das suas pistas, mudar a sua localização, e o local mais óbvio para a sua construção seria a zona do verdelho da Criação Velha, que é desde logo uma hipótese posta de parte, ou então na zona dos Toledos, que também teria os seus contras. Já foi difícil conseguir a ampliação, quanto mais construir um novo aeroporto de raiz, claro que concordo que foi uma obra que nasceu torta, mas a partir do momento em que começaram a sua construção naquele local podemos esquecer uma mudança, e assim sendo esqueçam também a mudança de direcção da pista, porque no local actual não melhorará as condições de operacionalidade. É o aeroporto que temos, podia ser melhor se estivesse noutro local, mas agora é tarde demais. A nossa batalha agora deverá ser para que dentro das suas condicionalidades se tenha o melhor aeroporto possível com todas as condições para passageiros e aviões, para que não este não seja um factor que pese negativamente na escolha de alguém que nos queira visitar, ou mesmo de alguém que queira investir na nossa Ilha.

26 novembro 2005

Dash 8 vs ATR

Como já vem sendo falado à algum tempo, a SATA Air Açores anda a pensar na renovação da sua frota, e como a operação nos Açores é especialmente bem executada por aviões turboprop não devemos esperar mais do que um avião deste tipo para substituir os ATP's e o Dornier, eles próprios também turboprops, mas de uma geração mais antiga.
Assim a escolha do novo avião para a SATA deverá ser entre os ATR e os Dash 8, por serem os dois aviões turboprop ocidentais de nova geração actualmente em produção.
O ATR é fabricado por um consórcio entre a Alenia, e a EADS ( European Aerounatic Defense and Space company), e existem basicamente 2 versões, o ATR42 e o ATR72, sendo que a série -500, a ultima a sair para o mercado, apresenta maiores payloads, e é portanto esta que vou comparar com os Dash, pois interessa à SATA o maior payload possível, uma vez que os ATP’s chegam a deixar carga em terra durante o verão por restrições do mesmo.
O Dash 8 é fabricado pela Canadiana Bombardier, e existem 4 versões do mesmo, o Q100, o Q200, o Q300 e o Q400, sendo que estas são versões que apareceram no mercado em 1996, quando a Bombardier incorporou nos seus aviões um sistema de supressão de ruído que os torna tão silenciosos como os jactos. Na comparação que vou fazer, não terei em conta o Q100 porque o Q200 é uma versão do mesmo em que apenas mudam os motores e a sua potência, o que lhe confere maior payload e melhor performance, e será portanto mais interessante para a SATA do que o Q100 até por causa de maior facilidade em operar no Corvo.
Para acederem à comparação vejam: http://www.azoresspotting.net/privado/medeiros/Dash8vsATR.xls
Para referencia juntei à tabela os dados do ATP, o que pode ajudar a dar uma ideia do que são mesmo o ATR e o Dash em relação ao avião que já estão habituados a ver.

22 novembro 2005

Movimento aéreo cresce no Pico e cai no Faial

Este é outro título do tal Ilha Maior que só chega à Covilhã na segunda (o que até nem é mau), por isso ainda não estou a escrever muito atrasado.
Até Setembro o movimento de passageiros desembarcados no aeroporto do Pico foi de 19231 pessoas, mais 890 que em igual periodo do ano passdo, enquanto que na Horta o movimento foi de 75217 pessoas, menos 5350 que no ano passado.
O pequeno artigo dá a entender que este aumento no Pico e diminuição na Horta se devem simplesmente ao começo das ligações aéreas entre o Pico e Lisboa. No entanto os números de queda na Horta nem estão perto dos ganhos do Pico. Um processo causa-efeito do género do que se sugere só se notaria se hovessem mais voos para o Pico, porque a maioria dos passageiros com destino Pico continua a ter de voar pela Horta, deste modo uma quebra no trafego da ilha vizinha é sempre de lamentar, porque os seus efeitos serão sentidos em ambas as ilhas do canal.
Assim, apenas com as estatisticas deste ano, nada de importante se pode concluir, não são estes números que por exempo viabilizariam a passagem de um voo da Horta para o Pico. Deste modo ficamos à espera que as condições do concurso das ligações entre os Açores e o Contnente para 2006 beneficiem o Pico com pelo menos mais um voo, para que aí sim se possa começar a ver o efeito real que os voos para o Pico têm no número de passageiros para a Horta, e os voos possam passa a ser distribuídos entre as duas ilhas.

21 novembro 2005

Novidades para o Aeroporto

Li hoje no Ilhamaior, sim só chega à Covilhã na Segunda, o seguinte: "(...) O executivo regional aprovou no final de uma desocação ao Corvo o plano anual de exploração dos aeródromos regionais apresentado pela SATA-Gestão de Aeródromos, S.A., no montante máximo global de quatro milhões e seiscentos e noventa e sete mil e seiscentos e vinte quatro euros. Entre outras acções esta verba permitirá dotar o aeródromo do Pico com o sistema ILS\DME, com equipamento Raio-x, carros de bagagem, balcões de check-in, sistemas de informação de voo e viaturas follow-me. "
Tudo boas notícias, que mostram que o Governo Regional está a apostar nos seus aeródromos, porque esta verba incluí também follow-me's para a Graciosa e S. Jorge, bem como uma nova viatura de combate a incêndios para a Graciosa e uma ambulância para S. Jorge, segundo o Comunicado do Conselho do Governo Regional de 11 de Novembro de 2005.
Mas pergunto-me, será que o Pico precisa mesmo de um follow-me? Vamos ter 2 taxiways que vão dar a um parque com 3 lugares. Será mesmo preciso uma viatura para guiar os aviões neste "enorme e complexo parque de estacionamento." Eu já gozava com o Follow-me que anda lá pelo aeroporto da Horta, o que não será ver um na Graciosa! De qualquer modo não me importava nada de ser o felizardo que vai ficar com o trabalho de o conduzir, pode ser é que continuem a não contratar mais ninguém, já mal há pessoal para trabalhar na torre, operações, atendimento aos passageiros e placa ao mesmo tempo, e se assim for vamos ver o novo follow-me muitas vezes parado.
Quanto ao ILS, espero que vá mesmo para a frente, mas como já disse, continuo pessimista nesse assunto, e acredito quando vir as antenas instaladas, afinal Faro esteve mais de 10 anos à espera do seu, e não é um sistema que se chege lá, se instale e pronto, e apesar de ser mais fácil instalar um no Pico do que na Horta por razões de terreno envolvente, também não é "pêra doce" no Pico.

17 novembro 2005

Portal TAP renovado

A TAP lançou o seu novo site, com nova imagem, mas também com novas funcionalidades, como por exemplo o check-in online.
O site é de fácil navegação, está agradável à vista, e para quem gosta destas coisas dos aviões ganha uns pontos pela sua secção de frota, onde além das caracteristicas dos seus aviões, podemos ver também algumas fotos.
Como qualquer site novo ainda tem alguns bugs, mas pelo menos já é possível pesquisar nos seus horários voos com o destino Pico!
Podem visitá-lo em www.flytap.com

05 novembro 2005

Vêm aí outro filme de aviões!

Vem aí o filme que promete por o Top Gun a um canto, estreia já dia 9 de Novembro e chama-se Les Chevaliers du Ciel. Em Portugal a estreia está marcada para 5 de Janeiro com o nome Sky Fighters. Entretanto para quem não acredita que o top gun já é história pode sempre passar pelo site http://www.leschevaliers-lefilm.com/site/main.html onde pode ver o trailler bem como aceder a mais informação sobre o filme. O senão é que a página está em françês... eu sei, também não gosto muito deles, mas parece que vale a pena!

31 outubro 2005

Limitações de vento na Horta
















Em resposta ao comentário deixado no post sobre as JAC2005 deixo aqui uma figura tirada do manual de operações da TAP onde podem ver as limitações de vento quando se opera para a Horta. Como podem ver o vento norte é limitativo à operação neste aeroporto. Espero ter esclarecido o autor do comentário.

19 outubro 2005

JAC2005

As Jornadas Aeronáuticas da Covilhã realizaram-se nos ultimos dias 12 a 16 de Outubro, sendo que durante a semana realizaram-se várias palestras de grande interesse.

Os Rotores de Portugal foram a grande atracção do festival aéreo inserido nas JAC2005 que decorreu no passado fim de semana na Covlhã. Houve também demonstrações por parte de outras aeronaves, bem como de aeromodelos de grande escala que foram do agrado do público presente.

09 outubro 2005

Está aí o Vince

Isto mesmo tem que estar tudo maluco, até o tempo já não se entende... Não é que a baixa pressão que esteve a condicionar a meteorologia nos Açores no fim da semana passada é agora uma tropical storm de nome Vince. Formou-se mesmo ali ao lado da Madeira, e embora não seja um Katrina já está a condicionar o tempo naquela zona, e ainda pode chegar qualquer coisa a Portugal Continental. Tá bem que a malta anda a pedir chuva, mas também não era preciso uma tempestade tropical...

08 outubro 2005

Eu... estou aqui!

Já lá vão algumas semanas desde o último post, afinal o regresso à Covilhã não fez assim tão bem ao Blog como eu pensava, assim serve este post para dizer que ainda estou aqui. Vou tentar publicar qualquer coisa pelo menos a cada semana para isto não se perder, e para não fazer um post sem falar de aviões ou do Pico digo que o meu novo passatempo é ser controlador virtual na rede de simulação IVAO. Já uma vez falei nela, mas na altura como piloto, entretanto o meu computador recusa-se a correr o flight simulator e tive de me virar para algum lado para ir matando o bichinho dos aviões. Mas se o virtual não é suficientemente bom para si, dê um salto a www.nav.pt onde estão abertas inscrições para o concurso a controlador de trafego aéreo.

E pronto, não vou continuar a escrever sem dizer nada, para a semana deverá haver um pequeno festival aéreo aqui na Covilhã e motivo para escrever não deverá faltar.

23 setembro 2005

Novidades no aeroporto

Pois é, as férias estão a acabar e já me vou embora para a Covilhã este domingo, a boa notícia é que provavelmente vou escrever com mais frequência.
Entretanto deixo-vos aqui uma foto das mais recentes novidades no aeroporto do Pico. Já estão aí as duas novas viaturas de salvamento e combate a incêndios, e as luzes já funcionam!
Apesar disso ainda estão a utilizar a viatua alugada à ANA, faltam instalar 2 postes para luzes de aproximação na pista 27, não o foram já por problemas com a compra dos terrenos, e falta instalar também as luzes na zona onde vai aparecer a nova placa.

10 setembro 2005

Festa das Vindimas...

Só faz a festa quem não vai vindimar. Se fossem não faziam festa por causa disso.

01 setembro 2005

O tamanho importa

Eu acho que já toda a gente sabe que na minha opinião a pista do Pico ficou pequena, mas tenho mais uma oportunidade para o demonstrar, e não a vou deixar passar.
Mas antes de a expor também quero deixar claro que isto não faz parte da tradicional ( e sem sentido) guerra Pico-Faial, afinal a pista do Faial também é pequena para os aviões que serve. Falo apenas no caso do Pico por ter sido alvo de obras recentes, e quando se fazem obras a ideia seria fazer uma coisa bem feita, e que sirva plenamente os propósitos para a qual foi construída, infelizmente coisa rara em Portugal.

A pista de Bragança recebe 2 voos diários de Lisboa via Vila Real, operados em Dornier 228, e foi recentemente ampliada com o intuito de puder receber outros voos regionais operados por aviões com capacidades superiores, na ordem dos 70 passageiros, ou seja comparáveis aos "nossos" ATP. Não foi com surpresa que vi as medidas da nova pista, 1655 metros. Com esta dimensão, apesar do aeroporto se situar a uma altitude próxima dos 700 metros, a pista não será factor limitante ao peso que os aviões do tipo ATP poderão transportar a partir de Bragança. Ou seja, temos uma pista bem dimensionada para o tipo de aviões que se espera receber.
Ora a pista do Pico ficou com 1745 metros, sim senhor bem dimensionada para aviões até 70 passageiros, mas... é verdade, a pista foi feita com o propósito de receber A320... E se formos rigorosos, só se podem utilizar 1655 metros para descolar da pista 09, e onde é que já vi estas medidas, ah, são as dimensões da pista feita para aviões regionais de Bragança. Pois é, temos uma boa pista... para os aviões da SATA Air Açores, para um A320 está curta, alías isso vem escrito nos manuais da TAP. Vão ao Pico? Atenção, é uma operação em pista curta, só lá podem aterrar os comandantes, etc, etc...
Também há quem possa argumentar que se formos a ver bem a TAP opera há já muitos anos na Horta, que conta com uma pista de dimensões muito semelhantes às do Pico, e por isso não devia haver problemas. É verdade, mas também é verdade que tal como no Pico existem procedimentos especiais para lá se puder operar, a pista é famosa entre pilotos pelas dificuldades criadas pela conjução das suas dimensões com a meteorologia típica do Açores, os aviões não podem descolar com a sua carga máxima, e a sua ampliação já foi também estudada, por isso digo mais uma vez, as pistas do Pico e Horta são curtas para o tipo de aeronaves que servem.

28 agosto 2005

Alteração no horário do voo TAP

Durante o Inverno IATA a TAP vai passar a voar para o Pico ás Terças Feiras com saída de Lisboa ás 9:15, e partida do Pico ás 11:45.
Esta mudança deve ter sido programada apenas por razões de ordem operacional da TAP, e não traz quaisquer benefícios adicionais quer para o Pico quer para o triângulo, pois espera-se que no horário de inverno a Horta continue a não receber voos de Lisboa à Quinta Feira e Sábado.
Sendo que estes voos são classificados de serviço público, bem que poderia haver mais cuidado na sua programação, de modo a que servissem de facto os interesses das populações.

Entretanto ouvem-se de novo rumores sobre a possibilidade de mais um voo ao Sábado, desta vez seria operado pela SATA Internacional, mas ainda não vi quaisquer notícias oficiais sobre o assunto.

23 agosto 2005

I was there!

Já há bastante tempo que não escrevo, por isso apesar de não ter grande motivo de escrita neste momento, tenho o tempo para isso, e assim ficam aqui umas linhas para que o blog não morra.
O último "grande" acontecimento pessoal foi uma subida ao Pico desde a costa, mais precisamente desde a areia funda, que me ocupou todo o fim de semana passado. Saímos 6 da costa e em 4 horas e 45 minutos chegamos á base onde montámos acamamento, um pouco acima de onde normalmente começa a subida. Às 3 da manhã iniciámos o resto da subida, mas desta vez só 4 chegaram ao destino, e pelas 13 horas estavamos de volta a casa, mas apenas 3 voltaram a pé. Agora já posso comprar uma daquelas T-shirts " I was There 2351"! Chegar lá acima e olhar para onde começámos é realmente impressionante.

08 agosto 2005

A gruta das torres

Fui pela primeira vez à gruta das torres desde que tem a casa de apoio e visitas guiadas a funcionar, e devo dizer que gostei do que vi. Apesar de não fazer bem o meu estilo andar pela gruta em grupos guiados, por se perder o espírito de aventura, tenho que admitir que o que está feito é exactamente o que um turista procura, uma visita controlada pela gruta com explicações do que está a ver.
Por enquanto a visita está limitada a apenas 450 metros de gruta, mas para o ano já toda a sua extensão deverá ser visitável, e se acha que a visita aos 450 metros não valem os 3 euros, pode então esperar um ano, e concerteza não ficará decepcionado.
A visita começa com o visionamento de um pequeno filme sobre as cavidades vulcânicas Açorianas, após o qual é fornecido aos visitantes um capacete equipado com uma lanterna de 3 led's, que é o suficiente para ver onde põe os pés e não partir a cabeça, e somos então guiados pela gruta.
A visita é acessível a quase todos, uma vez que o troço visitado tem poucas inclinações, e apenas se tem de andar baixo uns 20 metros. Se não conheçe a gruta vale a pena visitar, e se gostar pode sempre voltar para o ano para explorar toda a sua extensão.

06 agosto 2005

Air Luxor no Pico?

Depois da recusa da TAP em fazer mais voos para o Pico, os clubes desportivos procuraram outras companhias dispostas a fazer voos charters para o Pico ao fim de semana, de modo a que as suas intenções de se deslocarem até Lisboa directamente pelo Pico não fiquem já por terra.
Para já receberam resposta positiva por parte da Air Luxor, que se disponibilizou a fazer o voo com um A320.
Falta agora saber se os clubes vão estar dispostos a pagar o que a Air Luxor vai pedir pelos voos, pois é uma impresa privada a fazer um voo sem qualquer ajuda por parte do estado, ao contrário da TAP, e que terá obrigatoriamente de ser lucrativo para a companhia, uma vez que sem qualquer obrigação de fazer o voo, só o fará se lhe der lucro. Deste modo prevejo que este voo terá um custo muito superior ao que os clubes pagarão se decidirem viajar pela Horta, e assim sendo, será que a vontade de voar pelo Pico vai superar o problema dos custos acrescidos?
Assim, apesar de a ideia ser boa não acredito para já que vá para a frente, mas espero estar enganado...

05 agosto 2005

Uma aranha especial!

Especial porque é provavelmente a aranha mais alta de Portugal! A foto foi tirada mesmo ao pé do marco que assinala a ponta do Pico na nossa primeira subida deste ano.

29 julho 2005

TAP recusa pedido de mais ligações ao Pico

Mais uma vez a TAP recusou o pedido, desta vez por parte dos grupos desportivos da ilha que participam em campeonatos a nível nacional, de aumentar o numero de ligações semanais com o Pico, alegando não existir viabilidade operacional e comercial.
Bem já sabiamos que operacionalmente seria díficil a TAP voar mais vezes para o Pico este ano, uma vez que a sua frota está muito ocupada, e foi até obrigada a aumentar o numero de aviões de médio curso, mas alegar que não há viabilidade comercial, apontando mesmo o valor de 42% como a ocupação média da ligação semanal ao Pico, é que já me soa a má vontade, afinal o voo é suposto ser operado por A319, mas ultimamente tem passado por cá o A320. Se não há passageiros porque é que vem o avião maior?
De qualquer modo é preciso ter calma, porque afinal também é verdade que ainda faltam condições no Pico, e aí a TAP tem toda a razão em não querer fazer mais voos.
Do meu ponto de vista há que se resolver tudo o que falta resolver antes do fim do ano, para que o governo possa incluir no proximo concurso para as ligações aéreas dos Açores com o Continente, a obrigação de mais voos semanais com o Pico, e assim garantir que não se fique para sempre com apenas um voo à Quarta feira, e, como sempre, dependentes da ligação com a Horta.

25 julho 2005

Mais um modelo pronto.

Acabei agora mesmo este projecto! É um P-40E da Guillows que o meu tio me oferceu no verão passado, entretanto ficou a meio com o começo das aulas e só o pude acabar agora. Tem motor de elástico e portanto voa, vai para os respectivos testes de voo logo que a meteorologia o permita! Para um principiante neste tipo de modelos até não ficou mal, vamos ver se não o parto logo no primeiro voo.

20 julho 2005

Vai para o Pico? Só pela Horta!

E pronto estou de férias no Pico!
Entretanto para cá chegar tive de fazer o voo Lisboa - Horta da tarde, uma vez que já não haviam lugares no voo para o Pico apesar de até terem mudado de equipamento, em lugar do A319 do horário veio mais uma vez o A320. Até aqui nada de novo, já é sabido que os voos para o Pico tem lista de espera até fins de Agosto, mas além disso no meu voo vieram pelo menos mais umas 30 pessoas para o Pico, uma equipa infantil de futebol e participantes para uma volta à ilha em bicicleta, bicilcletas incluídas!
E assim estamos mais uma vez a bater na mesma tecla, está mais que provado que o Pico precisa de mais voos para Lisboa, e aproveito para me questionar mais uma vez, porque é que alguns dos 2 voos diários para a Horta não escalam o Pico? Até é possivel que exista alguma limitação operacional que não permita tal coisa, mas acho que já é má vontade deixar-se tudo com está. Vamos ver se pelo menos as aspirações dos grupos desportivos, que pediram voos ao sábado e segunda, são concretizadas.

19 julho 2005

Férias! E os Reis no Pico?!

E assim acaba mais um ano lectivo, com um exame lixado... Bem o que interessa é que já passei de ano, pró ano que venham mais e melhores. E assim também estou já de férias. A viagem para casa começa amanhã lá pelas 9!
Entretanto estava aqui a ler o último ilha maior e não é que os Reis de Espanha vem almoçar ao Pico dia 28. Bem isto é que é vida, " Ó querido, e se fossemos almoçar a um sítio diferente". Só pode ter sido assim, não vejo outra razão para esta vistia, mas eles que venham, e afinal são muito bem vindos, não fossem a companhia de almoço o Presidente da República e o Presidente do Governo Regional.
No meu ponto de vista são bem vindos porque o mais provável é viajarem de avião, e aviões difrentes para fotografar é sempre bom, vamos a ver é se a prometida segurança apertada não me lixa os planos!

17 julho 2005

Simulação de controlo de tráfego aéreo

Já andava à procura deste site à algum tempo, e agora que o encontrei deixo aqui o link para não o perder outra vez! hehehe ;) http://www.edspace.co.uk/atc/atcmain.asp
No site podem encontrar um jogo que simula, até certo ponto, o trabalho de um controlador aéreo de aproximação. Nada de gráficos malucos ou alto grau de realismo, mas vale a pena o pequeno download para fazer a vez do controlador de serviço! O jogo é bastante interessante, e pode até ser uma boa introdução a quem quer ter uma ideia de como funciona o controlo de trafego aéreo em traços gerais, mas tenha cuidado e não se deixe viciar!

15 julho 2005

Ai os exames!

Mais um feito... mais uma duvida, detesto quando isto acontece, ao menos quando um gajo sabe que vai perder não está com esperanças de passar e depois... perde! Ainda por cima este foi um daqueles típicos em que aparece uma pergunta igualzinha à que se esteve a tentar resolver 2 horas antes mas que não se conseguiu perceber com se fazia, nem se encontrou a sua resolução em lado nenhum. Que desgraça, só mudava de um cilindro para uma esfera, era só mudar as variaveis de integração e o resto seria igual ao que não sabia fazer... Bem há sempre qualquer coisa de positivo em tudo, basta procurar bem, afinal agora só falta 1 e vou de férias. É melhor ver se estudo para este também antes que a vontade desapareça de todo.

13 julho 2005

Voos Pico-Lisboa cheios

Segundo consta os voos da TAP para o Pico têm já lista de espera até Agosto. Para a maioria dos Picarotos isto não é surpresa, só as companhias aéreas parecem ignorar a proximidade entre o Pico e o Faial, e por conseguinte, o grande numero de passageiros com origem ou destino Pico que voam de e para Lisboa via Horta.
Assim, quando se fez o concurso para as ligações aéreas dos Açores ao Continente que agora vigora, o Pico foi contemplado com a obrigação de apenas 1 voo semanal, que ainda pode ser feito com escala na Terceira, já que nas estatísticas praticamente ninguém voava do Pico para Lisboa.
Agora anda o voo cheio, e como ninguém é obrigado a voar mais que uma vez por semana ao Pico, a coisa fica mesmo assim.
Deixar de se fazer escala na Terceira não é para já uma opção, afinal não há combustível no Pico. Entretanto já se está a tratar disso, mas porque não se resolveu esta questão mais cedo, afinal já se sabia que a TAP precisaria de reabastecimento, e esta deve ser agora a nossa primeira prioridade.
Depois, desde as primeiras reivindicações por mais voos que a TAP diz não ter disponibilidade de aviões para mais frequências semanais, mas entretanto faz 2 voos diários para a Horta. Se houvesse boa vontade não será possivel fazer alguns destes voos escalar o Pico? Afinal seria só mais uma hora no ciclo do avião, não acredito que não tenham nem disponibilidade para isso. Se isto chegasse a ser proposto talvez argumentassem ainda a falta de condições operacionais no Pico para que os voos passassem a ser mais regulares, afinal ainda está muito por concluir. Assim penso que a nossa batalha neste momento deveria ser pela conclusão rápida de tudo o que falta acabar, e pela inclusão de mais voos obrigatórios nos termos do próximo concurso público das ligações aéras para a Região.
Já está provado que a ligação Pico-Lisboa tem pernas para andar, ainda para mais com a ajuda dos grupos desportivos, bem como muita coisa que ainda pode ser feita em termos de pacotes turísticos, mas para já, e não esqueçendo a reivindicação por mais voos, o mais importante será acabar de criar todas as condições necessárias ao bom funcionamento do aeroporto.

11 julho 2005

Nós?!

E estou eu a dizer que se escolhe a pista onde se vai esperar pelos aviões com base em nós, mas que raio é isso?
Como dá para entender no post anterior, a velocidade do vento é medida em nós, que é a medida de velocidade mais usual em aeronáutica. Supostamente toda a gente deveria passar a usar o sistema de unidades internacional, ou SI, mas, no que toca aos aviões, a transição anda difícil e ainda não tem data definida, talvez porque já está no sangue do aviador referir-se à velocidade em nós, distancia em milhas náuticas e à altitude em pés. Se lhe pedirmos para voar a tantos m/s mantendo 1000 metros de altura, a coisa não lhe vai soar muito bem, e para bem da segurança aérea tem-se mantido o sistema tradicional.
Assim, 1 nó é basicamente 1 milha náutica por hora, e 1 milha náutica são 1853 metros, logo 1 nó são 1.853 Km/h, para deixar as coisas em unidades do dia a dia, pois em SI, velocidade deve ser expressa em metros por segundo. Deste modo 10 nós equivalem a cerca de 18Km/h, estou certo que assim a coisa já lhe soa melhor.
E já que estamos numa de medidas fique tambem a saber que 1 metro são 3.2804 pés, assim quando lhe falar o comandante a dizer que estão a voar a 33 mil pés, já os pode converter para os aproximados 10km de altura!

10 julho 2005

E de que lado aterra o avião?

E já que estamos numa de dicas ao spotting no Pico, fica aqui ainda mais uma para os que se perguntam: E como é que sabemos de que lado vai aterrar o avião?

A resposta devia ser simples, porque os aviões tendem a descolar e aterrar contra o vento, desse modo diminuem o comprimento de pista necessário para as manobras de aterragem e descolagem, entre outros benefícios operacionais, mas a pista do Pico já é relativamente grande para um ATP, e como os aviões são certificados para aterrarem com um certo vento de cauda, normalmente entre os 10 e 15 nós, para poupar tempo e combustível, não é raro os voos da Terceira e de S. Miguel aterrarem na 27, mesmo com ventos a rondar os 10 nós a apontar para a 09.
Portanto o meu conselho é o seguinte, quando chegar ao aeroporto olhe para uma das mangas de vento ( aquelas coisas cor de laranja espetadas num mastro que se vão mexendo ao sabor do vento) e veja para que pista estão a apontar. Essa é a pista para a qual o vento está favorável. Agora tem de ter em conta se o avião de que está à espera é um A320/19 ou um ATP. Se for o A320, pode esperar na pista para onde o balão aponta, porque como a pista é curta eles tendem a utilizar a que está mais favorável ao vento, mesmo que apenas soprem uns 2-3 nós, se por outro lado está à espera de um ATP, só deve ir para a 09 se o vento estiver a soprar com pelo menos uns bons 7 a 10 nós, a não ser que ele venha da Horta ou Flores! E no caso raro de o vento estar mesmo todo atravessado na pista, o mais usual é aterrarem na 27.
Bem e é mais ou menos isto, tem de ter em conta que a decisão de aterrar numa ou outra pista cabe ao comandante, e pode variar por diversos motivos, mas se seguir estas indicações estará no lado certo 85% das vezes!

09 julho 2005

Spotting no Pico II

O prometido é devido, aqui fica uma pequena descrição dos melhores locais de spotting no aeroporto do Pico. Entretanto vou tentar publicar algumas fotos tiradas dos locais referidos, para dar uma melhor noção de como é o local.

1- Para chegar a este lugar precisa de caminhar pela rede desde o local 2 que fica junto à estrada que vem da aerogare para Santa Luzia. Existe uma pequena elevação que permite ficar mais elevado que a rede. Boa visibilidade para toda a pista, bom local para aterragens na 27 à tarde e descolagens da 09
2- É mais uma zona que um local, no fim da subida do caminho que vai da aerogare para Santa Luzia, boa visibilidade para a placa e toda a pista, bom local para descolagens da 09.
3- Junto à rede ao pé da rotunda da aerogare, sobe até a um alto onde está um poste de electricidade e fica com muito boa vista para a placa, também dá para descolagens da 09 se os aviões descolarem cedo.
4- Portão de emergência da Pista 09, acesso pelo caminho de emergência, grande proximidade com a pista e boa visibilidade para a cabeceira da 09. Bom local para aterragens 09 e descolagens se quiser fazer fotos do avião mesmo ao pé de si quando está a virar.
5- Caminho de acesso ao cachorro. No enfiamento com a pista já não a consegue ver, mas mais a sul tem boa visibilidade para toda a Pista. Bom local para aterragens na 09 ao fim da Tarde.
6- Portão de emergência. Fica mesmo em frente à placa, boa visibilidade para os movimentos na placa e proximidade com a pista, é melhor levar um escadote para ver aterragens e descolagens de ambas as pistas.
7- Marco geodésico. Acesso pelo caminho de emergência da 27, depois tem de subir junto à vedação até ao marco. Proximidade da pista 27. Bom local para aterragens na 27 onde apanha o Pico como fundo. Se quiser ver o avião de perto as descolagens da 27 no marco dão-lhe essa oportunidade.

Fotos dos locais I

Fotos dos locais II

Fotos dos locais III

Fotos dos locais IV


Aqui estão elas! espero que gostem. Alterei-lhes as horas de entrada para que fiquem por baixo do post com a descrição dos locais, acho que assim fica melhor.

06 julho 2005

Spotting no Pico

Estava a tentar postar um texto com indicações dos melhores lugares para spottar no Pico, mas isto não está a correr bem com as fotos, por isso vou deixar isto para quando for à Covilhã para ver se fica bem feito. Fica assim prometido um guia para o spotter que visite o Pico.

04 julho 2005

No Pico

Afinal não aterrei na 09, isto com pouco vento vai toda a gente prá 27, ficam mais perto...
A viagem foi normal, nada de especial a relatar, excepto a curta estadia na Terceira, onde tive direito a visitar a base das Lages, onde estava a decorrer uma exposição por causa da comemoração do aniversário da FAP. Ainda deu para ver 3 F16 a chegar bem como o KC-10 que os seguia! Bem-vindo aos Açores!
Depois de chegar ao Pico fui tomar um banho á areia funda, e ainda à festa do cais morato, isto é que é vida!
Hoje já deu para ir testar a máquina fotográfica ao aeroporto, é preciso ter isto tudo calibrado para o único voo semanal da TAP! Não há lugar para erros, isto de ser spotter Açoriano ainda é mais complicado, especialmente nos aeroportos mais pequenos!
Bem, está na hora de ir outra vez há areia funda... hehehhe!

03 julho 2005

No aeroporto

Ja passaram uns dias desde o ultimo post, bem tem sido muita coisa de uma vez, afinal estou a escrever num dos computadores do aeroporto de Lisboa.
ja estive a ver a meteorologia e parece que vou aterrar na pista 09 no Pico! hehe!
bem vai faltar o dinheiro! e o mal de muita gente. volto a escrever quando chegar a casa.

P.S. este teclado e manhoso, depois corrigo os erros.

28 junho 2005

Novos "pássaros" nos céus Açorianos

A SATA Air Açores anunciou oficialmente a renovação da sua frota. Segundo Manuel Cansado, esta renovação deve começar em 2006, mas ainda não está definido que aviões vão substituir os ATP's e o Dornier que actualmente asseguram os voos inter-ilhas.
Manuel Cansado refere ainda a possibilidade de virem a operar aviões com mais de 60 lugares, o que diz proporcionar um menor custo por lugar que levará a uma redução de tarifas e melhoria de acessibilidades entre as ilhas.
Esta afirmação vem alimentar os rumores de que a SATA anda a "namorar" os Dash 8, mais concretamente o Q400, que é publicitado ter os mesmos custos de operação que um turboprop de 50 lugares, mas pode levar até 78 passageiros.
A opção por aviões maiores puderá reduzir os custos de operação, mas puderá também provocar uma redução na frequencia dos voos. Se a redução de custos for visivel no bilhete pago pelo passeigeiro, estes aviões vão ser concerteza bem recebidos pelas populações, mas se por outro lado os preços se manterem mas as frequências dos voos diminuirem, esta mudança pode não ser bem recebida. Ficamos assim à espera da decisão, que se espera incluir pelo menos um avião capaz de operar no Corvo, coisa que o Q400 não faz!

27 junho 2005

Indemnizações por mau tempo

As companhias aéreas são agora obrigadas a pagar indemnizações aos passageiros de voos que sejam cancelados por motivos meteorológicos. Para quem anda sempre preocupado com a segurança aérea, e a implementar medidas estupidas que na prática não resolvem nada, é no mínimo estranho que se tenha aprovado esta lei. Digam o que disserem, a obrigação de pagar indemnizações quando as razões para o cancelamento são meteorológicas, põe mais pressão nos operadores, que muito provavelmente vão acabar por voar em condições em que antes cancelariam o voo. Não estou a dizer que vão voar fora dos limites, mas com as regras antigas, ninguém era pressionado a voar quando o tempo piorava, e muitas vezes os voos eram cancelados como precaução, agora para não se pagarem indemizações, as trupulações podem vir a ser sujeitas a pressões para voarem mais perto dos seus limites, e como a meteorologia é uma caixa de surpresas, sabe-se o que está a acontecer, mas não o que vai acontecer daí a segundos, ao voar mesmo nos limites nada garante que segundos depois as condições não mudam o suficiente para já não estarem nos limites.
Além disso esta lei vem ainda por em causa a viabilidade económica de companhias como a SATA, que voam em zonas que são frequentemente afectadas por mau tempo, e onde os aeroportos não permitem aproximações por instrumentos.
Assim, é da minha opinião, que esta lei acaba por não proteger os passageiros, como era o seu objectivo, e deveria ser repensada.

25 junho 2005

O Pico, o Faial e os aviões!

A rivalidade entre o Pico e o Faial já é coisa antiga e é inegável, mas se queremos evoluir à que mudar mentalidades.
Um dos impulsionadores da economia Açoriana é sem duvida o turismo, cada vez mais vai ser assim, e embora não seja desejável que os Açores evoluam para um destino do turismo de massas, há que fumentar o turismo de qualidade e virado para a natureza. Não é um sector que se deva deixar sem atenção.
Devemos ter em conta que os Açores são 9 ilhas, depois de um turista escolher o destino Açores, ainda tem de escolher que ilhas visitar, e normalmente opta pela visita a 1 ou 2 ilhas, porque visitar muitas torna-se mais dispendioso, e quando comfrontado com esta escolha, a decisão acaba por ser a visita a S. Miguel porque é a maior e mais evoluída das ilhas, turisticamente, e não só.
O Pico ou o Faial sozinhos não são grandes rivais ao destino S. Miguel, mas um pacote turístico que inclua as duas ilhas e até S. Jorge já é outra coisa.
Alguns dirão que isso já existe, bem existe uma versão, mas não está, na minha opinião, bem conseguida. Está na altura de se deversificar a oferta, dar ao turista mais possibilidades de escolha, aproveitar os dois aeroportos com ligações a Lisboa no triângulo para ofercer pacotes com chegada por uma, visita a S. Jorge, e saída por outra. Existem muitas combinações à escolha, mas à que as tornar uma realidade e uma opção para o turista, é preciso aproveitar as potencialidades do triângulo, é verdade que ainda carecemos de algumas estruturas de apoio, mas estas também não surgem se não as incentivarmos, e já temos os mínimos para novas experiências, não devemos deixar tudo como está. Deve-se ainda tentar ao máximo que os aeroportos do Pico e Faial se complementem um ao outro, dentro dos possíveis, minimizando assim os problemas com voos que regressam a Lisboa, ou dias seguidos sem voos , que só dificultam a promoção destas ilhas.
Não temos muitas estruturas, mas aproveitemos as que temos, e assim serão abertos novos caminhos para mais e melhores, e para o aumento da qualidade do turismo nesta região.

24 junho 2005

Aeroporto do Pico II

Quando finalmente estiver tudo pronto, o aeroporto do Pico vai ser um bom aeroporto. Mas podia ser melhor.
Estava na conversa com o meu irmão e reparei que uma das poucas coisas que parece que vai ser mesmo bem feita na obra do aeroporto é a nova placa. E porquê? Porque é uma placa dimensionada de modo a que lá se possa estacionar em simultânio 3 A310 de modo autónomo, ou seja, não são precisos reboques para ajudar nas suas movimentações. Assim temos uma placa que serve até as possibilidades remotas de que um A310 venha ao Pico, e muito dificilmente surgirão problemas por falta de espaço para estacionar os aviões!
Agora vejamos todas as outras coisas novas do aeroporto.
A pista está maior, mas um A320 tem penalizações no peso que pode carregar porque afinal a pista acaba por ser curta para este tipo de avião. Porque é que não se fez como no planeamento da placa, dotando o aeroporto de uma pista que não implicasse qualquer penalização à operação dos A320? Assim estes aviões podiam usar todas as suas capacidades e voar até a Alemanhã, por exemplo, e nos seus voos para Lisboa estava muito mais há vontade, podendo até ser reduzido os esforços dos travões e motores durante a sua operação, popando-se assim na manutenção dos mesmos. E já agora, permitiria que um A310 cá viesse usar a placa, porque embora não seja impossível, com a pista actual, é extremamente limitante para este tipo de avião usar uma pista tão curta.
A torre está bem alta, mas tem visibilidade limitada para a pista 27. Porque é que não se fez uma torre do lado norte da pista onde apenas 2 andares cumpriam a missão, até porque esta foi uma das propostas iniciais? Esta opção poderia talvez trazer problemas por puder constituir um obstáculo na zona norte da pista, mas existiam outras localizações no lado sul que não lhe trariam a má visibilidade do lugar actual. Poderia ter sido feito melhor? Sem dúvida.
A aerogare vai ser moderna, mas não tem terminal de cargas e já vem com planos de expanção, então porque é que não se fez maior logo de raiz incluindo espaço para a carga? Eu ainda não estive dentro da aerogare, e não sei as condições que vai ter quando pronta, mas o facto de não existir lugar para as cargas e de nos projectos já ser apresentada uma área para ampliação, é um bocadinho preocupante.
Depois temos ainda o quartel dos bombeiros, desta parte não estou bem informado, mas parece que tem lugar para 3 viaturas, uma ambulância e uma viatura de desencarceramento, e instalações do pessoal que incluem balneários, sala de estar, sala de reuniões e um gabinete, existindo ainda um armazem de material e os depósitos de água, logo parece ser mais uma boa obra.
E só falta falar do parque de estacionamento que terá capacidade para 150 viaturas ligeiras, e mais uma vez projecto para ampliação postrior.
Bom no fim disto tudo é boa ideia realçar de novo que o aeroporto do Pico vai ser um bom aeroporto, porque quando se fala no que podia ter ficado melhor, e que não custaria assim tanto fazer uma vez que já se estava em obras, até parece que não se fez nada de jeito. Pois é, já me disseram que este é um defeito Português, alguma coisa é melhor que nada, mas podiamos ser mais perfeccionistas, só fazia bem ao desenvolvimento do País.

23 junho 2005

Politiquices?!

Estes politcos deviam ser comediantes! Pois é vejam bem esta declaração de um grupo politico Faialense:
"O facto do Faial ter ficado de fora dessa proposta é mais um exemplo da "visão concentracionista do desenvolvimento dos Açores" do Governo Regional, liderado pelo socialista Carlos César, que "relega para segundo plano as ilhas menos populosas e com economias mais frágeis".
A proposta de que se fala são os voos directos para o Porto a partir da Terceira e do Faial, que foi discutida há poucos dias na assembleia Regional, e foi posta de parte por se considerar não existir trafego que justifique esses voos, e que dado o estado da economia Portuguesa no momento não faz sentido incluir esses voos nas obrigações de serviço público.
Esta parte até pode ser discutivél, não sei quantas pessoas voam do Faial para o Porto, e é muito chato ter que se pagar mais 60 euros para lá se puder chegar, agora dizer que este Governo não liga ás ilhas pequenas é uma afirmação que cai um bocado mal tendo em conta o que se tem feito ultimamente. Na parte das ligações aéreas temos um bom exemplo desse esforço com a abertura das duas novas "Gateways" este ano.
Mas pronto, são coisas da política, vá-se lá entende-los, mas gostava de saber o que diriam se até se decidisse fazer um voo para o Porto, mas para o Pico, servindo o trafego total gerado no triângulo, e repartindo mais as coisas entre os dois aeroportos.

22 junho 2005

TAP no Pico

Ora aí está a TAP no Pico passadas duas semanas desde a sua última vista. Pois é, dito assim ainda parecem mais escassos os voos! Já a pensar em colocar umas fotos das obras do aeroporto aqui no blog, pedi ao meu irmão que lá fosse ver o que se passava. O meu obrigado à malta do costume que lá foi, e em especial ao José Melo, que foi o fotografo de serviço!
Aqui ficam umas fotos das obras, e claro, do nosso visitante semanal.

Estacionada!
Vista geral
A torre
e a nova aerogre

21 junho 2005

É Verão?

Já me disseram que hoje começa o Verão, mas afinal o que é que isso quer dizer? É verdade que hoje foi o dia mais longo do ano aqui no hemisfério norte, ora aí está o solestício, e também é verdade que já está um calor desgraçado, mas isso já não é novidade! Quando andava na escola era verão quando começavam as férias, ou até antes, quando começavam as visitas à Areia Funda, agora ainda não sei bem o que é o Verão, mas estar na Covilhã não condiz nada com isso! Lá para Julho começa o meu Verão, quando chegar ás ilhas do Atlântico, quando vir o mar! Até lá é só calor desgraçado para ajudar (ainda mais) na vontade de estudar, e isso não pode ser Verão.

19 junho 2005

Ai o estudo...

Ontem até não foi dos dias mais quentes, mas não foi o que pareceu. São duas da manhã e ainda não estudei nada de jeito, ainda estão 28 graus dentro de casa mesmo com as janelas abertas, ainda não me sinto confortável e agora já tenho a casa cheia de mosquitos... Mas que desgraça! Isto não vai lá muito bem encarreirado. Já estive a desanuviar no Flight Simulator, a fazer aterrangens com ventos cruzados, mas fiquei igual. Isto deve ser um mal comum a muitos estudantes, a falta de vontade de estudar, bem que alguém podia arranjar uma cura, não é que a gente goste de estudar, mas quando é preciso tem que ser, e o tem que ser devia ter muita força, mas hoje tá mesmo complicado... Isto ás vezes o complicado é começar, deixem-me ver se é agora que isto vai pá frente...

18 junho 2005

O A380 é grande?

Anda toda a gente a dizer que o A380 é grande... Pois secalhar até é... E até é maior que o B747, mas não é o maior, e aqui está a prova!

Só é pena que só exista um An225 a voar, não é que os fossemos ver muitas vezes pelos aeroportos Portugueses, mas até é um "monstro" bonito! Que o digam os spotters Terceirenses que já o tiveram por lá!

17 junho 2005

PAPI's

Ora aqui está outro acrónimo de que provavelmente já ouviu falar nesta andança que tem sido a ampliação do aeroporto do Pico, e que provavelmente não sabe o que é ou o que faz, e mais uma vez, provavelmente, também não quer saber... De qq forma deixo aqui uma pequena explicação.
Os PAPI's, Precision Approach Path Indicator, são luzes que dão ao piloto indicação se está a seguir a ladeira de aproximação correcta.
São compostos por 4 unidades colocadas na berma da pista a cerca de 300 metros do ínicio da mesma, cada uma das quais emitindo luz branca e vermelha, sendo que o piloto apenas vê uma cor a cada momento, dependendo do ângulo a que observa as unidades. Assim estas 4 unidades são dispostas de forma a que o piloto observe 4 luzes brancas se está muito alto na aproximação, 3 luzes brancas e uma vermelha se está ligeiramente alto, 2 luzes brancas e 2 vermelhas se está na ladeira correcta, 1 luz branca e 3 vermelhas se está ligeiramente baixo, e, finalmente 4 luzes vermelhas se está muito baixo.
Deste modo o piloto tem mais uma ajuda para voar o avião correctamente durante a aproximação, e sabe que se seguir as indicações dos PAPI's não encontrará obstáculos no seu caminho. Assim os PAPI's são úteis especialmente em dias de má visibilidade, durante a noite e até em dias com turbulencia na aproximação, pois evitam que o piloto seja enganado por ilusões de optica que são comuns nas condições atrás referidas.

16 junho 2005

Mínimos

Com estes post sobre o mau tempo acabei por falar nos mínimos, por isso vou tentar deixar aqui uma breve explicação do que são e com funcionam.
Basicamente existem dois tipos de voo, o voo VFR e o voo IFR. No voo VFR (Visual Flight Rules), ou por regras de voo visual, não se tem de preocupar com os mínimos, pois estes são exclusivos das aproximações por instrumentos, que só são utilzadas se se estiver a voar por IFR (Instrument Flight Rules), ou por regras de voo por instrumentos, que existem para premitir os voos em condições meteorológicas em que não seria seguro voar com base em referências visuais. Assim, se não se consegue ver nada lá para fora, as aproximações são feitas com base nos instrumentos de bordo, mas todas elas, excepto uma, tem de ser terminadas já com contacto visual com a pista ou o seu sistema de ajudas luminosas, e é aqui que entram os mínimos. Os mínimos são a altitude mínima a que se pode descer numa aproximação por instrumentos sem se establecer contacto visual com o pista ou com o seu sistema de ajudas luminosas. Esta altitude varia dependendo do tipo de aproximação que se está a voar, do aeroporto e do terreno que o envolve, e ainda da categoria do avião com que se está a fazer a aproximação. Diz-se que a meteorologia está abaixo dos mínimos quando a visibilidade, ou a altura do tecto de nuvens, ou ambas, descem abaixo dos valores mínimos publicados para a aproximação em questão. Só para ficar aqui um exemplo, na aproximação por locator e DME à pista 28 na Horta o tecto de nuvens tem de estar acima de 880 pés e a visibilidade ser de 2400 metros para que um avião de categoria C (A320) possa fazer a aproximação. Num ILS de categoria I o tecto das nuvens pode estar tão baixo com 200 pés acima do nivel da pista, e a visibilidade ser de 700 metros.
Um ILS de categoria III é o único tipo de aproximação existente em que não existem mínimos para a altura das nuvens, sendo que na categoria IIIc a visibilidade pode ser mesmo nula. De referir porém que ILS de categoria III são bastante raros, não existindo hoje em dia nenhum aeroporto com categoria IIIc a funcionar.

15 junho 2005

Mau tempo

Não é novidade nenhuma estar mau tempo nos Açores, mas também não é todos os dias, e serve esta frase só para esclarecer quem vê a previsão meteorologica na RTP1 ou qualquer outro canal nacional, e também não é novidade nenhuma que o vento de sudoeste tenha obrigado ao cancelamento dos voos para o Pico e Flores, a novidade foi mesmo a alteração do voo da TAP para o Pico, que depois de cancelado acabou por se realizar, com novo numero, pela Horta, evitando assim que os passageiros ficassem mais um dia em Lisboa, numa iniciativa de se louvar, como já referi no post anterior.
E para ilustrar que a meteorologia é tudo menos estática, temos o voo Lisboa - Horta, que ao chegar à Horta apenas 50 minutos depois do voo extraordinário da TAP, foi obrigado a divergir, porque entretanto a meteorologia desceu abaixo dos minímos para a aproximaçao.
Para amanhã a previsão indica grande probabilidade de novos cancelamentos ás Flores e Pico por causa dos ventos, e existe também uma possibilidade de alguns cancelamentos há Horta por baixa visibilidade. Se vai voar nestas ilhas amanhã, não perca a paciência e lembre-se que é melhor estar no chão desejando estar a voar, do que estar a voar e desejar estar no chão!

Voo do Pico foi para a Horta.

Visto que a TAP não conseguiria aterrar hoje no Pico mudou o voo e fez um Lisboa - Terceira - Horta - Lisboa. Acho que esta foi uma ideia de se lovar, afinal é muito melhor chegar há Horta umas horas atrasado mas ainda chegar ao Pico no mesmo dia, do que ter de ficar mais um dia em Lisboa. Alías esta foi uma ideia que surgui logo que se começaram as obras de ampliação da pista do Pico, ou seja organizar as coisas de maneira que quando não se consiga aterrar no Pico que se vá para a Horta, desde que a meteorologia o permita, e vice versa. Falta agora saber se o vice versa se vai também aplicar. Para bem dos passageiros com destino Horta, esperemos que sim.

Porque será?

A TAP hoje já não vem ao Pico. É o vento de sudoeste, nada que não seja normal, o que não é normal é que para umas coisas lembrarem-se que a malta do Pico pode viajar pela Horta, e deixam assim de precisar de fazer um voo extraordinário amanhã, mas quando estão a elaborar os horários esquecem-se disso, e o tráfego da horta passa a ser considereado sem qualquer referencia aos passageiros que afinal são do Pico, deixando esta ilha com 1 voo semanal por falta de tráfego... Afinal a malta do Pico até voa pela Horta, pelo menos quando dá jeito à TAP que assim seja.

14 junho 2005

Segurança aérea

Este artigo já saiu no jornal Ilha Maior, mas decidi também o colocar aqui.
Toda a gente parece ser perita no assunto para dizer que não se voa com segurança nos Açores. Se não estivessem reunidas todas as condições de segurança podem acreditar que não se voava nos Açores. Então porque é que esta questão está sempre a ser levantada nos jornais? Dá-me a ideia que as pessoas confundem segurança com o existir ou não de certos equipamentos nos aviões e aeroportos.
Um exemplo: Imagine-se a viajar de automóvel numa auto-estrada. Sente-se seguro? E agora a viajar numa estrada local pelo centro de uma localidade. Sente-se seguro? A resposta será sim ás duas perguntas se forem consideradas as restrições de ambas as vias, transitando de forma completamente diferente, dependendo de onde circula.
Ora esta analogia pode ser de certa forma aplicada aos céus Açorianos. Sim senhor, não temos ILS em todas as ilhas, nem radar para controlar com maior precisão o tráfego aéreo, mas não é por isso que não se voa em segurança nos Açores, apenas se está mais limitado e por isso os voos cancelam mais vezes, e os aviões andam mais longe uns dos outros.
Espanto-me com frases como “ De início a aproximação das aeronaves ao Pico será efectuada pela torre da Horta, onde nem ILS (Instrument Landing System) existe. Como é que um cego vai guiar outro cego?”. Que confusão! Um ILS é uma ajuda rádio que dá ao avião indicação da ladeira de descida e alinhamento a uma pista, se existisse um na Horta para nada servia ao Pico. No máximo as aproximações seriam conduzidas como já acontece, aproxima-se pelos procedimentos publicados para a Horta e quando se sair das nuvens desde que se esteja suficientemente alto volta-se para o Pico visualmente, porque o Pico é um aeródromo visual. As responsabilidades da torre da Horta são de dar autorizações, e certificar-se que não há conflito entre o tráfego aéreo na zona, nunca conduzir um avião pelo procedimento de aproximação, a torre apenas autoriza o avião a voar um segmento da aproximação publicada, que é voada pelo piloto recorrendo aos instrumentos de bordo, ou caso as condições o permitam, visualmente. Mais seguro do que um voo visual é difícil de se conseguir, porque o piloto não tem que se sujeitar a seguir os seus instrumentos, mas pode voar com referência ao que vê. Claro que há o senão de que durante o Inverno muitos dias as condições não permitem este tipo de voo, e é por isso que existem os instrumentos como o ILS entre outros, que permitem que a descida dentro das nuvens seja feita com a mesma segurança do voo visual, mas também têm os seus limites e se a determinadas altitudes que variam de instrumento para instrumento não se adquirir contacto visual com a pista não se pode continuar a aproximação. Por isso também é que a TAP se recusou a voar para o Pico sem qualquer tipo de aproximação por instrumentos publicada, não porque não possa aterrar visualmente, mas porque não vale a pena ter um voo programado quando em muitos dias as condições não são visuais, e portanto obrigaria a muitos cancelamentos que inviabilizam a operação. Quando funcionar uma torre no Pico, a sua função principal será apenas autorizar as aterragens no Pico e coordenar os movimentos com a torre da Horta, porque o controle de aproximação será feito sempre pela Horta, não faz sentido num espaço aéreo tão pequeno ter dois controles de aproximação diferentes. A diferença para o que acontece actualmente é que o Pico deixa de apenas dar informações para poder dar ordens e autorizações, e o aeroporto passa a ser considerado controlado, mas a aproximação só vai ser melhorada porque está em curso a certificação de uma aproximação por instrumentos ao Pico, enquanto esta não existir uma torre no Pico apenas daria autorizações para se aterrar visualmente.
Outra coisa a que acho piada são as pessoas que se queixam porque o avião não passou, mas se o avião passa e não gostam da viagem queixam-se porque o avião não devia ter passado. Afinal em que ficamos, se só se fizessem voos confortáveis para os passageiros, a SATA não voava o Inverno inteiro! Os aviões são testados em condições rigorosas, e acreditem quando uma pessoa sem conhecimentos aeronáuticos pensa que o avião se deve estar a partir ele está muito longe disso, e são impostos limites operacionais que estão longe do que um avião está desenhado para suportar. Muita gente sente-se desconfortável a voar, e é completamente compreensível porque além de ser um meio estranho, o passageiro não tem qualquer tipo de controlo sobre o que se passa, mas isso não quer dizer que não estejam a voar em segurança, uma viagem desconfortável não deixa de ser segura, claro que há extremos, mas enquanto não se estiver a ser comprimido contra o seu banco com um peso duas vezes superior ao normal e em seguida preso pelo cinto como que a flutuar, não corre qualquer risco adicional, a não ser que não tenha o cinto apertado!
Quer mais segurança quando for viajar? Respeite os limites de velocidade a caminho do aeroporto.

13 junho 2005

Os aviões movidos a "ventoinhas"

Sabem para que servem as grandes "ventoinhas" que vemos em alguns aviões? São para refrescar os Pilotos, quando elas param eles começam logo a suar...
Fora de brincadeiras muita gente tem mais medo de voar num avião movido a hélice, considerando mesmo que são menos seguros do que os movidos por motores a jacto. Não podiam estar mais erradas, até porque os motores a hélice dos aviões de passageiros são muito parecidos com os motores a jacto em quase todos os aspectos. Um motor Turboprop, que são o tipo de motores que equipam os aviões da SATA Air Açores, é constituido básicamente por um motor a jacto normal, ligado a uma caixa de redução que por sua vez faz rodar as hélices que produzem a maior parte da traçcão, ao invés do jacto convencional, o qual produz tração pela ejecção dos gases aquecidos.
De facto os novo motores Turbojacto que equipam os aviões de pasageiros modernos, são muito parecidos aos turboprop, pois a grande "fan" que se vê na frente do motor produz uma precentagem consideravél da traçcão do motor, e só uma parte do ar que por ela passa é que é admitido nas camaras de compressão e combustão, o restante ar que é impelido pela fan passa por um canal directamente para o exterior, produzindo tração de modo semelhante a uma hélice normal.
As principais vantagens de se utilizar um turboprop, são a redução do consumo de combústivel e a capacidade de se descolar de pistas mais curtas, as desvantagens, a baixa velocidade de cruzeiro e maior ruído na cabine, mas para voos curtos não há nada que os bata em eficiência, por isso é que a SATA Air Açores, bem como muitas outras companhias regionais, utilizam aviões com este tipo de motor, e vai continuar a ser assim por mais tempo, até porque nos Açores, os aviões que devem vir substituir os ATP's em 2006-7 são também, como seria de esperar, movidos por motores a hélice turboprop.
Em jeito de conclusão, os aviões movidos a hélice não são tão diferentes dos jactos como parecem, e de modo algum são menos seguros.

12 junho 2005

MADALENA!!!!!!

A equipa do Madalena está na segunda divisão B!
Muitos parabens ao Madalena! O jogo da linguilha foi sofrer até ao fim, a Madalena conquistou a subida de divisão ao sexto penalti depois de o Lusitânia ter falhado o mesmo! É injusto para o Lusitânia, mas merecido pelo Madalena!

E que esta seja mais uma ajuda ao desenvolvimento do Pico! Viva o Madalena! E viva o Pico!

Outra Pista em S. Jorge

No último post contestei esta hipótese, que está a ser estudada pelo Governo Regional, para melhorar as condições de operacionalidade dos aviões da SATA para esta ilha, e serve este post para explicar as minhas razões.
S. Jorge não é um lugar muito bom para se fazer uma pista, e a actual deve estar localizada num dos melhores lugares disponíveis, tem algumas limitaçoes, especialmente quando o vento vira a norte, mas não é a única pista nos Açores com este tipo de problema, é um dos contras de se viver nos Açores, devemos aprender a lidar com eles e apreciar os muitos prós de se ser Açoriano.
Acho muito difícil que de facto se encontre um lugar melhor para um aeroporto em S. Jorge, mas se de facto existir um melhor local, duvido que não traga também as suas limitações, e considero um desperdício abandonar as instalações actuais para se mudar o aeroporto de sítio, especialmente por estarem em curso obras de melhoramento da aerogare actual.
Há quem diga que o aeroporto de S. Jorge é um caso perdido, e a esses aconselho uma visita à Islândia, onde existem aeroportos dentro de fiordes, isso mesmo, num vale rodeado por altas montanhas com uma saída para o mar, alguns onde operam Fokker 50, uma avião da categoria dos ATP's que voam nos Açores. S. Jorge vai ter sempre as suas restrições, tal como o Pico, as Flores ou o Corvo, mas ainda podem ser feitas algumas coisas para melhorar a sua operacionalidade. S. Jorge não possui qualquer ajuda rádio. Um NDB, que muitos já consideram obsoleto, ainda faz maravilhas nos tais fiordes da Islândia. Os aviões descem com a sua ajuda até 500 pés de altura por cima do mar, e se sairem das nuvens tentam então encontrar a boca do fiord para puderem aproximar à pista e aterrar. Não é um ILS mas é um procedimento que podia muito bem ajudar a aproximar a S. Jorge, seguir um rumo de um NDB que leve o avião por cima de água, onde pode descer com segurança, e ao sair das nuvens prosseguir visualmente até ao aeroporto.
Esta é uma das coisa que podem ser feitas em S. Jorge sem que seja preciso investir muito dinheiro, mas mais existem com certeza, agora mudar a pista de local acho um bocado extremo.

11 junho 2005

E o Pico? Não merece?

O ideal seria todas as pistas serem longas o suficiente para que os aviões que normalmente lá operam não sejam sujeitos a qualquer restrição no peso que podem transportar. Mas temos que ter em conta a natureza das nossas ilhas, que em muitos casos não o permite, e por vezes ainda adiciona limitações aos aeroportos por causa de turbulências drivadas da morfologia do terreno da zona que os envolve. Nos casos em que a obra é possivel, muitas vezes o preço a pagar por estas pistas sem restrições não se justificam pelos beneficios que possam daí resultar, e faz-se um compromisso entre o dinheiro a gastar e a operacionalidade dos aviões nessa pista. E foi baseado nisto que a pista do Pico foi feita há medida dos voos para Lisboa, um A320 consegue na maior parte dos dias descolar com a carga máxima, desde que não leve os tanques de combustível cheios, o que lhe restringe o alcance. Em dias mais quentes, em que a performance dos aviões é deteriorada, um A320 poderá ser obrigado a deixar alguma carga ou mesmo passageiros em terra para puder carregar combustível suficente para chegar a Lisboa.
Assim no Pico poupou-se ao máximo, e agora vêm falar em ampliar a pista da Horta para que os A320 deixem de ter estas limitações lá, um aumento que sairá muito mais caro do que saíria dotar o Pico de uma pista de igual dimensão. Que razões existem que justifiquem este gasto na Horta mas não no Pico? No fim de contas ficámos com uma pista limitada há nascença sem necessidade nenhuma, até porque o custo de se acrescentar mais 300-500 metros, uma vez que já se estava a mexer na pista, é insignificante em relação ao que terá que ser gasto na Horta, caso a obra avance.
Outra hipótese a que acho estranha é a possibilidade de se fazer uma nova pista em S.Jorge para que a operacionalidade para esta ilha seja melhorada. Acho estranho porque no Pico não hove dinheiro para fazer o suficiente para se estar há vontade, não se enganem, temos os mínimos dos mínimos em termos de comprimento para que as pequenas aeronaves de médio curso chegem a Lisboa com um carregamento decente, e agora só o facto de estarem a considerar a hipótese de uma nova pista em S. Jorge é extranho, o dinheiro já não importa? Ainda por cima já decorrem as obras de melhoramento da aerogare de S.Jorge, é para se deixar tudo ao abandono?

10 junho 2005

Ampliação da Pista do Faial

Embora não esteja nada certo, tem-se falado numa ampliação em 500 metros da pista do aeroporto do Horta.
Realmente a pista do aeroporto da Horta precisa de obras para que possa cumprir com as novas normas ICAO no que respeita à RESA (Runway End Safety Aerea), e porque a implementação destas regras sem obras levaria a uma diminuição das distancias utilizáveis para as descolagens e aterragens, o que por sua vez impediria a operação dos voos da rota Lisboa - Horta.
Mas será que é preciso aumentar 500 metros? Há quem defenda que sim, para que possam operar na Horta voos charters das Américas e Europa, mas há também quem diga que esse mercado não existe. Por outro lado não é fácil acrescentar 500 metros à pista da Horta tendo em conta a sua localização geográfica, e o preço a pagar por uma obra destas adivinha-se elevado.

Assim sou a favor de obras no aeroporta da Horta, mas apenas de forma a se implementar a RESA, o que traria maior segurança ás operações naquele aeroporto, mas quanto aos 500 metros considero serem um gasto desnecessário. Porquê? Bem, se a razão para aumentarem a pista em 500 metros é porque existe mesmo mercado para os voos charter, então não há necessidade de se gastar tanto dinheiro na Horta, aumenta-se antes a pista do Pico, por muito menos dinheiro para o mesmo serviço, até porque se há mercado para voos charter, a promoção tem de ser feita ao triangulo e não a uma ilha em particular, e não devia fazer diferença que ilha se visita primeiro. Além disso, as condições oferecidas as passageiros e aviões vão ser muito parecidas no Pico e Horta, com ligeira vantagem para o Pico se se confirmar a instalação do ILS. Depois, se a razão dada para a necessidade dos tais 500 metros a mais, são a operacionalidade dos aviões que para lá já voam, pergunto então porque é que se faz um estudo para a operacionalidade dos mesmos aviões na ilha vizinha e fica-se com 1745 metros, e agora afinal são precisos mais 500 metros na Horta para os mesmos aviões?
Este assunto ainda vai dar "pano para mangas", por agora fica esta opinião, vamos ver como evolui a questão.

Dia de Portugal

Vejam bem o que eu descobri agora há pouco, estava a ver a SIC notícias onde anunciaram todos contentes o dia de Portugal, de Camões, e das comunidades Portuguesas. Tanta coisa para 1 só dia, bem que podiamos aproveitar mais uns feriados durante o ano! Não agora a falar a sério, já me lixaram com isto, não tenho andado muito atento ao calendário, o que tenho na secretária não mostra os feriados ( que tristeza, mas também só me posso queixar do autor, eu!), e assim já estou tecnicamente em férias! Isto só parecem coisas boas, mas então porque é que fiquei lixado? Bem eu já tinha o dia de amanhã todo planeado, e a ideia era ir à cantina, se bem que nem sempre se precebe o que se está a comer ao menos tinha jantar e almoço certos, e a sopa deve ser feita com vegetais, os nutrientes ao de lá estar, mas a cantina não abre aos feriados, e quanto ás férias, é bem verdade que acabaram as aulas... mas começaram os exames. O Pico só lá para Julho... ai que jeito dava a Areia Funda nestes dias de calor...

09 junho 2005

A voar...

E lá vou eu a caminho de Ponta Delgada! Na verdade não saio da Covilhã, estou a simular um voo da SATA Internacional, o RZO163 Madeira - S. Miguel, na rede de simulação aerea IVAO, que nos permite ver e interagir com outros pilotos virtuais, bem como controladores virtuais, que nos dão instruções tal como os verdadeiros! Isto de ser piloto apenas no virtual tem as suas vantagens, aproveito a descontração do cruzeiro para aqui escrever este post, mas poderia fazer muitas outras coisas, uma vez que não está nenhum controlador virtual a controlar o espaço aereo por onde estou a passar, mas a verdade é que preferia estar a fazer o voo real!
Mas as coisas não são só como a gente quer, e deste modo lá se vai matando o bichinho da aviação.
Se também tem o tal bichinho dos aviões e voa Flight Simulator, pode sempre melhorar a sua expriencia de voo juntando-se a nós em www.ivao.org.

08 junho 2005

TAP atrasada?

Andava a navegar pela net, quando passei pelo site da ANA-aeroportos de Portugal. Aproveitei para ver se o voo do Pico tinha saído a horas de Lisboa e descobri que mais uma vez o voo saíu com um "ligeiro" atraso de 26 minutos, e decidi fazer um pequeno estudo estatístico.
Entre as 6:00 e as 12:00, ou seja durante a manhã de hoje, sairam de Lisboa 30 voos TAP, adivinhem quantos no horário? Bem se quisermos ser rigorosos no horário não saiu nenhum. E apenas 7 sairam com menos de 10 minutos de atraso. A média dos atrasos é de 17 minutos, o que até nem é muito, e muitas vezes é tempo recuperavel em rota se os ventos soprarem a favor, mas de qualquer modo acho que não havia necessidade. Que tal alterarem os horarios dos voos para 15 minutos mais tarde? ;) Podia ser que reduzissem os atrasos, o que seria sempre bom para a imagem da companhia!

Por outro lado os atrasos parecem ser um mal geral do aeroporto da Portela, contam-se pelos dedos das mãos os voos que saem com menos de 5 minutos de atraso, e realmente quando viajo já acho estranho quando o voo sai na hora, isto deve ser um (mau) costume Português.

ILS

Muito se tem falado sobre esta ajuda à navegação ultimamente, mas pouca gente sabe o que realmente é, e o que faz, por isso vou falar um pouco sobre o Instrument Landing System.
Um ILS é composto por um Localizer, um glide slope e 3 Marker becons, se bem que estes ultimos têm vindo a desaparecer em detrimento dos DME.
O Localizer fisicamente é uma antena instalada no fim da pista que serve que emite dois feixes eletrónicos na banda dos 108.10 MHz a 111.95 MHz, sendo o da esquerda é modulado a 90Hz e o direito a 150Hz. A intrecepção destas duas modulações indica o eixo da pista, e é sentida pelos instrumentos no avião que indicam ao piloto se está a seguir o eixo da pista ou se está há a sua esquerda ou direita, dando ainda, até certo ponto, uma indicação de quão fora de rota se está.
O glide slope é também uma antena, localizada ao lado da pista, a cerca de 300 metros do seu começo, e emite dois feixes na banda dos 329.30 MHz a 335.00 MHz, também modulados a 90Hz e a 150Hz, tal como o Localizer, mas estes dois feixes estão sobrepostos na vertical, dando a sua intrecepção a ladeira de descida correcta para a pista que serve, no cockpit os instrumentos sentem as difrenças na modulação da frequencia, de novo tal como no localizer, e indicam ao piloto se está a descer na ladeira correcta, se está muito alto ou muito baixo.

Estes são os principais componentes de um ILS, que indicam ao piloto um caminho seguro para descer dentro de nuvens, uma vez que sabe com grande precisão que está no eixo da pista e a descer na ladeira correcta. Até onde pode descer e que visibilidade precisa para concluir a aproximação, depende da precisão do ILS instalado, sendo que na categoria mais baixa os minimos, altitude a que se pode descer sem se ver a pista ou as suas luzes, podem ser tão baixos como 200 pés, ou cerca de 60 metros, e a visibibilidade minima é de 700 metros.

Os marker becons são transmisores de baixa potência que são colocados no no eixo de aproximação , e servem para marcar distâncias entre a posição do avião e cabeceira da pista. Ao sobrevoar um desses transmisores aparece uma indicação sonora e luminosa no cokpit, diferente e cor e tom para cada um dos markers, que indica ao piloto onde está na aproximação. Entretanto estes transmissores tem vindo a ser substituidos por DME (Distance Measuring Equipment) que dão uma indicação precisa e constante da distancia do avião há pista. Este tipo de equipamento já era utilizado em aeroportos com aproximações que não permitiam a utilização de marker becons, por questões de terreno envolvente, mas tem-se revelado mais eficaz do que os marker becons, e está-se a tornar um equipamento standart de um ILS.

Pronto e assim já deve dar para ficarem com uma ideia de como funciona e para que realmente serve o equipamento que deverá ser instalado no Aeroporto do Pico, de modo a melhorar a sua operacionalidade.

CS-TKI

E o TKI já anda fora com as cores da white! Para quem não faz ideia do que eu estou para aqui a dizer o CS-TKI é um avião, melhor ainda é um Airbus A310-300 que nos ultimos tempo tem voado para a SATA Internacional, mas que passou agora para a White, companhia portuguesa que é basicamente a Yes com um novo nome, que apareceu por causa dos problemas que os seus L1011 andavam a ter, que levaram há descredibilização do nome Yes.
Para quem quiser dar uma vista de olhos na nova pintura fica aqui o link:
http://www.planepictures.net/netshow.php?id=344564

07 junho 2005

O Aeroporto do Pico

Publiquei uma foto do aeroporto do Pico no último post mais por experiência, para ver como funcionava o upload de fotos, mas já que ele aí está há que se escrever umas linhas sobre o aeroporto do Pico.

As obras no Aeroporto do Pico já decorrem desde o Outono de 2002, mas se for lá e tirar uma foto do mesmo local que a publicada, verá que o seu resultado será idêntico. Quando estiver tudo pronto desaparece a torre e aparece uma nova e maior placa de estacionamento nesse local, mas essas serão das últimas coisas a ficar prontas, pois a nova placa só vai para a frente quando a nova aerogare já estiver em uso para que se possa demolir a antiga, deixando assim lugar para a expansão da placa.
Quando finalmente estiver tudo pronto, se tivermos sorte lá para 2006, vamos ficar com um bom aeroporto, na minha opinião a única grande critica a ser feita é em relação ao comprimento da pista, que ficou relativamente curta sem razões para isso, excepto claro, poupar dinheiro.
Mas também há que enaltecer os aspectos positivos da obra, nomeadamente a instalação de um ILS (Instrument Landing System), que estará em estudo finais, e que será uma mais valia importante, permitindo que o aeroporto se mantenha operacional em condições de nuvens baixas e visibilidade reduzida. Assim resta-nos a preocupação com o vento de sudoeste, calcanhar de Aquiles do nosso aeroporto! Viver numa montanha tem também os seus contras, mas não acredito que nenhum Picaroto que se preze a trocasse por nada!

Entretanto a TAP já faz a ligação Lisboa – Pico, apenas uma vez por semana, é certo, e sabe a pouco, até porque a ilha vizinha recebe 2 voos diários durante o verão, mas o que interessa é que já começaram, foi um passo importante, mas ainda há uma dura batalha pela frente. As companhias aéreas dizem que não há tráfego que justifique mais frequências semanais, pudera, com 2 voos há escolha pela Horta ninguém voa pelo Pico, excepto na Quarta-feira (grande dia foram eles escolher). O problema é que mesmo que os voos Lisboa Horta sejam utilizados por muitos Picarotos, todos entram para a estatística como tráfego da Horta, e são essas estatísticas que vão influenciar no planeamento dos voos para os anos seguintes. E quem é responsável por esse planeamento nunca notou que ambas as ilhas têm praticamente a mesma população, e que para os turistas só interessa chegar a um ilha do canal, afinal que vista o Faial vem sempre ao Pico e vice-versa. Deste modo bem que o tráfego Lisboa Horta podia ser considerado Lisboa Horta/Pico, e os voos divididos pelas duas ilhas, agora que o Pico tem (vai ter) um aeroporto capaz. Ok, esta era uma piada!! Afinal nunca na história o Faial abdicou de alguma coisa em favor do Pico. Politiquices… Quem sabe não se favorecia as duas Ilhas, por exemplo implementando-se pacotes turísticos de chegada por uma e saída por outra, ou outras coisas do género dando maior flexibilidade ás férias de quem nos visita.

Bem e vou deixar este post por aqui, afinal ninguém quer ler testamentos. Vamos ver no que esta história vai dar! Suspeito que vou escrever muitas linhas neste assunto!

Um abraço!

Aeroporto do Pico fins de 2004

Inauguração!?

Bem andava a divagar na net e achei que formar um blog poderia ser uma boa ideia!

Por isso aqui está ele, este é o primeiro post oficial. Os futuros posts falaram sobretudo de aviões, do Pico, ilha de onde sou natural, e da mihna vida de estuante universitário na UBI!

E por falar em universidade, tenho uma frequencia hoje ás 19, por isso vou ver se dou uma vista de olhos final na matéria, e mais logo faço um post mais a sério.

Bom, e está o blog inaugurado!